Blog Clara Nunes

19 setembro 2016

Clara foi homenageada na festa de encerramento das Paraolimpíadas 2016


Paraolimpíada do Rio é encerrada com “cerimônia musical” no Maracanã


Vanessa da Mata entrou cantando Conto de Areia, canção imortalizada por Clara Nunes. Ela ainda cantou duas músicas de sua autoria, Por onde ando tenho você e Ai ai ai.  Com  luzes de led, a cantora inundou o Maracanã com uma bela homenagem à mineira .




Figurino desenhado por Vanessa da Mata e execução 
de Dona Heloisa Lírio e Edson Buriche. 




Fonte: extra jornal

11 setembro 2016

Clara em Paraopeba


acervo pessoal: Terezinha de Jesus 
Clara canta em Paraopeba 

O blog reproduz e  publica  as fotos inéditas  do acervo pessoal de Terezinha de Jesus, primeira professora de Clara Nunes. Nosso colaborador Fernando Mascarenhas, morador de Caetanópolis e grande conhecedor da obra e vida da mineira esteve em visita  à conterrânea e amiga de Clara e nos enviou fotos e um lindo poema homenagem!
Em 1978 Clara Nunes foi convidada á visitar sua terra natal, Caetanópolis/MG . Uma rua seria homenageada com o nome de seu pai, Mané Serrador. Na visita ela mostra a cidade, tudo registrado pelas câmeras de televisão. Clara revê amigos de infância, o Dr Guilherme médico que lhe trouxe ao mundo, sua primeira Professora Terezinha de Jesus. 
Fez um show beneficente na ARPA ( ass. Rural de Paraopéba) e a visita foi registrada pelo programa Fantástico.





                                                   Foto acervo pessoal: Terezinha de Jesus

                                        Clara e Terezinha de Jesus, sua primeira professora.

                                          Fernando Mascarenhas e Terezinha de Jesus



06 setembro 2016

Fotos do 11º Festival Cultural Clara Nunes


Sandro Regis Sandro Fotografias  mostra que o Festival Clara Nunes não é somente música , mas sim um passeio cultural e uma semana onde a família e o visitante pode usufruir uma atmosfera mineira , isto tudo aliada `a culinária da terra e muita gente animada que visita a cidade de Caetanópolis . No  álbum :"Festival de belezas... Poucos viram como eu vi." —  disponível em sua página do Facebook o fotógrafo nos convida ao :
Festival de belezas...
Poucos viram como eu vi.Durante a cobertura fotográfica do 11º Festival Cultural Clara Nunes pude estender meu olhar para alguns detalhes que poucas pessoas notam.Espero que gostem.Viva as belezas de nossa terra.( Sandro Regis)

31 agosto 2016

No 11º Festival - "Caminhos de Clara" passeio turístico


Passeio de trem, Projeto "Caminhos de Clara", idealizado pela Secretária de Cultura de Caetanópolis Silvania Ramos de Araujo e abraçado pelo povo Cedrense . Durante o percurso o visitante tem a oportunidade de visitar os lugares por onde Clara passeava e convivia como o Antigo cinema que hoje abriga a Casa de Cultura Clara Nunes, a fábrica de tecidos onde trabalhou, casas de amigos como o Dr.Guilherme que fez seu parto, a casa onde ela nasceu e por fim o Memorial Clara Nunes. (Fotos: Tecà Produtora Imagética)




                                                            Casa de Cultura Clara Nunes
                                                                        o trenzinho
Passeio turístico
A casa onde Clara nasceu

                                          Fernando Mascarenhas entre amigos e Dindinha 

30 agosto 2016

11º Festival Clara Nunes - "Clara Rosa" espetáculo teatral


Apresentação em Caetanópolis -" Clara Rosa", com a presença de uma grande
 amiga de Clara - Dorvalina a Dôia.

Nesta segunda feira dia 29  nasceu o mais novo espetáculo do Coletivo MundicÁ: "CLARA ROSA" que homenageia Clara Nunes e Guimarães Rosa em Caetanópolis - MG. Fotos  Sandro Regis Sandro Fotografias


Casa de Cultura Clara Nunes foi palco do Teatro "Clara Rosa "fazendo menção a nossa Guerreira Clara Nunes e ao escritor Guimarães Rosa. Uma mistura de cultura e musical. 
Maravilhoso! !!Márcio Vesoli e companhia brilharam na interpretação! !



