Blog Clara Nunes: Janeiro 2011

25 janeiro 2011

Filme : Clara Nunes

A cantora Clara Nunes: tema para a cineasta carioca Cristiana Grumbach
Filme resgata “moça tímida que saiu do interior de Minas”
para alcançar sucesso em todo o país

A solução encontrada pela diretora é acompanhar as
diversas fases da Guerreira

Paulo Henrique Silva - Repórter -Jornal Hoje em Dia- BH
A história da cantora mineira Clara Nunes, a primeira mulher a vender mais de 100 mil cópias de um disco no Brasil, parece começar e terminar nos meses de março e abril de 1983. As circunstâncias de sua morte, aos 39 anos, se tornaram tão fortes que obscureceram a rica trajetória musical – após dar entrada num hospital carioca para uma simples cirurgia de varizes e sofrer um choque anafilático que alimentou os mais diversos boatos, de aborto à troca de pancadaria com o marido e compositor Paulo César Pinheiro. Polêmicas que passarão longe do primeiro filme sobre Clara Francisca Gonçalves, seu nome de batismo. A produção começará a ser rodada no próximo semestre, com direção de Cristiana Grumbach (“As Cartas Psicografadas de Chico Xavier”).

A cineasta carioca pretende reapresentar a cantora, recuperando sua carreira artística, iniciada na cidade natal, em Caetanópolis, quando “era uma moça tímida que saiu do interior de Minas Gerais”, até chegar à mulher forte e bem-sucedida, “de cabelos soltos e indomáveis como se fosse uma leoa”.
Cristiana reforça que o filme não quer retratar a vida de Clara sob o ponto de vista pessoal. “As fofocas já foram contadas em jornais e livros”.
O roteiro, que ainda está sendo escrito, esbarra num problema: o fato de que familiares, caso da irmã Mariquita e Paulo César Pinheiro, não se sentem confortáveis para dar entrevistas. “Como não é possível fazer um documentário no sentido clássico, com depoimentos, resolvemos realizar uma espécie de híbrido”, explica Cristiana.
A solução encontrada pela diretora é acompanhar as diversas fases da Guerreira, como a proximidade com as tradições afro-brasileiras e o samba, através da própria música. “A questão agora é como transformar isso numa narrativa. Pensamos em chamar uma atriz e fazer o que chamo de um filme em busca de uma personagem, em que eu e essa intérprete vamos tentar nos aproximar do universo estético, artístico e espiritual que Clara transitou. Ainda estamos num momento muito delicado do roteiro, sem conseguir visualizar como ficará”, revela.
Protagonista deve ter “raiz mineira”

O nome da atriz que viverá Clara Nunes ainda não está definido. O certo é que ela não precisará, necessariamente, ser cantora, já que a diretora Cristiana Grumbach prefere usar a voz original da intérprete de sucessos como “Morena de Angola” e “Portela na Avenida”, recorrendo a gravações que serão apresentadas em quase sua totalidade.
“A atriz estará lá para que a voz de Clara seja construída num corpo, nos dando as impressões deste personagem mítico”, afirma. Para Cristiana, é importante que a escolhida tenha uma raiz mineira, “impregnada por estas mesmas células que formaram Clara”.
Uma candidata a Clara Nunes é Juliana Tolentino, atriz nascida na região de Caetanópolis e uma das idealizadoras do projeto, que tem uma semelhança física com a sambista.
“Ela é minha vizinha de prédio e, quando me chamou para dirigir o filme, disse que não me via fazendo biografias clássicas, na forma de documentário ou ficção. Não é o cinema que me interessa”.
Cristiana só foi convencida a assumir o projeto ao ganhar liberdade de pensar outras possibilidades de linguagem. “É um alívio imenso não trabalhar com entrevistas”, comemora.
A cineasta se fará presente no filme, compartilhando situações e descobertas, se mirando nos trabalhos da belga Agnès Varda e do lituano Jonas Mekas.
De Agnès, cita “Os Catadores e Eu” (2000), em que a singeleza na abordagem da diretora a transforma em mais um personagem entre os catadores de frutas. Assim como eles, a realizadora também se vê como alguém que recolhe coisas que a sociedade rejeita.
Um tema que ganhará espaço no filme é a busca espiritual de Clara. “Ela tinha uma necessidade espiritual, devido ao seu vazio, passando muito tempo perdida, sem saber qual caminho realmente deveria fazer”.
Cristiana pesquisou o mapa astral da cantora e descobriu que ela nasceu num dia de eclipse, indicativo de uma trajetória que romperia tabus, abrindo novas perspectivas para artistas do sexo feminino.
“A lua é a representação do feminino, enquanto o sol é a do masculino. Quando há o eclipse, a lua se coloca à frente do sol, se interpondo à luz deste, roubando a cena. As cantoras contemporâneas que fazem sucesso hoje devem muito a Clara Nunes”, salienta a diretora.
12/01/2011 Jornal Hoje em Dia

24 janeiro 2011

Inauguração do busto Clara Nunes na Portela

Por Izaias Nascimento
BUSTO DE CLARA NUNES – BLOG DO DENI MENEZES
O Instituto Mais Memória reproduz o Blog do Deni Menezes de 23 de janeiro de 2011, onde o lendário jornalista divulga e faz comentários sobre a inauguração do BUSTO DE CLARA NUNES no PORTELÃO.
HOMENAGEM À CLARA NUNES
A botafoguense Clara Nunes será homenageada no primeiro sábado de fevereiro, dia 5, em festa na quadra do barracão da Portela – Rua Clara Nunes 81, em Madureira -, a partir das 13 horas, pelo presidente Nilo Mendes Figueiredo, do Grêmio Recreativo Escola de Samba da Portela, e o Instituto Mais Memória, dirigido pelo professor Izaias Nascimento.
A inauguração do busto de Clara Nunes, uma das mais corretas intérpretes da música popular brasileira, reunirá figuras expressivas do samba – compositores, músicos, artistas contemporâneos e da atualidade, divulgadores e críticos da MPB -, que serão condecorados com a Medalha Clara Nunes em solenidade na quadra. Tudo ao sabor da feijoada gostosa da Portela.
Fiz amizade com Clara Nunes, no final dos anos 60, na casa do zagueiro Zé Carlos, bicampeão carioca 67-68 no Botafogo, na Av.Prado Júnior, em Copacabana. Ele era casado com a irmã dela, tão alegre e simpática quanto Clara, que tinha dentes lindos e um sorriso permanente perfeito. Eram encontros descontraídos, alegres e felizes com pessoas que estavam sempre de bem com a vida.
Clara Nunes, impossível não recordar e deixar de citar, contou muito com o apoio de Adelzon Alves, o amigo da madrugada, meu colega de mais de dez anos no rádio. Ele foi o produtor do primeiro long-play dela e Clara sempre fez questão de dizer que Adelzon foi quem a fez decolar na carreira. Uma carreira marcada por sucessos inesquecíveis, graças à sua voz bonita, personalíssima, e à sua interpretação sempre muito segura.
O projeto da homenagem foi desenvolvido com o escultor Oséas Casanova Ferreira e a Fundição Ademar Alcântara.
O GRES PORTELA estará inaugurando no próximo dia 05 de fevereiro, durante a tradicional Feijoada da Velha Guarda da Portela, o busto da ícone do samba C L A R A N U N E S. É mais uma vitória do MAIS MEMÓRIA no resgate da memória do país.
EVENTO: Inauguração do Busto Clara Nunes.
Local: Quadra da Portela- Rua Clara Nunes 81 – Madureira (Portelão).
Dia: 05.02.2011 (SