Blog Clara Nunes: Dezembro 2008

22 dezembro 2008

DVD Crítica-Mauro Ferreira

Resenha de DVD
Título: Clara Nunes-
Os Musicais do Fantástico das Décadas de 70 e 80
Artista: Clara Nunes
Gravadora: EMI Music/ Globo Marcas
Cotação: * * * *
Enfim, a imagem e o canto luminosos de Clara Nunes (1942 - 1983) já podem ser vistos e ouvidos em DVD. O primeiro DVD da cantora exibe 21 clipes gravados por essa mineira guerreira - entre 1974 e 1983 - para o programa Fantástico, apresentado pela TV Globo nas noites de domingo desde 1973. O período enfocado no DVD coincide com o auge artístico e comercial da cantora, projetada em escala nacional a partir de 1974 com o sucesso Conto de Areia - não por acaso, o primeiro clipe do DVD, no qual Clara Nunes aparece com o visual estilizado de baiana estampado na capa do LP Alvorecer (1974). São vídeos produzidos na era pré-MTV e, portanto, pioneiros na formatação de uma linguagem audiovisual até então inexistente na televisão brasileira, que somente ganhou cores a partir de 1972. Em quase todos os vídeos, Clara dubla as gravações do discos - as exceções são os clipes de À Flor da Pele e Oricuri (Segredos do Sertanejo), filmados ao vivo, com banda, em 1977 e em 1980, respectivamente - em estúdios ou em cenários naturais (praias, matas, cachoeiras) que acabam ficando repetitivos quando o espectador assiste na seqüência aos clipes de músicas como O Mar Serenou (1975), Coisa da Antiga (1977), Guerreira (1978), Banho de Manjericão (1979) e Na Linha do Mar (1979). Ainda assim, os 21 clipes conseguem montar belo painel da obra e da evolução de Clara Nunes na sua última década de vida. É fato que não há na seleção um clipe sequer extraído do repertório do álbum (Canto das Três Raças, 1976) que marcou a transição da cantora rumo a um universo rítmico mais abrangente. Em contrapartida, há o vídeo de 1975 em que, após recordar a importância de Ataulfo Alves (1909 - 1969) no começo de sua carreira, Clara dubla seu primeiro sucesso, Você Passa Eu Acho Graça, parceria de Ataulfo com Carlos Imperial (1935 - 1992).
É curioso notar como num dos últimos clipes gravados por Clara para o Fantástico - o de Nação, filmado em 1982 - já são perceptíveis algumas ousadias estilísticas na direção do vídeo (ligeiramente mutilado no DVD por não exibir os rostos de alguns bailarinos do clipe, certamente suprimidos por questões relativas a direitos de imagem). Mas o que salta na tela, por mais que a estética dos vídeos já tenha adquirido caráter kitsch, é a figura radiante de Clara Nunes. Tanto na abordagem do universo praieiro de Dorival Caymmi (É Doce Morrer no Mar, 1974), como no encontro majestoso com o grupo baiano Filhos de Gandhi (em Ijexá, último clipe de Clara, filmado no início de 1983, pouco antes da morte da cantora), ou ainda no dueto feito em 1979 com Adoniran Barbosa (1910 - 1982) para reviver Abrigo de Vagabundos, paira soberana na tela a imagem luminosa de uma intérprete que marcou época e, por isso mesmo, merecia que essa imagem chegasse ao mundo digital. Mesmo sem extras (a EMI cogitou incluir entrevista da cantora à jornalista Marília Gabriela, exibida no programa TV Mulher, mas a idéia não foi adiante), o DVD Clara Nunes tem um lugar de honra na videoteca brasileira.
Blog do Mauro Ferreira-Notas Musicais

21 dezembro 2008

Matéria Jornal Estado de Minas

FILHOS DA TERRA/CLARA NUNES
Eterno rastro de saudade
Cidade natal da 'morena de Angola' redescobriu recentemente a memória da cantora. Acervo artístico e cultural está sob a guarda da irmã Mariquita, à espera de memorial .
Maurício lara
Indalécio Wanderley/O Cruzeiro/Arquivo EM