23 agosto 2016

"Clara Rosa" novo espetáculo teatral no 11º Festival Clara Nunes

                                 "Clara Rosa" com Márcio Vesoli, Rodrigo Salvador e Sol Bueno

Márcio Vesoli, Rodrigo Salvador e Sol Bueno estréiam em Caetanópolis o espetáculo teatral "CLARA ROSA" no mês de agosto, aniversário de: CLARA NUNES!
O Coletivo MundicÁ está montando seu mais novo trabalho: "CLARA ROSA" espetáculo cênico musical que fala do encontro de dois vizinhos mineiros ilustres; CLARA NUNES, de Caetanópolis e GUIMARÃES ROSA, de Cordisburgo. Duas cidades separadas apenas pela BR 040. "Nós estivemos nas duas cidades visitando os lugares por onde eles viveram. Esse espetáculo vai estrear na próxima segunda, dia 29 de Agosto em Caetanópolis, dentro da programação do XI FESTIVAL CULTURAL CLARA NUNES. Será IMPERDÍVEL! Vale a pena conferir!!! Beijos do MAR SIM."( Márcio Vesoli)

22 agosto 2016

Festival Clara Nunes 2016 !


Festival homenageia Clara Nunes em sua terra natal !

A  partir deste sábado dia 27 de agosto, a 11º edição do  Festival Clara Nunes vai movimentar Caetanópolis, na Região Central de Minas Gerais. Shows, teatro, cinema, oficinas de arte e exposições estão programados no evento, que celebra a arte da “Guerreira” e a cultura brasileira.

As atividades têm entrada franca e serão realizadas na Casa de Cultura e na Praça da Matriz. “Essa ação cultural recorda a filha ilustre de nossa cidade e o seu legado. Valoriza também o samba, os artistas da terra e os ritmos de Minas”.
Oportunidade  
“O Festival Clara Nunes é um momento de diversidade artística e cultural em praça pública”, resume Silvânia Ramos de Araújo, secretária de Desenvolvimento Municipal, Cultura e Esportes de Caetanópolis. Ela chama a atenção para a oportunidade de artistas da cidade mostrarem seu trabalho.
A cidade faz parte do Circuito das Grutas e está no caminho para Maquiné. Silvânia considera positivos os resultados do evento. “Cidades do interior precisam se estruturar tecnicamente em turismo e arte para poderem saborear a verdadeira cultura brasileira”, conclui a secretária.
Artistas locais
Neste ano a programação prestigia os artistas locais e da região, com vários artistas interpretando ritmos brasileiros, e claro, não faltando homenagens à mineira Clara Nunes







12 agosto 2016

Salve Clara ! 12 de agosto, aniversário da guerreira


12/08/2016 

Se viva estivesse, Clara Nunes completaria 74 anos

A primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil discos
Em 12 de agosto de 1942, nasceu Clara Francisca, uma mineira que depois se firmou como a grande sambista do Brasil. Foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil discos e tornou popular vários  sambas da escola Portela. Clara morreu em 2 abril de 1983, após complicação em uma cirurgia de varizes. 

Clara Nunes é homenageada por várias cantoras neste dia 12 

"Um ser de luz" bela poesia de Paulo César Pinheiro, Mauro Duarte e Joao Nogueira:
Salve Clara !

09 agosto 2016

11º Festival Cultural Clara Nunes em Caetanópolis - 20 a 28 de agosto 2016



A  11º edição do Festival Clara Nunes está confirmada em  Caetanópolis-MG  e breve traremos toda a programação . O projeto  cultural retrata a obra da cantora , filha ilustre do município e que encantou o Brasil e o mundo. As atividades serão realizadas na Casa de Cultura Clara Nunes e na Praça da Matriz e em escolas públicas cidade.
O Festival será realizado de 20 a 28 de agosto e os destaques da programação são apresentações teatrais, espetáculos de dança e  grande show  com a Banda  Só Prá Contrariar  no dia 27 de agosto. 


20 julho 2016

Musical "Um conto de Clara" em cartaz no Rio

“O MAR SERENOU… UM CONTO DE CLARA” CELEBRA SAMBA E OBRA DE CLARA NUNES NO RJ

O Mar Serenou... (Foto de Luiz Paulo Silva) (4)
No ano em que o samba completa 100 anos, o espetáculo “O Mar Serenou… Um Conto de Clara” busca por meio da obra de Clara Nunes fazer uma homenagem ao gênero, que deu destaque à vários nomes da música popular brasileira, incluindo a homenageada. Em cena, oito cantores relembram 30 canções da sambista de saiu de Minas Gerais para conquistar o mundo com sua voz e música, que ganha novos arranjos pelas mãos de Márcio Eduardo.
Três atrizes dão vida a Clara no palco – Fernanda Sabot (“Casa Grande e Senzala – Manifesto Musical Brasileiro”), Andréia Melo (“Raul Fora da Lei – O Musical”) e Renata Tavares (“Andança – Beth Carvalho, o musical”), que narram a trajetória da cantora, a primeira mulher no Brasil a vender mais de 100 mil cópias de seu disco.
 Serviço
Onde: Sala Bade Powell – Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360, Rio de Janeiro – RJ
Quando: De 1º a 31 de julho às 20h, as sextas e sábados e 19h, aos domingos
Quanto: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), à venda na bilheteria do teatro

11 julho 2016

Vem aí o 11º Festival Clara Nunes em Caetanópolis-MG



O blog está torcendo para que a Prefeitura de Caetanópolis-MG, terra natal de Clara Nunes consiga promover mais um ano do Festival Cultural . Sabemos das dificuldades financeiras que os municípios estão enfrentando diante da crise e temos a promessa que o festival irá acontecer embora mais  modesto do que os outros anos, mas com o mesmo brilho e animação . Sua filha ilustre será  homenageada e mantida  viva na memória dos visitantes e conterrâneos  mineiros! 



Videoclipe oficial do Festival Clara Nunes, realizado todo mês de agosto em Caetanópolis, MG, terra da grande cantora Clara Nunes, que encantou o mundo com sua voz, sua beleza e sua presença. A música foi interpretada e composta pelo grupo Amigos da Viola, encabeçado pelos irmãos Basilinho, Otávio e Deiber, acompanhados pelo tio Fabinho e outros grandes músicos.

29 junho 2016

"O mar serenou" estréia no Rio





Estreia na próxima sexta "O mar serenou...Um Conto de Clara"



Espetáculo pretende levar ao palco a beleza e a genialidade da voz da inesquecível Clara Nunes


Jornal do Brasil Sala Baden Powell, em Copacabana, o espetáculo "O mar serenou...Um Conto de Clara". Com texto de Cazé Neto e direção de Milton Filho e Cazé Neto, o espetáculo pretende levar ao palco a beleza e a genialidade da voz,carisma e sedução da inesquecível Clara Nunes.
De forma leve,livre e divertida, a Cia Fazzarte de Teatro conta a trajetória ?de um dos maiores mitos da música brasileira.  



De forma leve,livre e divertida, a Cia Fazzarte de Teatro conta a trajetória ?de um dos maiores mitos da música brasileira

No Alto da Sé, Olinda, Pernambuco, onde fica o Palácio Iemanjá, a comunidade local se organiza para a recepção de Clara Nunes. Entre os preparativos, a carreira da cantora é contada por Pai Dudu - numa licença poética ao Pai Edu,Eduin Barbosa da Silva,Babalorixá,fundador do Palácio de Iemanjá, a quem Clara respeitava e considerava como líder espiritual - Ansiosos com a sua chegada, os moradores empreendem uma verdadeira viagem no universo musical da intérprete misturando suas próprias vidas aos muitos contos de Clara.
Durante o espetáculo de 90 minutos,as atrizes, Andréia Mota,Fernanda Sabot e Renata Tavares,interpretam 28 canções da inesquecível Sabiá. Entre elas,Canto das Três Raças,Morena de Angola e Nação.
http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2016/06/28/estreia-na-proxima-sexta-o-mar-serenouum-conto-de-clara/?from_rss=None

27 junho 2016

Programa TV Brasil- Conhecendo Museus- Memorial Clara Nunes em Caetanópolis-MG



Memorial Clara Nunes


Espaço destaca vida e obra de um ícone da MPB
O prédio que abriga o Memoria Clara NunesO prédio que abriga o Memoria Clara NunesConhecendo Museus desta semana revive a história de um dos maiores nomes da música popular brasileira e estrela internacional: a cantora Clara Nunes. Sua vida e obra está eternizada em um memorial que leva o seu nome, localizado na cidade de Caetanópolis, interior de Minas Gerais. O Memorial Clara Nunes foi Inaugurado em 11 de agosto de 2012 e é um oásis para os fãs de Clara, que deixou um legado cultural para a boa música brasileira.

