Blog Clara Nunes: Janeiro 2009

27 janeiro 2009

Vídeo Clube do Samba

(Fantástico 1979)
"Samba agoniza mas não morre" canta todo mundo no lançamento do "Clube do Samba". Estavam lá todos os bambas: João Nogueira, Martinho da Vila, Clementina de Jesus, Clara Nunes, Beth Carvalho, Dominguinhos do Estácio.... "Samba agoniza mas não morre" canta todo mundo no lançamento do "Clube do Samba". Estavam lá todos os bambas: João Nogueira, Martinho da Vila, Clementina de Jesus, Clara Nunes, Beth Carvalho, Dominguinhos do Estácio....
Assista no Vídeo Blog:

21 janeiro 2009

Imagens do DVD

Trazemos mais imagens do primeiro DVD Clara Nunes ,
lançado recentemente pela gravadora EMI. São 21 clipes gravados
pelo programa global "Fantástico".
Fotos capturadas pelo colaborador Dido Borges,
diretamente de Pernambuco!
Banho de manjericão
Feira de Mangaio
Na linha do mar
Viola de Penedo
Viola de Penedo
Voce passa eu acho graça

12 janeiro 2009

Diário do Nordeste-Fortaleza

Foto:Folha Press
DVD/LANÇAMENTO
Branco, afro, Clara
Uma reunião de 21 clipes do Fantástico sintetiza a força do canto de Clara Nunes
Ela irradiava magia, como dizia uma música de Gerônimo. Com a força dos orixás de sua religiosidade, com a profundidade de sua negritude, de sua feminilidade, sua voz e de sua personalidade, Clara Nunes (1943-1983) foi uma intérprete que ajudou a ressignificar a mestiçagem brasileira. Em grande parte, graças à Rede Globo e aos clipes que eram apresentados no programa Fantástico, nos anos 70, verdadeiras mega-produções para a época. Quando assumir a negritude era uma ousadia, um ato praticamente revolucionário, antecipando as conquistas sociais e de mercado presentes nos dias de hoje. Ousadia que não faltava à guerreira mineira, que estava sempre ostentando o branco das entidades.Gravados entre 1974 e 1983, os clipes mostram uma brasileira que pouco a pouco assume sua identidade.
Se pouco antes ela era vista, em discos e shows, ao lado de gente como Paulo Gracindo e Vinicius de Moraes, vendendo uma imagem e uma sonoridade que não se lhe formariam sua marca, Clara Nunes foi gradualmente se tornando uma referência da música afro-brasileira, consolidando o mercado feminino do samba e, de certa forma, antecipando o do samba-reggae (axé music) e ainda abrindo novos horizontes para a música que se ocultava entre as veredas mineiras e as dos sertões nordestinos. Resgatados cronologicamente, com uma ou outra falha, os vídeos mostram como Clara se tornou uma das maiores representantes do canto e das tradições desta nação que ainda hoje não as respeita como merecem.De frente pro crimeRodas, rendas, batidas do povo deste lugar.
O samba que Ataulfo Alves lhe sugeriu para cantar. E que Clara já se prontificara, em 68, como conta antes do clipe de ´Você passa, eu acho graça´. Mas a coisa só mudaria de vez em 74, com o sucesso de ´Conto de Areia´, no álbum ´Alvorecer´. A música de Romildo e Toinho abre a seleção de clipes do Fantástico. De branco, colar, rendas de prata, sorriso estampado, Clara dança ao ritmo afro, ainda sem toda a desenvoltura, entre oferendas e o colorido de orixás vivos e religiosamente estáticos. “As águas de Amaralina/eram gotas de luar”...Ainda com a cabeleira escovada que marcara seus primeiros anos de carreira, a mulata mineira chega entre imagens de areia, praia, céu e pescadores para cantar, em estúdio, de branco, ´É doce morrer no mar´ (Dorival Caymmi). Está ao lado do violonista Dario Lopes, embora o som seja de orquestra de cordas e piano, a maior parte do tempo. Após falar da amizade de Ataulfo e seus conselhos, canta, de vestido longo, entre cenário com grafismos concretistas, aquela parceria do mineiro com Carlos Imperial. De microfone na mão, com elegância e discrição, Clara samba assumindo uma postura que marcaria seus clipes: encarando a câmera, “de frente pro crime”.LiberdadeDe rosa, cabelo mais loiro, samba sem microfone em “Macunaíma” (Norival Reis/David Corrêa), em um cenário com desenhos a Tarsila do Amaral. “Vou morar no infinito/e virar constelação”... Rosa amarela sobre o branco, maquiagem pesada, canta em seguida: “Iansã, cadê Ogum?/Foi pro mar!...”, encarando a câmera de vez em quando e sambando com autoridade em “A Deusa dos Orixás” (Romildo/Toinho). De Candeia, “O mar serenou” se tornou clássico na sua voz, em um clipe rápido onde, pé na areia, com o sereno batendo na câmera, a sereia canta entre pedras e sorrisos:
