Blog Clara Nunes- A Voz de Ouro !

Blog Clara Nunes- A Voz de Ouro !

20 Maio 2008

Memória- Jornal do Brasil

Jornal do Brasil - 03 de abril de 1983
Clara Nunes passou 28 dias em estado de coma profundo depois de submeter-se a uma operação de varizes. No seu último show no Portelão, em Madureira, com a velha guarda da escola do seu coração, ela prometeu voltar no 1º domingo de abril. Voltou com um dia de antecedência, para ser velada por cerca de 50 mil pessoas, num Sábado de Aleluia nublado, na quadra se apresentou. Os fãs enfrentaram sol, chuva, brigas e empurrões, e por duas vezes o caixão balançou, quase caiu. Os fãs cantavam a Valsa do Adeus quando o caixão foi fechado. O surdo da Bateria da Portela marcou a saída de Clara Nunes pela última vez da quadra da escola. O prefeito em exercício, Jamil Haddad, decretou luto oficial por três dias.Clara Nunes nasceu na cidadezinha mineira de Paraopeba, em 1943. Mudou-se aos 14 anos, já orfã de pai, o violeiro Mané Serrador - cantador de folias-de-rei, para Belo Horizonte, e foi cantar no coral de uma igreja.
Em 1960 Clara saia do anonimato quando conquistou o terceiro lugar na finalíssima nacional do concurso A Voz do Ouro ABC, cantando a Serenata do Adeus de Vinícius de Moraes. O salto para a projeção nacional foi em 1965, já no Rio de Janeiro, quando iniciou a longa parceria de 17 anos com a gravadora Odeon.Foi uma grande profissional do disco e uma estrela de primeira grandeza do palco. Em 1972, no Teatro Glauce Rocha, dividiu espetáculos com Vinícius e Toquinho, e com Paulo Gracindo. Como testemunho de sua coragem e de sua dedicação à vida artística, em 1977, Clara Nunes inaugurou seu teatro no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro com o espetáculo Canto das 3 Raças. Em 1981 levou milhares de pessoas ao Teatro Clara Nunes, para vê-la no show Clara Mestiça.
Uma desbravadora iluminada
Foi a primeira voz feminina a romper a barreira dos 100 mil discos, uma regra imutável dos corredores das gravadoras que dizia que mulher não vendia discos. Lançou para o sucesso de massa nomes idolatrados do mundo do samba. Gravou Candeia, Nelson Cavaquinho, Monarca, Dona Ivone Lara, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, João Nogueira entre muitos outros da nata dos autores do gênero. Também passeou por outras veredas da música popular brasileira, sempre com resultados brilhantes. Clara deixa um rastro de luz pelo caminho artístico que soube cavar com energia, coragem e fé.

19 Maio 2008

DVD Clara Nunes! Revista Isto É

Transcrevemos aqui a matéria da Revista Isto É, desta semana que traz informações sobre o lançamento do primeiro DVD Clara Nunes.
A guerreira Clara Nunes
DVD conta a trajetória de uma das melhores cantoras do País, que exaltou o samba e deu ao ritmo do candomblé o status de música popular
FRANCISCO ALVES FILHO
As cantoras brasileiras tinham duas alternativas para fazer sucesso no início dos anos 70: ou recheavam o repertório de canções românticas ou seguiam os modismos internacionais. A situação mudou quando Clara Nunes, uma das maiores intérpretes que o País já ouviu, lançou um disco com sambas e outros ritmos genuinamente brasileiros - destacando-se sobretudo a música Ê baiana. Surgia ali um fenômeno musical, uma cantora de voz límpida e emocionada que caiu imediatamente no gosto popular conquistando ao mesmo tempo o reconhecimento da crítica. Detalhe: de baiana, Clara não tinha nada, era mineira de Paraopeba (arredores de Belo Horizonte). Ela cantou como ninguém as divindades do candomblé, até que a morte prematura ocorrida em abril de 1983, aos 39 anos, devido a um choque anafilático numa cirurgia de varizes, interrompeu a sua brilhante trajetória. Vinte e cinco anos depois, a cantora será lembrada em um DVD que a EMI coloca nas lojas no início do mês que vem com clipes que ela gravou para a Rede Globo, principalmente no programa Fantástico. "A procura por imagens de Clara é muito grande, sentimos isso desde o lançamento de uma caixa de CDs há sete anos", diz Luiz Garcia, gerente de marketing da gravadora. O DVD vai reunir 21 musicais com os maiores sucessos e uma entrevista.

Um dos segredos do sucesso de Clara era o seu carisma. "Ela tinha a dramaticidade vocal e a energia cênica que o samba exige", diz Vagner Fernandes, autor da biografia Clara Nunes - guerreira da utopia. Também foi a primeira artista a assumir publicamente a ligação com a religião afro-brasileira: usava quase sempre vestidos brancos rendados, flores nos cabelos e, em muitos clipes, aparece entre velas, atabaques e danças rituais. Jogo de cena? Não. Ela de fato se batizou no candomblé (filha de Iansã e Ogum) e, extremamente mística, não concebia a vida sem a espiritualidade. "Tenho a grande missão de cantar, ninguém vem ao mundo de férias", dizia ela. Segundo o autor de sua biografia, Clara foi a cantora que mais clipes gravou para o Fantástico (quase três dezenas) e, neles, em quase todas as músicas é usado o recurso do play-back. Apesar dessa limitação e da precariedade técnica de então, o conjunto de imagens (entre 1975 e 1982) é precioso não só porque retrata uma época, mas, também, como prova do brilho pessoal de Clara Nunes. Esse brilho ficou patente em seu último sucesso, Morena de Angola, composto por Chico Buarque especialmente para ela.
Blog Clara Voz de Ouro

02 Maio 2008

Vinícius de Moraes-letra e música

O Poetinha
Muita gente conhece as famosas poesias/músicas do Vinícius, mas há algumas menos famosas tão lindas quanto.Clara gravou em especial duas: "Serenata do Adeus e Ai quem me dera"!
"O poeta é danado,tem sempre um trunfo na manga.Quando menos se espera ele puxa o coringa e bate.Para quem não sabe,Vinícius quando faz sozinho letra e música,sai da frente...Foi "Serenata do Adeus","Eurídice", "Medo de amar".O Vinas é bom de melodia pácaras.Falou em valsa então,é com ele mesmo.Senão,ouçam essa nova dele. (Paulo César Pinheiro)
Texto no encarte do lp "Canto das tres raças"
Ai, Quem Me Dera
Composição:
Vinicius de Moraes
Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai, quem me dera ver morrrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai, quem me dera uma manhã feliz
Ai, quem me dera uma estação de amor
Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem casais
Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim

29 Abril 2008

Clara Nunes ganha mais homenagens da Emi Music, sua gravadora oficial e que detêm toda sua obra em acervo.
Os 25 anos de sua morte (2 de abril de 1983) reforçam ainda mais a relevância do material que a EMI finaliza para enviar às lojas no final de maio. Trata-se da primeira compilação em DVD de Clara Nunes e reúne clipes feitos para a TV Globo, mais exatamente para o Fantástico, dos anos 70 até pouco antes de sua morte, no início dos 80, que seguem emblemáticos até hoje.

Ícone da geração de novos sambistas que nunca chegaram a vê-la em ação, Clara gravou para o programa dominical da Globo clipes ambientados em cachoeiras, florestas, em Foz do Iguaçu, na Bahia com os Filhos de Gandhi e também em estúdio, com convidados. Serão 21 clipes de sucessos como “Contos de areia”, “Guerreira”, “Nação”, “Como é grande e bonita a natureza” e “Morena de Angola”, que ressurgem em um DVD que já é ítem de colecionador. No segundo semestre a EMI Music fará uma nova edição da Caixa com a obra completa de Clara Nunes. Na reedição, os 16 álbuns de carreira de Clara foram concentrados em 8 CDs, além de um CD bônus com extras de gravação.

08 Abril 2008

Documentário

O documentário " A tal mineira", classificado pelo Programa Petrobrás Cultural, está em fase de produção e as gravações já começaram. Em breve será veiculado na televisão e cinemas do Brasil.Quem pôde comparecer ao bar Beltiquim, no Butantã ,São Paulo pode verificar e participar da roda de samba em homenagem à Clara.
Sinopse:
Clara Nunes encantou-se!!!! “A Tal Guerreira” trata das atuais manifestações do mito de Clara Nunes, através de incorporações da cantora em diferentes contextos. Em um primeiro momento, o vídeo vai explorar as imagens e falas de praticantes do candomblé que acreditam que Clara Nunes ao falecer “encantou-se”, virando uma entidade sagrada ligada aos orixás Yansã e Ogum.
Já em um segundo momento, menos sagrado mas igualmente forte, Clara Nunes estará na voz de cantoras de samba, nos pés de freqüentadores de uma festa brasileira e principalmente no corpo de uma Drag Queen que semanalmente se transforma na cantora. Incorporações sagradas e profanas. Religião, musicalidade e desejo. A construção de um mito e o modo como este mito se transforma e se atualiza no tempo. Um antivideoclipe no qual a cantora jamais aparece.*
Diretor: Marcelo Batista Caetano
Categoria: Documentário

Curiosidade

Clara Nunes lança no Rio o último LP
Por Gilson Rebello
No dia 25 de setembro de 1982, um sábado, o jornal O Estado de S.Paulo publicou uma reportagem que fiz, dois dias antes, com a cantora Clara Nunes.A matéria abordava a entrevista coletiva que a artista deu para o lançamento de seu novo LP, Nação.
No disco, Clara cantava “minha sede é dos risos / a minha cor é o arco-iris”, entoava “num copo de água clara / eu vi mesmos olhos dentro” e soltava a voz para dizer “fazendo um ninho em nosso peito / um ninho de amor, de amor-perfeito”.
– Levei cerca de quatro meses entre a escolha do repertório até entrar no estúdio e, depois acompanhei de perto o trabalho de mixagem, pois sempre gostei de estar presente em todo o processo de produção de um disco meu – disse ela.
Casada na época com o compositor Paulo César Pinheiro, que presente na entrevista, era chamado por ela carinhosamente de Poeta, a cantora lembrou que em seu novo disco, o 15º de sua carreira, procurou retratar as raízes brasileiras, em um clima de muita emoção.Clara disse, ainda, que gostava das coisas simples da vida, de curtir sua casa, seus bichinhos de estimação e suas plantas.
-Antes de tudo sou uma dona de casa, que vai ao supermercado, que pechincha porque a vida está muito cara. Sorridente, ela, que iria morrer no 2 de abril do ano seguinte, depois de 28 dias de agonia, após um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de variz, completou:
– Vivo para a música como uma cantora do povo, não teoricamente, mas vinda dele mesmo: fui operária de fábrica e isso não é força de expressão. Não brinco de ser cantora.

02 Abril 2008

Clara

Há 25 anos, morria no Rio de Janeiro, em 2 de abril de 1983 a cantora Clara Nunes, que nasceu no dia 12 de agosto de 1943.

Clara Nunes- 25 anos! Que falta voce faz!

O Blog Clara Voz de Ouro inaugura o BLOG 25 ANOS!
Lá, voce vai ver o que se fez por Clara Nunes nesses anos
após seu falecimento: homenagens,discos,shows,etc...
Visite clicando na imagem ou pelo link:
Farol no Tempo
(Texto homenagem, colaboração: Monica Hage-SP)
Luminosidade. Por mais que nos esforcemos, não há como dissociar Clara de luz, de algo cristalino, de uma energia ímpar, a acender os árduos caminhos de quem se propõe a entender um pouco – ou muito – do que significa trilhar uma carreira de sucesso.Muito mais do que alcançar o reconhecimento público, muito além da recompensa financeira, muito longe do desejo de se autopromover, Clara conseguiu marcar seu nome na MPB, no tempo, no espaço, a medida que se transformou em mito pelo inconsciente coletivo.
Como um farol, que ilumina além, adiante, independente de quem lhe seguirá o caminho. Uma luz permanente, necessária, que não se apaga porque é plena, porque é conquista, porque é recompensa.A carreira de Clara foi – e é – um marco no caminho de todos que se enveredam pelas trilhas da música popular. Não há quem não a admire, seja pela sua presença marcante de palco, seja por sua simpatia, por seu eterno magnetismo diante das câmeras, pela sua voz.
Olhar de frente, de quem enfrenta e acolhe ao mesmo tempo, de quem sabe onde quer chegar.E Clara não só chegou como foi além. Marcou. Fez história. Ficou na história. Por muito que fez, por muito que se entregou, pela sinceridade marcante, pela responsabilidade perante o seu público, pelo carisma eterno.Clara marcou um caminho. Com sua voz, com seu cantar, com seus discos. Mais que um nome, mais que uma lembrança, Clara é um farol, um sinaleiro perpétuo de competência, amor pelo que se faz, exemplo a ser seguido, na vida e na arte. Porque usou a arte para mostrar sua vida. Porque usou a artista para mostrar quem era a pessoa Clara. Usou seu canto e sua carreira para se transformar num marco na história do samba. Na história da MPB.E nestes dias de lembranças marcantes, mais do que saudade entreguemos a ela nossa admiração.
Pela pessoa que foi, pela artista que se reinventou inúmeras vezes, pela figura cativante que a todos encantou. E encanta. Porque, para quem tem Clara no coração, não há como dizer “parece que foi ontem”. Não, parece que nunca houve um tempo de separação. Pois sempre está ela, a alumiar os caminhos da MPB. Como um farol. Um Farol no Tempo. Que nunca se apagará.
Mônica Hage

30 Março 2008

Matéria do Jornal do Brasil

Clara Nunes vira megateatro

Paulo César Pinheiro vende o lugar, que vai abrigar mais de mil pessoas e espetáculos maiores

Ricardo Schott

Ao se completarem 25 anos da morte da sambista Clara Nunes, o teatro que leva seu nome, instalado no terceiro piso do Shopping da Gávea, foi vendido. Vai passar por uma reforma, que inclui mais poltronas (todas modernizadas e mais confortáveis que o habitual para teatros) e um café. O conceito aproxima o lugar de casas de espetáculo maiores. A repaginação faz parte de um projeto cultural do shopping, no qual consta também a inauguração, há poucos meses, das cinco salas do Estação Vivo Gávea, e que também prevê a criação de um salão para eventos culturais no terceiro piso, em 6 de maio.
– Originalmente, o Clara Nunes tinha apenas 450 lugares. Com a reforma, vai ganhar 700 assentos, e isso sem que tenhamos que reformar o palco, que vai continuar como está. Justamente por isso o teatro não vai precisar parar durante a reforma, que será feita apenas durante o dia, o mais brevemente possível – diz um dos novos sócios do lugar, José Ernani Campelo, síndico do shopping e também proprietário do Teatro dos Quatro.
A intenção de Paulo César Pinheiro e Danilo de vender o Clara Nunes vinha sendo ventilada desde os anos 90. Marilda Weber Rocha, viúva de Danilo, vinha administrando a casa e conta que não havia mais interesse dos sócios em gerir o teatro. – Achávamos que já estava na hora de passar o teatro adiante. Só sabemos que o lugar terá de continuar como teatro, não poderá ser usado para nenhuma outra atividade – explica Marilda.
Procurado pelo Caderno B, o compositor e proprietário Paulo César Pinheiro se negou a comentar a negociação. – Não quero falar sobre esse assunto – resumiu.
Campelo diz que o novo Clara Nunes vai abrigar grandes peças que normalmente não viriam ao Rio, por não poderem ser exibidas em teatros pequenos. Cita como exemplo Os produtores, dirigida e estrelada por Miguel Falabella, que inicia temporada no Vivo Rio esta semana.
– O musical não foi feito ser exibida num teatro e sim numa casa de shows. E isso tem acontecido com outros lugares, como o Citibank Hall e o Canecão. Não vejo sentido planejar peças em casas como essas. De modo geral, os teatros não têm sido bem cuidados.
É possível que saia daí mais uma parceria com alguma operadora de celular para financiamento dos custos do teatro. – Não temos nada combinado para agregar uma marca ao nome do teatro, mas estamos abertos para conversar com todas elas. Teatro vive de patrocínio – diz Campelo, acrescentando que o nome será mantido. – O nome é muito bom e já virou uma marca.
A diretora Anja Bittencourt, que encenou a peça Tô na mídia em dezembro de 2007 no teatro, diz que encontrou a casa com uma estrutura boa, mas ressalta algumas falhas.
– Lembro-me de alguns atores reclamando de uma goteira no palco. A peça era encenada logo antes de Não sou feliz mas tenho marido (com Zezé Polessa, ainda em cartaz no teatro) e todos tinham o trabalho de enxugar o palco antes que começasse a outra peça – conta.
Morta em 2 de abril de 1983, a cantora Clara Nunes fazia tanto sucesso nos anos 70 (com direito a discos de ouro e a músicas em trilhas de novelas) que conseguiu ter seu próprio teatro, inaugurado em 11 de maio de 1977 com o show O canto das três raças, produzido por Paulo César Pinheiro, então seu marido. Antes que desse nome ao estabelecimento, o lugar era pretendido por Walter Clark, Chico Anysio e Benil Santos, que pensavam ter um teatro em sociedade. Pinheiro saiu na frente e fechou o contrato com o advogado Danilo Rocha e, posteriormente, com Clara Nunes, que cedeu seu nome.
[ 30/03/2008 ]

26 Março 2008

Teatro Clara Nunes

Fusão teatral Clara tem que ficar
Surge na internet e no meio artístico um movimento em torno do Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea. O lugar foi vendido ao mesmo dono do vizinho Teatro dos Quatro e comenta-se que haverá uma imensa obra de fusão. O temor é que a nova casa ganhe o nome de uma empresa, como acontece com casas de shows Brasil afora, e a homenagem à nossa grande sambista seja deixada de lado. A conferir.
Coluna Ancelmo Gois, O Globo.
"Clara Nunes foi a primeira cantora que conseguiu ter seu teatro, graças ao próprio sucesso. Ele foi inaugurado em maio de 1977, no Shopping da Gávea, no Rio, com o espetáculo Canto das 3 Raças. Este foi o primeiro show que ela fez sozinha, era dirigido por Arlindo Rodrigues, com texto e produção do poeta e compositor Paulo Cesar Pinheiro, seu marido desde 1975".

15 Março 2008

Bela Cigana

Bela Cigana
Participação: João Nogueira
(Ivor Lancellotti e João Nogueira)
Anda retira de cima esse manto de medo
Abre essa mão que eu vou revelar um segredo
Vou, meu irmão, lhe ensinar beber agua na fonte
Poder caminhar os caminhos do monte
Aonde amanha novo sol vai nascer
É, nessa vida ninguem foge porque tem medo
É justamente o contraio, medrou quem fugiu
Vai meu irmão rasga as folhas do teu samba-enredo
Desvia teus barcos dos velhos rochedos
Mais tarde ou mais cedo meu darás razao
E foi assim que me disse a bela cigana
De brincos de ouro, de porte de dama
De vida e de morte no fundo do olhar
Leu minha mao e rezou e levou meu dinheiro
Mas a tal cigana nao sabe, talvez
Tirou meu veleiro do fundo do mar

01 Março 2008

Novos vídeos

Novos vídeos montagens e originais foram incluídos no site youtube.
Vamos apreciar?
Blog Clara Voz de Ouro!

21 Fevereiro 2008

Blog Clara Voz de Ouro!

06 Fevereiro 2008

Carnaval 2008

Império de Casa Verde encerra Carnaval de SP com homenagem à MPB
A escola de samba Império de Casa Verde teve uma idéia simples e eficiente para seu enredo de 2008: homenagear a música brasileira. Cada uma de suas alas tinha uma fantasia inspirada em uma música da MPB, com alas dedicadas a "Disparada", "Arrastão", "O Barquinho" e "Pra Não Dizer que Não Falei de Flores", entre outras.O próprio samba-enredo citava trechos de canções famosas, costurando frases do samba "Pelo Telefone" com "Saudosa Maloca" e "A Mosca na Sopa". Clara Nunes foi homenageada logo no início do desfile com fotos de imortais da MPB .
Mais fotos do desfile:

Revistas

A Revista Candomblés, edição de fevereiro/2008 traz
matéria homenageando Clara Nunes.
link:
E a revista Vida Simples traz matéria "Morena de Angola"
Edição de janeiro/2008
link:

29 Janeiro 2008

Revista Veja

Leia o perfil que a revista Veja faz das novas cantoras da MPB.
A redescoberta recente do samba tradicional em redutos como a Lapa, no Rio de Janeiro, e também em casas de shows de São Paulo e Belo Horizonte fez com que Clara Nunes, depois de duas décadas de semi-ostracismo, se tornasse uma figura importante para diversas cantoras jovens. Clara, que morreu em 1983, exercitou sua voz possante entoando boleros no início da carreira, mas descobriu seu ambiente natural na peculiar mistura de alegria e tristeza que caracteriza o samba de raiz. A paulistana Mariana Aydar e a carioca Mariana Baltar são duas artistas que fazem questão de ressaltar a admiração por ela. O primeiro disco de Mariana Aydar, Kavita, foi um dos melhores lançamentos de MPB de 2006. Mariana Baltar era dançarina antes de se lançar como intérprete, há cerca de cinco anos. Ela foi uma das articuladoras da revitalização pela qual passou o bairro da Lapa nos últimos tempos. Seu CD de estréia, Uma Dama Também Quer Se Divertir, é uma bem-cuidada seleção de sambas raros, como Deixa Comigo, de Assis Valente, e Ralador, parceira de Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro.
A última grande vertente é a de Marisa Monte. Embora não tenha mais que vinte anos de carreira, ela é hoje uma figura dominante na música brasileira. "Não tenho dúvida de que Marisa inaugurou uma escola. A obsessão com a técnica e a maneira de compor o repertório são suas duas lições básicas", diz o produtor Marco Mazzola. As intérpretes atuais que melhor assimilaram essa proposta são Roberta Sá, Anna Luisa e Luísa Maita. As três estudaram canto antes de partir para a música popular. "O treinamento lírico me ajudou muito. Mas é preciso ter personalidade própria para cantar MPB", diz Roberta, uma cantora que está próxima do estrelato. Braseiro (2005), seu disco de estréia, mistura sambas tradicionais com criações de compositores contemporâneos como Pedro Luís e Marcelo Camelo. Uma das faixas, A Vizinha do Lado, de Dorival Caymmi, foi escolhida para fazer parte da trilha sonora da novela Celebridade, da Rede Globo. Seu novo disco é aguardado para a segunda metade de 2007.

21 Janeiro 2008

Festival de Inverno em São João Del Rei-MG

CLARA NUNES – TRIBUTO A UM BRASIL MESTIÇO
Homenagem da Universidade Federal São João Del Rei-MG
JULHO 2008
Clara Nunes, ou melhor, Clara Francisca nasceu em 12 de agosto de 1942, em Cedro, distrito de Paraopeba, hoje, Caetanópolis, em Minas Gerais. Era a caçula entre sete irmãos. Seu pai, um violeiro, conhecido como Mané Serrador, exercia papel cultural importante na comunidade, sobretudo na organização da folia de reis. No ano de 1944, ficou órfã de pai e pouco depois de mãe, sendo criada por seus irmãos mais velhos, em especial, Maria Gonçalves da Silva e José Pereira Gonçalves. A partir dos dez anos de idade, ganhou alguns concursos de calouros em sua terra natal. Aos 14 anos, começou a trabalhar como tecelã, profissão que continuou a exercer quando se mudou para Belo Horizonte, em 1958. Nas quermesses do bairro onde morava na capital mineira, seu canto chamou a atenção do violonista Jadir Ambrósio, que se tornou uma espécie de seu primeiro “empresário”, passando a abrir-lhe espaços, principalmente, em programas de rádio. A partir de 1960, quando venceu a fase mineira do concurso “A Voz de Ouro ABC”, adquiriu projeção nas Gerais, assinando contrato com a Rádio Inconfidência, trabalhando em boates e chegando a ter, em 1963, um programa próprio na TV Itacolomy. Em 1965, Clara foi contratada pela Gravadora Odeon, o que a levou a se mudar para o Rio de Janeiro. “A Voz Adorável de Clara Nunes”, seu primeiro disco, foi lançado em 1966, dedicado principalmente a boleros. Em 1968, gravou “Você passa, eu acho graça”, música de Ataulpho Alves e Carlos Imperial, que deu título ao seu segundo disco e marcou sua presença no samba. No entanto, ainda assim, sua carreira não atingiu maior destaque.
O sucesso só chegou de fato a partir de 1971, quando, a convite da gravadora, passou a produzi-la o radialista Adelzon Alves. De formação socialista e apresentador de um programa na Rádio Globo, “O Amigo da Madrugada”, dedicado, principalmente, ao samba, ele condicionou a aceitação da proposta à total liberdade para dirigir a carreira de Clara. A partir daí, passou a conferir um real direcionamento, uma linha de atuação para a cantora. Não bastava, para ele, que ela gravasse sambas. Era preciso que construísse uma imagem de cantora ligada às raízes da cultura brasileira. Assim, não apenas ela passa a gravar músicas de diferentes gêneros dessa tradição, como sambas, frevos, forrós e jongos, mas sua forma de interpretação vai se modificando - se aproximando de um canto mais popular - e os arranjos também sofrem alterações, incorporando cada vez mais instrumentos de percussão. Adelzon produz seus discos de 1971, 1972, 1973 e 1974. O Lp “Claridade”, de 1975, que quebrou a marca de 500 mil cópias vendidas, foi produzido pelo violonista Hélio Delmiro, que trabalhara com Clara e Adelzon nos discos anteriores. Neste mesmo ano, Clara se casou com o poeta e compositor Paulo César Pinheiro, que passou, a partir de 1976, a produzir seus discos. A marca fundamental de sua carreira estava construída: a relação com os gêneros populares e a busca de ser uma “cantora popular brasileira”.A construção dessa carreira, no entanto, não se deu como algo externo, incorporado pela artista. Pelo contrário, essa proposta casava-se com sua vida. Vida de menina, no interior das Gerais, em pleno contato com as “forças da natureza” e com os folguedos populares. Vida de operária de fábrica, em sua cidade natal e em Belo Horizonte. Vida de amante das festas populares, fossem as quermesses do bairro da Renascença, o carnaval de BH - do qual foi Rainha em 1964 - ou a festa de Momo carioca, na qual brilhava com sua “Portela na Avenida”. Vida de pessoa profundamente religiosa, criada em família de tradição católica, convertida ao Kardecismo e que se orgulhava de fazer parte do povo de santo, fosse na umbanda ou no candomblé. Vida que perpassava o que cantava e como o fazia.
Sua performance não era apenas vocal, associava-se a uma forma de vestir-se e de comportar-se no palco e na vida, no meio artístico ou no universo popular que nunca deixou de freqüentar, na Portela, na Serrinha, em Caetanópolis ou em Angola.Nessa afirmação do popular, Clara identificou-se sobremaneira com o universo afro-brasileiro. Ao entoar “Ê Baiana”, em 1971, evocou a Bahia e suas negras de tabuleiro como símbolos da nacionalidade, afirmando, no mesmo LP, sua vinculação com o continente africano em “Misticismo da África ao Brasil”. Vestiu-se de branco e usou as guias de seus “orixás de fé”, contribuindo para construir uma imagem positiva das religiões afro-brasileiras. Progressivamente, abandonou as perucas do início da carreira e não só assumiu seu cabelo crespo, como procurou deixá-lo cada vez mais “negro”, inclusive com o uso de apliques para aumentar seu volume. Mas, a negritude em Clara é mestiça, como explicitou no título de seu LP de 1980, “Brasil Mestiço”, ou no show dele decorrente “Clara Mestiça”, de 1981. Afirmar um “Brasil Mestiço”, para ela, não significava negar sua negritude. Pelo contrário, a mestiçagem em sua obra reafirma as diferenças identitárias, mas não as concebe como pólos antagônicos ou estanques. Percebe-as em diálogos e confrontos constantes. Em sua carreira e obra, não apresenta uma idéia de síntese cultural do Brasil. O samba não sintetiza a música brasileira. Por isso, Clara apesar de toda sua vinculação com o gênero, não queria ser rotulada como sambista, preferia a caracterização de “cantora popular brasileira”. Cantar os diferentes gêneros musicais brasileiros era uma forma de afirmar que a mestiçagem não subsumia a diversidade e que esta não poderia ser resumida em um único “gênero nacional”. Clara gravava compositores populares, tanto oriundos das camadas excluídas socialmente quanto de classe média. Cantava Capiba, Baianinho, Carlos Cachaça, Xangô da Mangueira, Candeia, Caymmi, Romildo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Paulo César Pinheiro, entre tantos outros, porque sentia em todos eles elementos da brasilidade que pretendia divulgar.
Entoava o amor e os orixás, mas também falava das dificuldades e da exclusão social. Depois de assistir a celebração das cem exibições do show “Clara Mestiça”, apresentado pela cantora em 1981, no seu próprio teatro, no Rio de Janeiro, Antônio Callado, em artigo intitulado “Brasil de Isabel a Clara”, afirmou: “o espetáculo de Clara Nunes (...) vale muitos livros e muita reflexão sobre este Brasil que ficou longe dos olhos” dos governantes, um Brasil popular e mestiço. A afirmação pode ser expandida para o conjunto da obra da intérprete. E é abraçando a sugestão de Callado que, ao se completarem 25 anos da partida de Clara para o Orum, o Inverno Cultural da UFSJ a homenageia, prestando tributo a um “Brasil Mestiço”.
Profa. Silvia Maria Jardim Brügger
Coordenadora de Homenagem do 21º Inverno Cultural .
"Ao homenagear Clara Nunes, queremos prestar um tributo à cultura brasileira e sua vitalidade, criatividade e infinita capacidade de renovação. Exatamente o que buscamos promover ao investir num festival de arte e cultura cuja maior recompensa é a constante formação e renovação de pessoas, grupos artísticos e agentes culturais".