O acervo possui mais de 6 mil itens catalogados e mais algumas centenas a serem enumeradas. Todos estão bem preservados primando pela qualidade e respeito com a cantora e com seus admiradores. A maioria das peças expostas foram doadas pelo marido de Clara, o compositor Paulo César Pinheiro, e por fãs.

As guias usadas pela cantora estão no acervoAs guias usadas pela cantora estão no acervoOs vestidos marcaram o estilo de ClaraOs vestidos marcaram o estilo de ClaraA visita ao universo de Clara Nunes começa pela Fé, traço marcante em sua vida e que ela fez questão de tornar público através de sua obra. As guias que usava estão penduradas no teto, o chão é forrado de conchinhas trazidas da praia e representam a presença do mar na obra da cantora e o seu significado no universo das religiões afro-brasileiras, o oratório com os santos de devoção, os Pretos Velhos, a Pomba do Espírito Santo. Filha de Ogum e Yansã, Clara nunca negou sua fé.

A mostra também conduz o visitante a um passeio pelos principais momentos marcantes da carreira de Clara, no início dos anos 1980, com a gravação do LP Brasil Mestiço e o show “Clara Mestiça”. As roupas usadas no clip da música e a famosa tornozeleira estão expostas no local. Na parede, um painel cronológico batizado de Vida e Obra apresenta as principais etapas da trajetória artística que transformou Clara Nunes em cantora das raízes da Cultura Popular Brasileira. Ela ganhou prêmios importantes, como o Roquette-Pinto, o mais cobiçado da época, foi acompanhada pelo Conjunto Nosso Samba e trabalhou com grandes produtores e cenógrafos.

Ainda fazem parte do acervo telas, objetos de decoração, roupas, fantasias, colares, pulseiras, adereços que se tornaram símbolo do figurino de Clara Nunes e ajudaram a construir uma mensagem visual única e impactante. No acervo há registros por meio de fotos, cartazes, recortes de jornais, cartões postais, roupas e chinelos da passagem da cantora pelo Japão. O mural de fotos da cantora e amigos em momentos de descontração é um destaque à parte. O memorial também presenteia o público com um documentário feito exclusivamente para ser exibido e levar os fãs e admirados ao túnel do tempo.
Direção: Amauri Mauro
Produção: Ana Moura
http://tvbrasil.ebc.com.br/conhecendomuseus/episodio/memorial-clara-nunes

17 junho 2016

Vem aí novo musical : " O mar serenou...um conto de Clara" estréia 1 de julho - Rio

O MAR SERENOU...UM CONTO DE CLARA


ESTRÉIA DIA 1 DE JULHO !!!

"O MAR SERENOU...UM CONTO DE CLARA"
ESTRÉIA DIA 1 DE JULHO
SEX/SÁB E DOM 
SALA MUNICIPAL BADEN POWELL
Rio de Janeiro- RJ
Av. Nossa Senhora de Copacabana , 360 Copacabana 
Telefone: 021 2548 0421

Dilene Prado, Fernanda Sabot, Júlio César, Renata Tavares, Andreia Mota, China, Bruno Rasa, Junio Duarte e João Acioli


Foto dIvulgação (Cazé Neto)  de Luiz Paulo Silva — 




23 maio 2016

50 anos do LP de estréia de Clara Nunes na Odeon -


A Voz Adorável de Clara Nunes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A Voz Adorável de Clara Nunes é o álbum de estreia da cantora brasileira Clara Nunes. Foi lançado em 1966 pela Odeon Records.

Em 21 de julho de 1965, Clara entrou no estúdio para gravar sua primeira canção pela multinacional Odeon:  "Amor Quando é Amor", de Othon Russo e Niquinho, que seria lançada como compacto simples tendo "Ai de Quem", de Osmar Navarro e Alcina Maria, como lado B. Pouco tempo depois seria lançado A Voz Adorável de Clara Nunes, um trabalho com conceito romântico repleto de boleros. 