“o frio sentiu seu calor"
A liberdade também é evocada em “Coisa da Antiga” (Wilson Moreira/Nei Lopes), com Clara de Iaiá, entre a casa grande e a senzala.Entidade nacionalEm 1977, um samba-canção marca o primeiro clipe de uma música do maridão Paulo César Pinheiro (e Maurício Tapajós), “À flor da pele”, em que, entre imagens da praia e o fundo escuro do cenário, o grupo de Clara só aparece no final. “Vou compor minha sina”... Violas, veredas, buritis, igrejas, Guimarães: “Sagarana” (João de Aquino/Paulo César Pinheiro). Pinheiro retorna em duas com João Nogueira: “Guerreira” e “Banho de Manjericão”. Na primeira, entre cachoeiras ela canta em forma de oração: “sou a tal mineira/não sou de brincadeira/não temo quebrantos/Porque eu sou guerreira/Sou a mineira guerreira/Filha de Ogum com Iansã”. No segundo, o samba de roda sai das águas de um riacho entre velas e a entidade.Em outubro de 79, nascia um clássico de Paulinho da Viola, “Na Linha do Mar”, entre o mar, as pedras, o céu e o sorriso de Clara. “Quem me vê sorrir/não há de me ver chorar”. Em agosto, Clara estivera ao lado de Adoniran Barbosa, cantando baixinho os versos finais da sua “Abrigo de Vagabundo”, e dos “floreios” de Sivuca, na mais bonita gravação de “Feira de Mangaio” (Sivuca/Glorinha Gadelha). A aproximação com o forró seria manifestada ainda em “Viola de Penedo” (Luiz Bandeira), em que o ponteado de viola voa entre o “coco em Jaboatão”.
Nas duas, Clara veste amarelo e branco. Nesta, ela exibe, pela primeira vez nestes clipes, o cabelo afro com que ficou no imaginário brasileiro. O outro forró será, já em 82, “Como é grande e bonita a natureza”, também de Glorinha e Sivuca, num registro com muitas câmeras e tomadas aéreas entre as Cataratas do Iguaçu, as Sete Quedas, muitas árvores e praias. Confirmando como Clara ficava à vontade com a nordestinidade da sanfona, da zabumba e da viola, ela aparece no lamento sertanejo “Oricuri” (João do Vale/José Cândido).“Morena de Angola” (Chico Buarque) vira sucesso em agosto de 80, com a morena mexendo seus chocalhos entre a terra, os canaviais e o céu com leveza e sensualidade, numa edição com closes ao ritmo da música que fizeram história. Na quadra da Azul e Branco, abençoando o “divino Carnaval”, Mauro Duarte, Paulo César Pinheiro e a moça de branco renovam seu canto e o samba em “Portela na Avenida”. Triunfal. A apoteose continua: “Dorival Caymmi falou pra Oxum/Com Silas tô em boa companhia” canta Clara na faixa-título de seu último disco: “Nação” (Aldir Blanc/Paulo Emílio/João Bosco) cujo clipe, com direção creditada para Eid Walesko (?), a terá radiante entre um arco de flores amarelas, vermelhas, brancas e azuis no cabelo e um vestido igualmente colorido entre um novo desfile de orixás em um cenário escuro.
No fim, após um discurso sobre sua missão no mundo, entre os cartões-postais de Salvador e o bloco afro Filhos de Gandhi, “Ijexá” (Edil Pacheco), também do seu último disco, apresenta o ritmo, a tradição, que, já sem a presença da entidade mineira, renasceria no fim daquela década.
HENRIQUE NUNES
Repórter
DVD R$ 37 Clara Nunes -
"Clara Nunes"
Som Livre 2008
21 faixas

09 janeiro 2009

Clara em Revistas

Revista Manchete 1977
Revista do Rádio 1969
Revista Intervalo 1970 Revista do Rádio 1966
Revista Manchete 1977
Revista do Rádio 1967
Revista Amiga 1983
Revista do Rádio 1967