Blog Clara Nunes

02 maio 2011

20 abril 2011

Feliz páscoa!


Com este bonito trabalho do web designer Pagano, deixamos nossa mensagem de uma Feliz Páscoa!

06 abril 2011

Algumas raridades...

Fotos: Catherine Beltrão ( poetisa)
No site da poetisa:
...O ano de 68, já cursando a PUC, foi muito conturbado politicamente falando. Participei da marcha dos 100 mil na Cinelândia, com Vladimir Palmeira discursando para os estudantes. Uma tarde, quando estava estudando na biblioteca,
tive que sair às pressas, sob a mira de metralhadoras dos soldados, que tinham invadido a universidade.
Ainda assim, tive ânimo e peito para participar do 1º Festival Universitário. Tendo reatado o namoro com o Ronaldo, inscrevemos duas músicas no Festival, uma delas - Deixa essa tristeza andar - tendo sido cantada pela Clara Nunes! A madrinha quem foi? Nada mais nada menos que Bibi Ferreira
(Clara Nunes divulga seu trabalho no programa
de Aérton Perlingeiro, na Tupi do Rio de Janeiro).
No Rio, o programa, também estreou em 1957, mas foi comandado
pelo apresentador Aérton Perlingeiro, que, assim como o casal
paulista Airton e Lolita Rodrigues, também comia de
verdade na frente das câmeras e convidava, para o rega-bofe, atores,
cantores, monstros sagrados do cinema e do teatro ou
artistas que aspiravam ao sucesso.

Clara guerreira - 28 anos

Clara: uma diva da MPB Há 28 anos, no dia 2 de abril de 1983,
morria Clara Nunes, a Guerreira. Uma das melhores intérpretes da música popular brasileira, Clara deixou saudades e uma obra significativa.
Leia um pouco sobre essa grande cantora.
CLIQUE ABAIXO PARA CONTINUAR LENDO E PARA OUVIR SUAS MÚSICAS :

http://veja.abril.com.br/blog/passarela/figuracas/clara-guerreira/

01 abril 2011

02 de abril,é hora de lembrar de Clara!

28 anos sem a guerreira - mineira:
Clara Nunes!
Dia 02 de abril é dia de lembrar e viver Clara!
Dia 02 de abril de 1983 a música popular brasileira perdeu uma
de suas grandes intérpretes, a mineira Clara Nunes. Clara foi uma pesquisadora da cultura popular, ligada a raízes africanas,
portelense e principalmente dona de uma voz de ouro.
Para lembrar esta data e homenagear esta grande cantora, a Rádio UFSCar preparou o “Rádio UFSCar Especial – Clara Nunes”, contando a história da vida e ouvindo as músicas imortalizadas na voz Clara.
Está presente também, neste especial, fragmentos de entrevistas que a cantora concedeu às TVs da época, ou seja, Clara contando sua própria história, imperdível! Para aqueles que apreciam a boa música popular brasileira, fica o convite para ouvir o Rádio UFSCar Especial “Clara Nunes”, sábado dia 02 de abril às 14 horas, com reprise no domingo às 11 horas. Fique ligado!

http://www.radio.ufscar.br/?p=9479

23 março 2011

Festival de Curitiba-Teatro

Festival de Curitiba
Espetáculo Clara
8,9 e 10 de abril de 2011
Horário: 21h
Local: Teatro Paulo Autran
Elenco: Grasi Schroeder, Marinho Rezendo, Loara Gonçalves, Henrique Silva, Jaqueline Duarte, Mai Pires, Denise Fait, Pedro Vecchi, Nariman Handar, Leda Ribas, Pedro Henrique Nascimento, Andressa Xisto, Mel Maia, Fernanda Bahl, Karina Hasten, Ariadne Putti, Deusuita Xisto, Aliny Bortolon, Taciane Vieira, Jorge Rangel Filho
Ingressos: na bilheteria do Festival R$20,00 inteira e R$10,00 a meia entrada

16 março 2011

Filme Clara Nunes -Produção iniciada

Clara Nunes será homenageada no cinema
“O mar serenou quando ela pisou na areia. Quem samba na beira do mar é sereia”, a para sempre sereia brasileira, Clara Nunes, nos deixou no dia 2 de abril de 1983. Seu samba, sua cor, sua religiosidade, tudo isso ficou saudosamente incrustado na mente e corações dos brasileiros. Matar a saudade dessa grande expoente da cultura afro-brasileira ficará um pouco mais fácil, pois Cristiana Grumbach, diretora do documentário As Cartas Psicografadas de Chico Xavier, encabeça um novo trabalho, o de homenagear Clara, com a idealização de Juliana Tolentino, atriz e produtora de cinema.
Um filme híbrido entre documentário e ficção, foi a solução que a diretora arranjou para a idéia de Juliana. “Quando a ela (Juliana) veio até mim e propôs fazermos um filme sobre a Clara, eu topei na hora”, comenta Cristiana. “Não queria fazer uma biografia no sentido clássico, por isso, resolvemos fazer essa mistura de linguagens”, completa.
A musicalidade da cantora é o ponto alto do filme. “Mostraremos a trajetória musical de Clara. De sua saída de Minas Gerais até alcançar o seu sucesso por esforço próprio. Foi a primeira mulher brasileira a vender 100 mil cópias de discos”, ressalta Cristiana.
Juliana Tolentino, idealizadora do projeto, tem uma relação bem íntima com a cantora. “Sou de Paraopeba, cidade da Clara. Desta forma, sempre quis retratar a vida dela no cinema”, revela Juliana, que, também interpretará a cantora no filme. “Vamos mostrar a Clara como uma das maiores expoentes da cultura nacional. Suas fases musicais e, principalmente o samba”, comenta. “Será um prazer imenso interpreta-la”, emociona-se a atriz.
De acordo com Cristiana, o processo de produção do longa-metragem está em fase final, e, as filmagens começam ainda neste semestre. “Estamos na fase final de organização da papelada. Temos a autorização verbal do Paulo César Pinheiro, viúvo e detentor dos direitos musicais e de imagem dela. Mas ainda falta formalizarmos”, adianta a diretora. “Assim que formalizarmos, vamos começar a filmar. A primeira locação será em Minas”, revela Cristiana.
Juliana esteve em Caetanópolis, cidade natal de Clara, e conversou com a família da Clara. “A família está muito feliz com esse projeto”, comenta.
O lançamento do filme está previsto para o primeiro semestre de 2012. “São várias fases de produção. Até o lançamento teremos muito trabalho”, finaliza Cristiana.
No interior mineiro, Clara nasceu em Caetanópolis, onde viveu até os seus 16 anos. Filha mais nova de sete irmãos, ela recebeu o dom musical de seu pai, o violeiro Mane Serrador, que participou durante muito tempo da Folia de Reis local. Mudou-se para Belo Horizonte, onde conheceu o violonista Jadir Ambrósio, que, admirado com a voz de Clara, a levou ao programa de rádio Degraus da Fama. Vencedora do concurso A Voz de Ouro ABC, Clara Francisca, mudou de nome, como também, para o Rio de Janeiro. Lá, apresentou-se nos programas televisivos de José Messias, Chacrinha, Almoço Com as Estrelas e Programa de Jair do Taumaturgo, antes de aderir ao samba.
Pesquisadora da cultura popular e folclore brasileiro, ela chegou a excursionar por alguns países africanos, levando um pouco do Brasil àqueles países. Converteu-se à Umbanda, fato que marcou sua música, e, gravou diversos sambas-enredo da Portela, sua escola de samba de coração.
No começo deste mês, Clara foi homenageada pela Portela com um busto exposto na quadra da escola.
http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/noticia.php?id=325336

02 março 2011

Clara - Carnaval

Osmar do Cavaco e Clara em 1974
Foto:Compositores da Portela
A escola de samba Portela, amada por Clara Nunes em ritmo de carnaval.
Rever estas imagens de Clara é sempre agradável lembrança.
Bom carnaval prá todos!
Clara recebendo disco de ouro no Portelão.
Foto cedida por Sandra-RJ.
Foto: GresPortela

07 fevereiro 2011

Busto de Clara na Portela

Sheron Menezes rainha da bateria e Nilo Figueiredo,Vice-presidente da Portela

A Portela realizou no último sábado mais uma edição da feijoada da família portelense só que essa que essa teve um sabor pra de especial: Foi inaugurado o busto da cantora Clara Nunes na entrada da quadra ao lado das imagens dos também baluartes e imortais da Portela Natal e Paulo da Portela . O evento que era aguardado com muita ansiedade por vários admiradores e fãs da cantora reuniu numa tarde ensolarada aproximadamente 20 mil pessoas que cantaram e dançaram ao som da Velha-Guarda da Portela grandes sucessos de Clara. O presidente da Portela Nilo Mendes Figueiredo abriu a cerimônia falando da importância de Clara Nunes para a nação portelense. – Ela foi muito importante para história da Portela- Merece esta homenagem- Disse o dirigente. O caso de amor entre Clara e a Portela era grande, mas ficou ainda mais forte quando no Carnaval de 1975 a cantora fez história como uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida. ‘Macunaíma, herói da nossa gente’, de autoria de Norival Reis e David Antônio Corrêa, foi interpretado por ela, pelo próprio David Corrêa, por Candeia e pelo puxador oficial da Portela, Silvinho do Pandeiro. Um desfile Inesquecível que marcou época. Clara Nunes, que faleceu em 1983, dá o nome da rua onde fica a quadra da escola, que é conhecida como Portelão , que fica no bairro de Madureira,zona norte do Rio de Janeiro. A Guerreira como era conhecida Clara Nunes, foi um dos mais importantes símbolos da Portela cantando a escola em verso e prosa, divulgando a agremiação por todos os lugares do mundo. Amigos , representantes da cidade natal de Clara Caetanópolis , compositores,personalidades da escola foram agraciados com a medalha Clara Nunes, entre eles, Wilson Moreira , Tia Surica, Carlos Reis(1º destaque da escola), Grupo Exporta Samba,Vagner Fernandes (Autor da biografia de Clara Nunes), Marquinhos de Oswaldo Cruz, Verinha da Portela entre outros. O projeto teve a parceria do Instituto Mais Memória, do escultor e professor Oseías Casanova Ferreira, com a Fundição de Ademar Alcântara e a Coordenação do Projeto de Nilo Mendes Figueiredo Junior, vice-presidente da Portela. Uma tarde que jamais vai sair da memória de quem pode presenciar este fato histórico.

Clara da Portela

CLARA NUNES É ETERNIZADA NA PORTELA Por Profº Izaias– 6 de fevereiro de 2011 Por Izaias Nascimento e César Romero. Blog Mais Memória

Numa tarde inesquecível a ícone do samba CLARA NUNES foi eternizada na quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, ao ser inaugurado o busto da cantora no Hall das Homenagens ao lado do fundador Paulo da Portela e de Natal baluarte e presidente inesquecível da agremiação.
Aproximadamente 20.000 pessoas prestigiaram a grande festa numa tarde emocionante que ficará marcada na história da Portela.
Por volta das 15h00 o Presidente Nilo Figueiredo, ladeado pelas ilustres visitantes: Ministro Lupi, Professor Celso Pansera da FAETEC, Noca da Portela e Toninho Nascimento compositores de Clara Nunes, Wilsom das Neves músico de Clara Nunes, Grupo Exporta Samba que atuou com Clara Nunes no Teatro Opinião, Escultor Oséias Casanova Ferreira, Tia Surica, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Roberto Caldeira, direção do Instituto Mais Memória Professor Izaias Nascimento e Jornalista César Romero, Prefeito Romário da cidade natal Clara Nunes Caetanópolis – Sr. Romário Vicente Ferreira, familiares e amigos da cidade natal, imprensa e de muitos fãs e sambistas.
Após discurso do Presidente Nilo Figueiredo onde enalteceu CLARA NUNES pela brilhante carreira e relação histórica com a Portela, do Ministro Lupi falando também pela Presidente Dilma Roussef, onde citou a importância de Clara Nunes para a cultura nacional, foi inagurado o Busto, com a emocionante interpretação a capela do compositor Toninho Nascimento autor do samba Conto de Areia, cantado em coro por todos os presentes. A emoção tomou conta do Hall das Homenagens e não foi raro ver diversas pessoas chorando, emocionadas com o evento.
A festa seguiu na quadra, com a tradicional apresentação da Velha Guarda comandanda por Serginho Procópio, Guaraci e Tia Surica.
Em seguida foram chamados ao palco para homenagearem CLARA NUNES, cantando sambas históricos da cantora os seguintes intérpretes: Toninho Nascimento, Conjunto Esporta Samba, Stênio Barcellos do Conjunto Nossa Samba (falou de seus 16 anos de carreira acompanhando Clara Nunes) e Wilsom Moreira. Foto Blog Sidnei Resende – Geissa Evaristo.
Logo após, assistiram a uma apresentação no telão de fotos de CLARA NUNES e uma homenagem aos compositores.
Receberam a Medalha CLARA NUNES os seguintes agraciados: Presidente Nilo Figueiredo, Vagner Fernandes (autor livro biográfico Clara Nunes), Stênio Barcellos (Conjunto Nosso Samba), Wilsom das Neves (músico), Conjunto Exporta Samba, compositores Noca da Portela, Toninho Nascimento e Wilsom Moreira, Roberto Caldeira (assessor da artista), o produtor cultural Jorge Coutinho, parceiros do projeto Celso Pansera, Oscar Berro e Rossilênio Lopes, Prefeito de Caetanópolis Romário Vicente Ferreira, Márcio Guima(sobrinho de Clara Nunes) Professor Alberto Pereira Lopes, Verinha eterna Relações Públicas da Portela, Marquinhos de Oswaldo Cruz, destaque da Escola Carlos Dias e Tia Surica pela Velha Guarda da Portela. Foto Blog Sidnei Resende – Geissa Evaristo.
A família recebeu a camisa do Botafogo de Futebol e Regatas enviada pelo Presidente Maurício Assumpção com o nome de CLARA NUNES, visto que era uma notória botafoguense.
A festa continuou com lembranças de grandes sambas de Clara Nunes.
INSTITUTO MAIS MEMÓRIA RESPEITO À HISTÓRIA – RESPEITO AO BRASIL.