PERFIL
Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, Clara Nunes, nasceu em 12 de agosto de 1942, em Caetanópolis, que, na época, se chamava Cedro e era distrito de Paraopeba. Era filha de Manuel Araújo e de Amélia Nunes Gonçalves. Órfã desde criança, foi criada pela irmã Mariquita. Antes de ser cantora, na adolescência, trabalhou dois anos como tecelã na fábrica da cidade. Muda-se para Belo Horizonte aos 16 anos, onde começou a carreira. Vai para o Rio em 1965 e logo grava o primeiro disco, cantando boleros, mas só conhece o sucesso em 1968, com o samba Você passa e eu acho graça, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial. Foi casada com o compositor Paulo César Pinheiro, de quem gravou várias composições. No total, foram 16 discos. Clara morreu em 2 de abril de 1983, aos 40 anos, vítima de choque anafilático durante uma cirurgia de varizes. Caetanópolis, cidade de 9,5 mil habitantes a 100 quilômetros de Belo Horizonte, é considerada o berço da indústria têxtil brasileira por causa da Fábrica do Cedro, fundada em 1872 e em pleno funcionamento até hoje. O lugar se chamava Cedro e foi distrito de Paraopeba até a emancipação, em 1954. Fica na Região Central de Minas, às margens da BR 040, que liga BH a Brasília.
A irmã mais velha, Mariquita, cuidou da estrela e, agora, zela com muito carinho pelas boas lembranças que ela deixou
CAETANÓPOLIS -
Tudo que é necessário para formar um belo memorial está bem ao alcance da mão, na terra natal de Clara Nunes, a 100 quilômetros de Belo Horizonte, sob os cuidados da irmã, Maria Gonçalves da Silva, a Mariquita. O lugar para o memorial também está definido, num terreno bem ao lado da Creche Clara Nunes, que abriga 45 crianças. “Tenho idéia de erguê-lo ao lado da creche. Os meninos vão dar vida ao lugar.” Mariquita organizou tudo como pôde. Estão lá 140 peças de roupas, quase todas brancas, fotos, vídeos, correspondência, publicações, objetos pessoais, braceletes, colares e o acervo barroco, formado por peças com as quais Clara decorava sua casa. Há também uma radiola ABC (toca discos), de uso pessoal da cantora. Um conjunto precioso, guardado com cuidado, mas em lugar inadequado para a visitação. “É complicado cuidar do acervo, porque a família não foi herdeira dela. Somos modestos e lutamos com dificuldade para mantê-lo”, diz Mariquita. Uma recente parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) está permitindo a catalogação do material e a digitalização de fotos, vídeos, publicações e documentos. Agora, Mariquita guarda o acervo artístico e histórico, mas os cuidados dela com a caçula da família começaram muito antes. Clara perdeu o pai com menos de 2 anos e a mãe, aos 4. Foi a irmã, que Clara chamava de Dindinha, quem a criou. “Lá no Rio de Janeiro, ninguém me conhece por Mariquita, mas por Dindinha”, conta a madrinha, orgulhosa. O trabalho da irmã mais velha para preservar a memória da cantora era solitário até poucos anos. A atual administração municipal instalou a Casa de Cultura Clara Nunes e criou o Festival Cultural Clara Nunes, que teve este ano sua terceira edição. “Isso mexeu com a cidade. Precisou passar um tempo para Caetanópolis acordar”, avalia Mariquita. Fotos: Marcelo Sant'anna/EM/D.A press
Centro cultural é homenagem da cidade e a casa onde nasceu será reformada para abrigar projeto de apoio às crianças
Mexeu mesmo. A secretária municipal de Cultura, Adriana Ribeiro Caetano de Andrade, observa uma retomada de interesse da comunidade pela trajetória da conterrânea: “A gente está vendo um tanto de garotas e garotos interessados”. Durante o festival, além das atrações musicais, há parceria com as escolas para serem trabalhadas seis etapas da vida de Clara Nunes: infância, adolescência, mudança para a capital, sucesso, discografia e a morte prematura. “O objetivo é não deixar o mito Clara Nunes se perder. Queremos que a memória seja reativada, principalmente entre os mais jovens, que não a conheceram”, explica Adriana Andrade. O Centro Cultural está instalado no prédio em que funcionava o cinema, primeiro palco em que a cantora se apresentou, ainda criança. Outro avanço foi a retomada e o tombamento, pela prefeitura, da casa em que Clara Nunes nasceu, em frente do hospital municipal. Depois de reformado, o imóvel deverá abrigar um projeto de apoio às crianças. Mesmo quando estava no auge do sucesso, Clara nunca deixou de visitar a família e os conterrâneos. Sempre passava o Natal na casa de Mariquita e, no último deles, poucos meses antes da morte, revelou o desejo de abrir uma creche. “Ela tinha muita frustração por não ter tido filhos. Resolvemos fazer a creche para homenageá-la”, lembra a irmã mais velha. “Essa creche a irmã fez por vontade dela. A gente fica agradecida e tem muito orgulho por ela ter nascido aqui”, testemunha Raquel Mariz Inocente, que tem um filho de 5 anos na instituição. Fotos: Marcelo Sant'anna/EM/D.A press
A funcionária pública Miriam Aparecida Aguiar Bravo, de 40, conta que Clara era amiga de infância da mãe dela. “Eu era pequena, mas a gente ia vê-la. Lembro-me de que ela era muito vaidosa e carismática. Eu a via como uma pessoa importante e ficava impressionada”, lembra. O momento atual, de maior culto à memória de Clara Nunes, alegra a conterrânea, que diz guardar “ótimas recordações” das visitas da cantora à cidade: “Uma pessoa tão famosa, que recebia a gente com carinho”.
PSICOGRAFIA
Mariquita lamenta que a conscientização sobre a importância da irmã para Caetanópolis tenha demorado. “A cidade em que a gente nasce nos vê como uma pessoa comum. Precisou passar um tempo para que acordasse”, diz, reconhecendo que a situação está mudando. “O acervo não é meu. Se a cidade abraçar o projeto, ele vai pertencer a Caetanópolis”, anuncia a Dindinha de Clara Nunes. Nenhuma temporada de Clara Nunes terminava sem que Mariquita assistisse a pelo menos um show. No último, intitulado Clara Mestiça, no teatro que tinha o nome da cantora, ela ralhou com a irmã mais nova dizendo que estava com dó dela por causa do esforço, e que não era necessário “se matar” daquele jeito no palco. A reação foi vigorosa: “Não gostei quando você falou que estava com dó de mim porque eu estava suando muito. Ponha na sua cabeça que eu vim a este mundo para cantar”. Mariquita lembra da fala de Clara e também que ela cantava desde os 4 anos. Logo depois da morte de Clara, a irmã, que é espírita, procurou o médium Chico Xavier, que psicografou a seguinte mensagem: “A cigarra, às vezes, canta com tanta persistência em favor de Deus e da natureza que se perde das cordas que lhe coordenam a cantiga, caindo ao chão desencantada. E o meu coração da vida física não suportou a extensão das melodias que me faziam viver”.
A mensagem, conta Mariquita, foi muito gratificante e trouxe alívio. “Clara não cantava para ganhar dinheiro. Amou a música mais que tudo, como amou a vida.” É por isso que, no entendimento de Mariquita, sua missão com a irmã ainda não terminou. “Minha missão com ela vai mais longe ainda. Temos que fazer o memorial”, avisa.