Em 1966, gravou seu primeiro disco, A voz adorável de Clara Nunes, com sambas-canção e boleros. A gravadora Odeon (atualmente EMI), na qual Clara gravou todos os seus discos, queria que a cantora fosse uma espécie de Altemar Dutra – cantor romântico de sucesso na época – de saias.

Ouça :
https://www.youtube.com/watch?v=-1utcxBzpII

colaboração: Fernando Mascarenhas (Caetanópolis)

05 maio 2016

Exposição : Os trabalhadores e os 100 anos do samba em São Paulo


Foto: Facebook Clara Nunes Guerreira
https://www.facebook.com/ClaraNunesGuerreira.Luz/photos/a.307400809298189.75134.307397132631890/1099145723457023/?type=3&theater

A Avenida Paulista deu passagem aos bambas do samba brasileiro: foi inaugurada a exposição fotográfica Os Trabalhadores e os 100 Anos do Samba. E óbvio que a nossa sambista e guerreira, não poderia faltar. 
SALVE, O SAMBA. SALVE, ELA...É CLARA GUERREIRA, LÁ VEM TROVOADA, EPARREY!!!
Vejam os bambas que serão homenageados no link abaixo:

http://bwincolor.com.br/2016/04/29/a-historia-do-samba-na-av-paulista/


30 abril 2016

No São João Batista- Rio

29/04/2016 

Jazigo da cantora, que é um dos mais visitados do São João Batista, recebeu uma legião de fãs em visita guiada

Túmulo de Clara Nunes é homenageado no cemitério São João Batista

Foto: Divulgação
Rio – No mês que marca os 75 anos de Clara Nunes, a cantora, reverenciada por uma legião de fãs mesmo após 33 anos de seu falecimento, foi homenageada com uma visita guiada ao seu túmulo, no cemitério São João Batista.
O jazigo da cantora é um dos mais visitados do cemitério carioca. A fé de seus seguidores é tão grande, que eles atribuem a ela graças alcançadas, como mostram placas colocadas sobre sua sepultura em agradecimento ao desejo obtido.  
Na homenagem, realizada nesta quinta-feira, o ator Thiago Azevedo se caracterizou como a cantora, com vestido branco rodado, muitas miçangas adornando o pescoço e os braços, e um turbante com flores na cabeça, fazendo lembrar o visual da artista, que tinha raízes na cultura afro e era adepta da umbanda. 
O grupo que participou da visita, coordenada pelo historiador Milton Teixeira, ficou surpreso ante a homenagem e algumas pessoas até se comoveram com a performance do ator; ele encarnou Clara e contou partes da trajetória da vida dela.  
Histórias como o orgulho que Clara tinha de sua família simples, do interior de Minas Gerais, de ter começado a trabalhar como tecelã,  do seu início como cantora, do auge da carreira, em 1974, do seu amor pela escola de samba Portela, entre outros fatos marcantes.
A visita
A visita guiada ao cemitério São João Batista é uma iniciativa da Concessionária Rio Pax. Com duração de uma hora em meia, acompanha a evolução arquitetônica dos séculos XIX e XX e termina no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, onde estão enterrados mais de 60 imortais, entre eles o fundador da ABL, Machado de Assis.
Ao longo do passeio, o público pode visitar o túmulo de diversas personalidades, como José de Alencar, Cândido Portinari, Carmem Miranda, Tom Jobim, Santos Dumont, Vinícius de Moraes, Chacrinha, Cazuza, nove ex-presidentes da República, entre outros.
As visitas gratuitas acontecem uma vez por mês, com grupos de até 100 pessoas formados por alunos de escolas, turistas e curiosos. Os passeios podem ser agendados no site www.cemiteriosjb.com.br.   
Fonte: Jornal O Dia
http://odia.ig.com.br

11 abril 2016

Vem aí novo musical Clara Nunes !