Vídeo da inauguração

Sandra-RJ

Fotos da inauguração

Quadra lotada sob forte calor
Carlos Reis e Sheron Menezes
Marcio Guima(sobrinho de Clara) e o prefeito de Caetanópolis Romário Ferreira
Toninho Nascimento, compositor de "Conto de Areia"

06 fevereiro 2011

Feijoada da Portela emociona a todos

Portela inaugura busto de Clara Nunes em tarde emocionante
Geissa Evaristo Carnavalesco 06/02/2011 00h49
Neste sábado, a Portela realizou mais edição da sua tradicional feijoada, porém, o dia teve um sabor especial: a inauguração do busto da cantora Clara Nunes na entrada da quadra ao lado das imagens dos também imortais portelenses: Paulo da Portela e Natal. O evento, que costuma reunir uma multidão nas tardes do primeiro sábado de cada mês, recebeu aproximadamente 20 mil pessoas.Clara Nunes, que faleceu em 1983, dá nome à rua onde fica a quadra da escola, em Madureira, e foi um dos mais importantes símbolos da Portela cantando a escola em verso e prosa, divulgando a agremiação por todos os lugares do mundo. Amigos e personalidades da escola próximos à cantora foram agraciados com a medalha Clara Nunes, entre eles, o músico Wilson das Neves, Monarco e Tia Surica.- Hoje fui homenageada porque vesti a Clara Nunes assim que ela chegou na escola. A medalha que ela recebeu foi mais que merecida, porque ela foi uma pessoa, que além de ser portelense, falou muito da Portela. Foi uma tarde muito emocionante e ela nunca será esquecida em nossa mente assim como o dia de hoje - disse Tia Surica.- Clara era uma portelense fiel, por isso ficou no nosso coração, deixou uma saudade muito grande - declarou Monarco, que chamou de ‘gol de placa’ a homenagem feita pela escola.
Foi no Carnaval de 1975 que a cantora fez história como uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida. ‘Macunaíma, heroi da nossa gente’, de autoria de Norival Reis e David Antônio Corrêa, foi interpretado por ela, pelo próprio David Corrêa, por Candeia e pelo puxador oficial da Portela, Silvinho do Pandeiro. - Ela foi uma guerreira do samba. E adorava brincar carnaval, não fazia exigências, sambava no chão, do lado da gente - relembrou Monarco.O projeto teve a parceria do Instituto Mais Memória, do escultor e professor Oseías Casanova Ferreira, com a Fundição de Ademar Alcântara e a Coordenação do Projeto de Nilo Mendes Figueiredo Junior, vice-presidente da Portela.
Adriana Lessa e Lucilene Caetano na feijoada da Portela no Rio
Elas participaram de homenagem à Clara Nunes.
Adriana Lessa e Lucilene Caetano estiveram na tradicional feijoada da Portela, neste sábado, 5, no Rio. A atriz, que é rainha de bateria da Imperador do Ipiranga, em São Paulo, prestigiou também a inauguração de um busto em homenagem à Clara Nunes. Depois da solenidade, Adriana foi para o meio da quadra mostrar samba no pé. http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1646068-9798,00-ADRIANA+LESSA+E+LUCILENE+CAETANO+VAO+A+FEIJOADA+DA+PORTELA+NO+RIO.html
Guerreiros e Guerreira
Luis Carlos Magalhães LC Magalhães 04/02/2011 17h05