Jornal Estado de Minas

16 dezembro 2008

Dvd

Chegou DVD Clara Nunes!
Que venham outros!!!
Clara em "À flor da pele"
Clara em "Como é grande e bonita a natureza"
Clara em "A Deusa dos Orixás"
Fotos imagens capturadas do DVD por: Dido Borges- PE

15 dezembro 2008

Matéria Jornal do Brasil -DVD Clara Nunes

"É impressionante como ela (Clara) não esmorece..."
DVD recupera especiais da cantora Clara Nunes para o 'Fantástico' Luiz Felipe Reis , Jornal do Brasil
RIO - Há 25 anos, Clara Nunes deixava órfã uma legião de fãs. Daqueles acostumados a pregar os olhos hipnotizados na tela da TV aos domingos, quando sua imagem rompia o Fantástico. Esperavam, ansiosos, o momento de apreciar a imponência de sua voz e o colorido de seus trajes e adornos. Se a música da mineira que abraçou o samba – e se tornou, ao lado de Beth Carvalho, baluarte do gênero mais popular do país – permanece intacta, a imagem de musa-guerreira andava meio apagada. Tão forte quanto suas canções, seus vídeos agora são redescobertos com o lançamento do DVD Clara Nunes – Os musicais do Fantástico das décadas de 70/80, o primeiro registro audiovisual de toda a sua carreira – nas lojas a partir desta semana. Nele são reunidas 21 gravações especiais realizadas para o programa de maior audiência da TV Globo, incluindo canções de sucesso como Conto de areia (Romildo e Toninho), O mar serenou (Candeia), Guerreira (Paulo César Pinheiro e João Nogueira), Na linha do mar (Paulinho da Viola) e Nação (Aldir Blanc, Paulo Emílio e João Bosco). Reza a lenda que, quando a emissora precisava de bons índices de audiência, era a Clara a quem costumavam recorrer. Sobretudo na década de 70, período em que as adversidades dos anos de chumbo da ditadura militar impeliam e desafiavam emissoras a encontrarem novos rumos para a programação. Clara encabeçava o ranking de artistas na predileção dos diretores da grande mídia. Era convocada para amenizar a noite e aliviar a dor em horário nobre. Assumia, assim, o posto de estrela de TV. – Foi a recordista de gravações para o Fantástico. Além do seu enorme talento, era uma mulher linda, de personalidade teatral e acessível. Era humilde e topava qualquer viagem, por isso todos os diretores ficavam loucos para gravar com ela – recorda José Itamar de Freitas, ex-diretor geral do Fantástico, que passou 14 anos à frente dos quadros de reportagem, humor e shows. – Numa época em que ficávamos a mercê dos censores, ela levantava o astral da população. Linda e sexy, tornou-se cada vez mais querida pelo grande público. Inicialmente previsto para ser lançado em abril, mês de aniversário da sua morte, o DVD – que vem acompanhado de textos do biógrafo da cantora, o jornalista Vagner Fernandes, editor do JB Online – conta a história de Clara de 1974 a 1983, cobrindo nove de seus 16 álbuns lançados.
Por tabela, documenta também parte dos caminhos traçados pelo vídeoclipe no país. A cada canção, evolui a artista, a captação das imagens, a mudança das cores, trajes e concepções estéticas. Uma viagem no tempo. Com áudio remasterizado e recuperado de algumas falhas, o DVD se pretende um apanhado histórico do progresso da meteórica carreira da artista, que se recusa a desaparecer do imaginário de seus fidelíssimos fãs.
– É impressionante como ela não esmorece – constata o coordenador geral do projeto, Luiz Garcia, que estima vendas em torno de 30 mil cópias.
– Seu mito ganha força e brilho, pois conta com um fã clube ativo até hoje. Valeu penar durante um ano inteiro em busca de autorizações e recuperar artesanalmente os arquivos de vídeo.
Nascida em 1942, numa família de classe operária na cidade mineira de Cedro (atual Caetanópolis), Clara Francisca Gonçalves se tornou a jovem Clara Nunes após chegar ao Rio, orfã de pai e mãe. Tentou diversos caminhos profissionais, de cantora de boleros a investidas jovem-guardistas. Atuou como crooner em Belo Horizonte. Mas foi com a ajuda do radialista Adelzon Alves e do compositor Ataulfo Alves que vislumbrou uma brecha: desde Carmem Miranda não havia outra cantora que evocasse uma africanidade tão marcante. Surge a sambista ligada ao candomblé e a diversas outras crenças, que se consagra como respeitada intérprete da MPB. Dona de voz, figurinos e coreografias marcantes que sedimentam a estética afro-brasileira na televisão. – Aos olhos de hoje, trazer toda a mística do espiritismo, da umbanda e do candomblé como fator de audiência é impensável, por conta da força de outras crenças. Quando a Globo queria elevar o Ibope trazia Clara à frente da tela – confirma Garcia. Sincretismo religioso em forma de artista, a filha de Angola, Keto e Nagô, que não era de brincadeira e nem temia quebrantos por ser guerreira, teve sua trajetória interrompida prematuramente aos 40 anos, em 1983, após um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de varizes. Fatalidade que impediu a evolução da parceria musical entre a cantora e o compositor João Bosco, artista mineiros e que tinham muitas histórias em comum:
– Nos conhecemos e nos tornamos próximos musicalmente no fim da década de 70. Nação foi a primeira e a única de uma série de canções que planejávamos gravar – recorda Bosco. – O que me entristece demais é que nos descobrimos tarde. Todo início de relação é intenso e a nossa parceria compositor/intérprete foi interrompida brutalmente. Fico feliz em ver que essa música se tornou um dos seus maiores sucessos e serviu como título do seu último trabalho.