Blog Clara Voz de Ouro

19 Janeiro 2008

Matéria Revista Vida Simples

Clara , luz da música
Sambista cheia de graça e malícia, Clara Nunes era espevitada que só ela; sua obra, coisa séria, é um monumento à mistura musical do Brasil por Malu Rangel (Revista Vida Simples)
Quem vai para a Portela sabe que samba de bamba não tem hora para acabar. Só uma coisa é certa: a batucada começa no coração da escola, que fica na rua Clara Nunes, número 81. Se Clara Francisca Gonçalves imaginava que seu nome ocuparia lugar central em uma das maiores escolas de samba cariocas, fica difícil dizer. Mas a menina nascida no interior de Minas Gerais em 1942 - no município de Cedro, hoje Caetanópolis, subdistrito de Paraopeba -, caçula de sete irmãos, tinha como maior sonho ser cantora. Só cantora, não: queria ser famosa, como aquelas que não saíam das estações de rádio. Algo entre Carmem Costa, Dalva de Oliveira e Elizeth Cardoso, para começar. Afivele a sandália: Clara, a diva morena, vai puxar o samba.
Entre violas e agulhas
O convívio - e o namoro - de Clara com a música começaram cedo. O pai, operário da fábrica de tecidos da região, era congadeiro, violeiro e organizador da Folias de Reis. Na época de Natal, saía de casa na noite do dia 24 de dezembro e voltava apenas em janeiro, no tradicional Dia de Reis, animando a vizinhança.
continua...

13 Janeiro 2008

Portela 2008

" Reconstruindo a natureza,recriando a vida: o sonho vira realidade"
esse é o enredo 2008 que a Portela, escola do coração de Clara, traz para a avenida.O blog Clara Voz de Ouro deseja Boa sorte e bom desfile a todos !
Composição: Diogo Nogueira, Ari do Cavaco, Ciraninho, Celsinho de Andrade Júnior Scafura
Segue os passos do criador
Vai minha águia gerreira
Leva essa mensagem de amor
De Oswaldo Cruz e Madureira
Água, fonte eterna da vidaTerra,
templo da evolução O homem surgiu,
brincou de criarDescobriu tanta riqueza
É preciso progredir sem destruir
Viver em comunhão com a natureza
É o rio que corre a caminho do mar
A flor que se abre na primavera
Do ventre a esperança que vem renovar
O sonho de uma nova era
É hora de darmos aos mãos
Lutarmos pro mundo mudar
O líder de cada nação
Precisa parar pra pensar
A palavra é união
Pra reconstruir o nosso larBrasil,
teu verde é o símbolo da vida
Renova a tua energia
Meu coração é o meu país
O sol vai brilhar pra anunciar
Um futuro mais feliz
Eu sou a água, sou a terra, sou o ar
Sou portela Um sonho real, um grito de alerta
A natureza que encanta a passarela
Visite o site oficial da Portela:

http://www.gresportela.com.br/#

23 Dezembro 2007

Boas Festas!

No ano que se encerra agradecemos a todos os visitantes do blog!
Que em 2008 possamos estar novamente unidos em memória de Clara!
Trabalhando para engrandecer seu nome nessa simples homenagem feita
de coração aberto!
Para o ano que se aproxima desejamos paz,harmonia,sucesso,saúde a todos!
À todos um Feliz Natal e um próspero ano novo!
Neide Pessoa e Márcio Guima.
Blog Clara Voz de Ouro!