A Fazzarte Produções Artísticas vai montar um espetáculo musical em homenagem à cantora Clara Nunes (1942-1983), e está em fase de seleção de elenco. A peça se chamará “O Mar Serenou – Um Conto de Clara” e estreará em 1º de julho na Sala Baden Powell, em Copacabana, com direção de Cazé Neto (de “Perversidade”) e Milton Filho (ator de “Forró Miudinho”). Três atores e duas atrizes serão escolhidos por meio de audições, e o prazo para inscrições vai até o dia 17 de abril, impreterivelmente.
(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)
Os candidatos devem ter entre 20 e 40 anos, saber cantar e dançar, e tocar algum instrumento será um diferencial. Para se inscrever, basta enviar e-mail paraciafazzarte@gmail.com com currículo, fotos (rosto e corpo) e link do Youtube com amostra de canto. Vale vídeo cantando qualquer gênero musical. Os pré-selecionados receberão uma reposta com a data das audições.
É importante que os candidatos tenham disponibilidade para ensaios em abril, maio e junho. Eles acontecerão três dias por semana, à tarde e à noite, no Rio de Janeiro. Além dos diretores, a equipe inclui o coreógrafo e diretor de movimento Raphael Rodrigues.
Clara Nunes firmou sua carreira no samba, mas foi uma cantora de música popular brasileira, considerada uma das maiores intérpretes do país. Seus discos batiam recordes de vendas e a música “O Mar Serenou”, que dá nome à peça, foi um desses grandes sucessos de seu repertório, nos anos 1970. Sua trajetória foi interrompido em 1983, aos 40 anos, quando morreu em decorrência de uma cirurgia de varizes que a deixou hospitalizada por quase um mês. Até hoje, é lembrada com diversas homenagens. No teatro, inclusive, já houve um espetáculo contando sua história – “Deixa Clarear” – que nada tem a ver com a produção em andamento.

02 abril 2016

02 de Abril-33 anos sem Clara Nunes !



O blog Clara Voz de Ouro lembra os 33 anos sem Clara Nunes com belas fotos da fotógrafa :
Tereza Eugenia



Gal  Costa, Sergio Cabral e Clara Nunes 

                                                            Clara Nunes 1978

                                                              Clara Nunes 1978

Clara Nunes, muito mais do que “uma cantora de samba”

No começo de sua carreira em disco, Clara Nunes teve de lutar para não ser cantora de boleros. Conseguiu. Mas muito mais ainda ela lutaria, depois, para não ser considerada apenas “cantora de samba”, “cantora de macumba”, “cantora-candomblé”. Morreu sem que muita gente se tenha dado conta de que ela foi muito mais que isso.
Queria ser “uma cantora popular brasileira, podendo cantar de tudo” – segundo ela mesma disse, em 1980. Tudo, no caso, era aquilo em que ela acreditasse – e ela acreditava na música como “uma aproximação com o povo, a música brasileira, a dança brasileira”; acreditava que sua força estava nas suas raízes populares e era para essas raízes que ela procurava se voltar cada vez mais; acreditava que seu canto era “um dom dado por Deus”; tinha “uma função social”, e que, por isso, sua voz tinha que ser usada para falar “do sentimento do povo, da problemática social, na linguagem do povo”.
Cantou de tudo – cantou forró, coco, marcha-rancho, samba-canção, samba, partido alto, maxixe, valsa, canção, baião, xaxado, congada. Foi “uma cantora popular brasileira”, como queria. Mas talvez só depois da morte ela se livre totalmente daqueles rótulos que recusava.
Longe dos boleros
Primeiro não foi propriamente um rótulo, mas uma imposição. A gravadora – a mesma Odeon, para quem ela trabalharia até o final da vida – quis transformá-la numa “Altemar Dutra de saias”, e por isso escolheu, para o seu LP de estréia, em 1966, A Voz Adorável de Clara Nunes, um repertório de bolores. Clara sempre fez questão de ignorar, depois, a existência desse disco – que, de resto, nunca mais foi relançado e está fora de catálogo. (“Esse disco felizmente não aconteceu e está esquecido”, disse ela em 1976.)    
Como Elis Regina, obrigada no início da carreira a gravar calipsos e baladas na tentativa da gravadora da época de criar uma “nova Cely Campello”, Clara iria, nos discos seguintes, procurar o seu próprio caminho. No seu caso, o seu próprio caminho começou a ser encontrado logo depois do LP de estréia. Em 1968, foi a intérprete, no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, da Rede Excelsior de Televisão, do samba “Você passa e eu acho graça”, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial. O compacto com essa música vendeu 80 mil cópias, e levou ao segundo LP, que tinha justamente o nome da música de Ataulfo.
Discografia Clara Nunes