Clara alimentava uma ligação forte com as esperanças populares. Estava envolvida com o samba dos morros cariocas e com as crenças dos seus habitantes. Exercia um poder de magia que se alinhava às expectativas da época. Seu poder de comunicação a transformou em mito.
– Observo em jovens intérpretes a influência de Clara. E, entre elas, percebo a dimensão do seu mito, pois as ouço conversando sobre seus discos Até hoje não surgiu alguém que pudesse preencher esta lacuna. O que atrai a curiosidade e gera a vontade de estabelecer contato com a sua linhagem – acredita Bosco.

11 dezembro 2008

Enfim, o DVD Clara Nunes!

Os milhares e saudosos fãs de Clara Nunes já podem comemorar:
está chegando às lojas semana que vem o primeiro DVD de uma das cantoras mais carismáticas da MPB.

Terminados os processos de recuperação de áudio e video, o precioso material pertencente aos arquivos do Programa Fantástico, da TV Globo (Globo Marcas), ganham vida nova nesse DVD, que já chega ao mercado como item de colecionador. Por cerca de dez anos, as noites de domingo da TV Globo ganhavam um colorido especial quando Clara Nunes surgia luminosa no Fantástico. Clara encabeçava o ranking de artistas na predileção da grande mídia. Era convocada para amenizar a noite e aliviar a dor em uma missão de incomensurável beleza. Em dia e horário nobres, Clara ratificava o posto de estrela em cada aparição.. No DVD estão reunidos os principais videoclipes que Clara Nunes fez para o Fantástico; registros singulares da curta, porém prodigiosa carreira da cantora, que morreu há 25 anos.
Sucessos como "Canto de areia", "Portela na Avenida", "O Mar Serenou", "Macunaíma", "Nação" e "Guerreira" fazem parte da seleção de clipes, feitos num período em que não havia efeitos especiais ou recursos tecnológicos. Ainda assim, ela conseguia saltar da tela da TV e preencher as salas de estar dos milhões de admiradores que a assistiam...
Clara Nunes está de volta nesse DVD, linda e radiante, com suas inúmeras pulseiras de prata, patuás e vestidos brancos. A tal mineira, que batia no peito e enfatizava não temer quebrantos porque era guerreira, ressurge com lanças em punho, provando ainda ser vitoriosa nas batalhas do cotidiano, pois que seu legado permanece, ainda hoje, absolutamente atemporal.

05 dezembro 2008

25 anos...

O ano de 2008 lembra os 25 anos que Clara Nunes saiu de cena!
No entanto as homenagens foram poucas.
A EMI, gravadora onde Clara deixou uma obra
de 16 discos, ainda não disponibilizou no mercado toda
a coleção como anunciado no início do ano.
Portanto, houve dois lançamentos de cds, um da EMI (Clara Nunes-Sempre)
e pela Biscoito Fino, o cd "Poeta,moça,violão" do show homônimo gravado em Salvador com Vinícius de Moraes e Toquinho.
O especial da Globo "Por toda a minha vida" não chegou ir ao ar,
pelo menos neste ano.
A notícia boa , ao que tudo indica, é que haverá sim o lançamento
do primeiro DVD com imagens de clipes do Fantástico a ser lançado
ainda neste mês de dezembro.
Vamos aguardar!

03 dezembro 2008

Dia Nacional do Samba

2 de dezembro, o Dia Nacional do Samba
Sabe por que o Dia Nacional do Samba cai em dois de dezembro? Não, não é a data de nascimento de Tia Ciata. Também não é quando gravaram "Pelo Telefone". Muito menos quando Ismael Silva e os bambas do Estácio fundaram a Deixa Falar. O Dia Nacional do Samba surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso. Ary já tinha composto seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas nunca havia posto os pés na Bahia. Esta foi a data que ele visitou Salvador pela primeira vez. Engraçado, não? A festa foi se espalhando pelo Brasil e virou uma comemoração nacional.
Fonte:www.samba-choro.com.br