Falta muito pouco, mais uma vez. Alguns dias a mais e chega o carnaval.Tantas e tantas vezes faltou pouco, depois o dia chegou e nada aconteceu. Não conseguimos vencer.Houve uma vez que vencemos. Cantamos Clara, Paulo e Natal. Clara foi Iansã, Paulo Oranian e Natal foi Oxóssi.Não erramos nada. A Mangueira é a escola do povo. E quando ela canta um filho do povo e pega na veia, sabemos bem o resultado. Mangueira venceu a nossa vitória, e não dá para esquecer.E vida que segue, quantas vezes fizemos isso com ela ao longo de tantos desses anos?Mas ali faltou muito pouco.Paulo, Natal e Clara.
Agora Clara está de volta para casa. Ao ser inaugurado, seu busto estará ao lado de Paulo e de Natal; juntos como naquele ano distante.Quando chegar o carnaval a Mangueira mais uma vez cantará um filho seu, um filho do povo.A nós, caberá cantar o mar; azul como somos... imenso como somos... 11Cantaremos também o céu; azul como somos... maior do que somos.E vocês estarão lá, com suas bandeiras, suas faixas.Parece um sinal: os três ali na entrada principal...A última vez que a vimos já faz quase 30 anos. Quase 50 mil pessoas, no Portelão, dizendo aquele adeus tão dolorido. Todo mundo sem saber direito, se perguntando, o que havia acontecido.E você virou então para nós "Portela na Avenida". Virou "Sabiá": "que falta fez sua alegria!".
Parece, Guerreiros, que a Guerreira voltou com uma missão. Como aqueles guerreiros das arquibancadas que vocês são. Como aqueles guerreiros da web que estão a seu lado.Trazer a luz! Luz, pois é ela que nos falta. Para identificarmos nossos erros, fortalecer nossos caminhos à vitória e a guarda e defesa de nossas tradições.Não paramos de cantá-la, nunca, Guerreira. E não vamos parar nunca.Em cada "esquenta", cada feijoada, em cada roda de samba de nossa cidade. Parecendo invocar sua alegria, sua presença, seu sorriso pequeno... tão grande.Os Guerreiros, todos, acreditam sempre, a cada ano. Mesmo quando é tão difícil acreditar.Vai ser bonito, Guerreira. Ver você, Paulo e Natal juntos em nossa casa.Tomara que os Guerreiros façam a bandeira mais bonita de todas.
Como aquele manto azul da padroeira do Brasil.Paulo, a racionalidade, a visão de longe, de cima; Natal a paixão, a entrega, o arrebatamento a qualquer preço.Você... a nossa alegria. Uma alegria que já não temos tanta. Que bom que você voltou.Para tornar a entrada de nossa casa mais radiosa; iluminá-la mais ainda.Para que nos mantenhamos assim como somos, para sempre...Quem sabe para tornar nosso caminho, nossa busca mais corajosa...Ou nos trazer alegria de volta...E-mail para contatos mais longos: lcciata2@hotmail.com

04 fevereiro 2011

Grande homenagem na Portela

Foto divulgação
Clara Nunes terá busto inaugurado na quadra da Portela, com show e feijoada em Madureira

POR SARA PAIXÃO

Rio - Um amor além da vida. Assim pode ser definida a relação entre Clara Nunes e a Portela. A cantora, que morreu em 1983, dá nome à rua onde fica a quadra da escola, em Madureira e, a partir de amanhã, ganha um busto na entrada, junto às estátuas dos imortais Paulo da Portela e Natal.