Vieram depois A beleza que canta (1969), uma viagem à África, onde estudou folclore, música e danças que tanto influenciaram a nossa música (e a arte da própria cantora, em especial), e ainda os LPs Clara Nunes (1971), Clara Clarice Clara (1972) eClara Nunes (1973). Os discos tinham vendagens sempre crescentes, mas o grande estouro viria a partir do LP Clara Nunes, ouAlvorecer, de 1974; vendeu mais de 400 mil cópias, um recorde até então inédito entre as cantoras brasileiras – acima dela, naquela época, só havia Roberto Carlos. O grande sucesso continuou com Claridade (1975) e Clara, conhecido como Canto das Três Raças, de 1976 – cada um deles vendeu mais de 600 mil exemplares.
Mais ecléticos, mais ricos
Foi aí, em meados dos anos 70, no auge da popularidade, que a cantora começou a lutar contra a pecha de “cantora-candomblé”, segundo expressão que ela própria usou. Seus discos seguintes seriam intencionalmente mais ecléticos, e mais ricos, aproveitando melhor a variedade dos ritmos brasileiros. Gravou toadas sertanejas, forrós, congadas; gravou desde Caetano Veloso a Sivuca, desde Chico Buarque de Hollanda a João do Vale, desde Paulinho da Viola a Adoniran Barbosa – mantendo, é claro, em cada LP, várias faixas dos compositores de morro, dos sambistas tradicionais, desde os medalhões geniais como Cartola e Nelson Cavaquinho a nomes na época menos conhecidos do grande público, e que ela fez bem mais conhecidos, como Dona Ivone Lara, Monarco, Candeia, e também Baianinho, Xangô da Mangueira, Romildo e Toninho.
Em todos os seus discos, especialmente a partir de Alvorecer, a voz bonita e firme de Clara Nunes contou com o acompanhamento dos melhores instrumentistas do samba – gente como Dino, Rafael Rabelo, Joel do Bandolin e Deo Rian, para citar só alguns.
Apesar da qualidade, todavia, seus LPs começaram a vender menos, a partir de 1977. Assim, a vendagem antecipada (correspondente aos pedidos feitos pelos lojistas, antes mesmo de o disco ser lançado) de seus LPs caiu dos 300 mil de 1976 para os 80 mil de Nação, 16º e último LP, de sertembro do ano passado.
Muito possivelmente isso foi reflexo da crise geral da economia do País e da indústria de discos como um todo. (Gente comoChico Buarque de Hollanda e Rita Lee, por exemplo, viram as vendas de seus discos despencar, de 1980 para 1982.) E talvez reflexo da crise do samba, em particular – que, quase esquecido no início dos anos 70, teve um crescimento vertiginoso na metade da década e hoje pouco se ouve nas rádios.
Pois Clara Nunes – mesmo sendo uma grande e boa cantora popular brasileira – não conseguiu se libertar da pecha de “cantora de samba”. Infelizmente para todos os que sequer ouviram seus discos – e não gostaram.
             A historinha por trás do texto
Clara Nunes morreu de uma dessas mortes imbecis, que não dá para a gente entender. Não tinha completado 40 anos; foi fazer uma operação de varizes numa clínica do Rio, houve problema na anestesia – morreu no dia 2 de abril de 1983, no auge da carreira, com a vida inteira pela frente.
Foi num sábado. Naquele tempo, o Jornal da Tarde, onde eu trabalhava como sub-editor de Reportagem Geral e, nas horas vagas, escrevia sobre música brasileira, não saía aos domingos (assim como os jornalões O Estadão, a Folha eO Globo não saíam às segundas); e então me encomendaram um texto para o jornal de segunda-feira, uma avaliação da obra dela, uma matéria de apoio à principal, que seria a reportagem propriamente dita sobre ela, a morte, o enterro. Não conhecia muito bem os discos da Clara, mas me meti a ouvi-los e a ler sobre ela no sábado e no domingo. Não é um texto lá especial, mas acho que pelo menos foi digno – era o mínimo que Clara merecia.
Segundo a Enciclopédia da Música Brasileira, 2ª. edição, de 1998, em dezembro de 1997 a EMI – o novo nome da gravadora Odeon – reeditou a obra completa de Clara, em 16 CDs remasterizados em Abbey Road