“Clara era uma portelense fiel, por isso ficou no nosso coração, deixou uma saudade muito grande”, declara Monarco, que chama de ‘gol de placa’ a homenagem feita pela escola. Foi no Carnaval de 1975 que a cantora fez história como uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida. ‘Macunaíma, herói da nossa gente’, de autoria de Norival Reis e David Antônio Corrêa, foi interpretado por ela, pelo próprio David Corrêa, por Candeia e pelo puxador oficial da Portela, Silvinho do Pandeiro. “Ela foi uma guerreira do samba. E adorava brincar Carnaval, não fazia exigências, sambava no chão, do lado da gente”, relembra Monarco. Ao lado da Velha Guarda da Portela, ele vai se apresentar no show, que ainda terá Marquinhos de Oswaldo Cruz, entre outros. Durante a Feijoada da Família Portelense, amigos próximo da cantora, como o músico Wilson das Neves, serão agraciados com a Medalha Clara Nunes. Serviço FEIJOADA DA FAMÍLIA PORTELENSE. Quadra. Rua Clara Nunes 81, Madureira (2489-6440). Amanhã, a partir das 13h. Entrada R$ 10. Prato da Feijoada: R$ 15. Livre.

O Dia online

CLARA NUNES – ETERNA GUERREIRA DA PORTELA

Por Izaias Nascimento

O Instituto Mais Memória apresenta uma série de depoimentos de CLARA NUNES, onde constatamos a extraordinária pessoa e profissional antenada com seu público. São palavras que geram um sentimento de saudade, mas que nos faz refletir o quão magnífica foi a cantora que o país tanto ama.

SUA MÚSICA

“-Eu sou uma cantora popular que canto as músicas do meu país. Tudo o que for autêntico, eu estou aí. Samba-canção, samba, modinha, valsa, não existe nada que eu não goste. Sou meio bobona com a Música Popular Brasileira, com os compositores. Gosto de tantos… É uma gente maravilhosa que sabe dizer música e letra ao mesmo tempo, de tal maneira que prende a gente a noite inteira, só cantando, só escutando.“

MISSÃO

“Eu tenho a grande missão de cantar. Eu acho que todas as pessoas têm uma missão; a gente está aqui nesse mundo, ninguém está passeando ou passando férias, está todo mundo aqui cumprindo um compromisso já assumido em outras vidas, eu entendo assim.”

RELIGIÃO

“Contribuo com a religião gravando-a em minhas músicas, isso ajuda a parte espiritual. Uso branco por que gosto e os colares são minhas guias.”

POVO

“Eu acho que o que há de verdadeiro, o que há de mais puro, o que há de mais sincero e mais espontâneo, que é a força realmente, é o povo. Então, não adianta você querer ir de encontro ao povo, você tem que trazer o povo até você. Então para mim, Clara Nunes, o povo é tudo. Eu hoje sou uma pessoa muito diferente, muito mais consciente e mais feliz.”

VIDA

“Ainda estou na metade do meu caminho, mas sei que vou até o fim”.

Saudades da legião de fãs. Muitos estarão no Portelão na inauguração do Busto, tão esperado e que certamente levará muita alegria aos portelenses e brasileiros em geral.

INSTITUTO MAIS MEMÓRIA

RESPEITO À HISTÓRIA – RESPEITO AO BRASIL

25 janeiro 2011

Filme : Clara Nunes

A cantora Clara Nunes: tema para a cineasta carioca Cristiana Grumbach
Filme resgata “moça tímida que saiu do interior de Minas”
para alcançar sucesso em todo o país

A solução encontrada pela diretora é acompanhar as
diversas fases da Guerreira

Paulo Henrique Silva - Repórter -Jornal Hoje em Dia- BH
A história da cantora mineira Clara Nunes, a primeira mulher a vender mais de 100 mil cópias de um disco no Brasil, parece começar e terminar nos meses de março e abril de 1983. As circunstâncias de sua morte, aos 39 anos, se tornaram tão fortes que obscureceram a rica trajetória musical – após dar entrada num hospital carioca para uma simples cirurgia de varizes e sofrer um choque anafilático que alimentou os mais diversos boatos, de aborto à troca de pancadaria com o marido e compositor Paulo César Pinheiro. Polêmicas que passarão longe do primeiro filme sobre Clara Francisca Gonçalves, seu nome de batismo. A produção começará a ser rodada no próximo semestre, com direção de Cristiana Grumbach (“As Cartas Psicografadas de Chico Xavier”).

A cineasta carioca pretende reapresentar a cantora, recuperando sua carreira artística, iniciada na cidade natal, em Caetanópolis, quando “era uma moça tímida que saiu do interior de Minas Gerais”, até chegar à mulher forte e bem-sucedida, “de cabelos soltos e indomáveis como se fosse uma leoa”.
Cristiana reforça que o filme não quer retratar a vida de Clara sob o ponto de vista pessoal. “As fofocas já foram contadas em jornais e livros”.
O roteiro, que ainda está sendo escrito, esbarra num problema: o fato de que familiares, caso da irmã Mariquita e Paulo César Pinheiro, não se sentem confortáveis para dar entrevistas. “Como não é possível fazer um documentário no sentido clássico, com depoimentos, resolvemos realizar uma espécie de híbrido”, explica Cristiana.
A solução encontrada pela diretora é acompanhar as diversas fases da Guerreira, como a proximidade com as tradições afro-brasileiras e o samba, através da própria música. “A questão agora é como transformar isso numa narrativa. Pensamos em chamar uma atriz e fazer o que chamo de um filme em busca de uma personagem, em que eu e essa intérprete vamos tentar nos aproximar do universo estético, artístico e espiritual que Clara transitou. Ainda estamos num momento muito delicado do roteiro, sem conseguir visualizar como ficará”, revela.
Protagonista deve ter “raiz mineira”

O nome da atriz que viverá Clara Nunes ainda não está definido. O certo é que ela não precisará, necessariamente, ser cantora, já que a diretora Cristiana Grumbach prefere usar a voz original da intérprete de sucessos como “Morena de Angola” e “Portela na Avenida”, recorrendo a gravações que serão apresentadas em quase sua totalidade.
“A atriz estará lá para que a voz de Clara seja construída num corpo, nos dando as impressões deste personagem mítico”, afirma. Para Cristiana, é importante que a escolhida tenha uma raiz mineira, “impregnada por estas mesmas células que formaram Clara”.
Uma candidata a Clara Nunes é Juliana Tolentino, atriz nascida na região de Caetanópolis e uma das idealizadoras do projeto, que tem uma semelhança física com a sambista.
“Ela é minha vizinha de prédio e, quando me chamou para dirigir o filme, disse que não me via fazendo biografias clássicas, na forma de documentário ou ficção. Não é o cinema que me interessa”.
Cristiana só foi convencida a assumir o projeto ao ganhar liberdade de pensar outras possibilidades de linguagem. “É um alívio imenso não trabalhar com entrevistas”, comemora.
A cineasta se fará presente no filme, compartilhando situações e descobertas, se mirando nos trabalhos da belga Agnès Varda e do lituano Jonas Mekas.
De Agnès, cita “Os Catadores e Eu” (2000), em que a singeleza na abordagem da diretora a transforma em mais um personagem entre os catadores de frutas. Assim como eles, a realizadora também se vê como alguém que recolhe coisas que a sociedade rejeita.
Um tema que ganhará espaço no filme é a busca espiritual de Clara. “Ela tinha uma necessidade espiritual, devido ao seu vazio, passando muito tempo perdida, sem saber qual caminho realmente deveria fazer”.
Cristiana pesquisou o mapa astral da cantora e descobriu que ela nasceu num dia de eclipse, indicativo de uma trajetória que romperia tabus, abrindo novas perspectivas para artistas do sexo feminino.
“A lua é a representação do feminino, enquanto o sol é a do masculino. Quando há o eclipse, a lua se coloca à frente do sol, se interpondo à luz deste, roubando a cena. As cantoras contemporâneas que fazem sucesso hoje devem muito a Clara Nunes”, salienta a diretora.
12/01/2011 Jornal Hoje em Dia

24 janeiro 2011

Inauguração do busto Clara Nunes na Portela

Por Izaias Nascimento
BUSTO DE CLARA NUNES – BLOG DO DENI MENEZES
O Instituto Mais Memória reproduz o Blog do Deni Menezes de 23 de janeiro de 2011, onde o lendário jornalista divulga e faz comentários sobre a inauguração do BUSTO DE CLARA NUNES no PORTELÃO.
HOMENAGEM À CLARA NUNES
A botafoguense Clara Nunes será homenageada no primeiro sábado de fevereiro, dia 5, em festa na quadra do barracão da Portela – Rua Clara Nunes 81, em Madureira -, a partir das 13 horas, pelo presidente Nilo Mendes Figueiredo, do Grêmio Recreativo Escola de Samba da Portela, e o Instituto Mais Memória, dirigido pelo professor Izaias Nascimento.
A inauguração do busto de Clara Nunes, uma das mais corretas intérpretes da música popular brasileira, reunirá figuras expressivas do samba – compositores, músicos, artistas contemporâneos e da atualidade, divulgadores e críticos da MPB -, que serão condecorados com a Medalha Clara Nunes em solenidade na quadra. Tudo ao sabor da feijoada gostosa da Portela.
Fiz amizade com Clara Nunes, no final dos anos 60, na casa do zagueiro Zé Carlos, bicampeão carioca 67-68 no Botafogo, na Av.Prado Júnior, em Copacabana. Ele era casado com a irmã dela, tão alegre e simpática quanto Clara, que tinha dentes lindos e um sorriso permanente perfeito. Eram encontros descontraídos, alegres e felizes com pessoas que estavam sempre de bem com a vida.
Clara Nunes, impossível não recordar e deixar de citar, contou muito com o apoio de Adelzon Alves, o amigo da madrugada, meu colega de mais de dez anos no rádio. Ele foi o produtor do primeiro long-play dela e Clara sempre fez questão de dizer que Adelzon foi quem a fez decolar na carreira. Uma carreira marcada por sucessos inesquecíveis, graças à sua voz bonita, personalíssima, e à sua interpretação sempre muito segura.
O projeto da homenagem foi desenvolvido com o escultor Oséas Casanova Ferreira e a Fundição Ademar Alcântara.
O GRES PORTELA estará inaugurando no próximo dia 05 de fevereiro, durante a tradicional Feijoada da Velha Guarda da Portela, o busto da ícone do samba C L A R A N U N E S. É mais uma vitória do MAIS MEMÓRIA no resgate da memória do país.
EVENTO: Inauguração do Busto Clara Nunes.
Local: Quadra da Portela- Rua Clara Nunes 81 – Madureira (Portelão).
Dia: 05.02.2011 (SÁBADO).
Horário: A partir das 13h00.
Diversas atrações estarão prestigiando a notável artista. Familiares, músicos, compositores, profissionais de imprensa e artistas contemporâneos e novos serão condecorados com a Medalha Clara Nunes. O projeto foi desenvolvido pelo Instituto Mais Memória, com as seguintes parcerias:
Escultor: Professor Oseias Casanova Ferreira.
Fundição: Ademar Alcantara.
Coordenação do Projeto: Nilo Mendes Figueiredo Jr – Vice-Presidente do GRES Portela.
Realização: GRES Portela – Administração Nilo Mendes Figueiredo.
CLARA NUNES, a grande cantora morta prematuramente aos 39 anos, receberá justa homenagem da Portela, que a estrela celebrou em inúmeras apresentações memoráveis. A azul e branco de Oswaldo Cruz encomendou um busto dela em mármore branco, ao professor Oséias Casanova Ferreira (veja na imagem), que será posto na quadra, onde já estão tributos semelhantes a Paulo da Portela e Natal, baluartes portelenses. A cantora, aliás, foi lembrada no refrão do samba de 1984, o último título da escola, “Contos de areia”: “É cheiro de mato/É terra molhada/É Clara Guerreira/Lá vem trovoada.” Clara Nunes merece todas as homenagens (Coluna do Ancelmo Góis- O Globo)

21 janeiro 2011

Raridade :Audio do show não realizado!

PARTE 1
PARTE 2
PARTE FINAL
Texto de Herminio Bello de Carvalho.
Àudio original do ensaio do show Sabiá Sabiô
Teatro Glauce Rocha Rio de Janeiro.
Músicas:"Meu Pequeno Tururu" de Augusto Calheiros e Lupercio Miranda-
"Ê Baiana" de Fabricio Silva e Baianinho-
"Arlequim de Bronze" de Synval Silva-
"Opção" de Gisa Nogueira e
"Você passa eu acho graça" de Carlos Imperial e Ataulfo Alves.
Sempre com o acompanhamento de Hélio Delmiro.
Colaboração: Sandra-RJ

17 janeiro 2011

O busto Clara Nunes

O busto Clara Nunes que a Portela encomendou para ser inaugurado na quadra da escola, encontra-se pronto. Criação do artista plástico Casanova Ferreira - RJ, que soube captar a "alma" da mineira homenageada pela escola de samba de Madureira. Sem data oficial de inauguração, possivelmente a cerimônia deverá ser numa data da feijoada que sempre acontece no primeiro sábado de cada mês com show da Velha Guarda da Portela.
Traremos detalhes assim que confirmada a data.
Parabéns Casanova Ferreira!
Fotos cedidas pelo artista plástico Casanova Ferreira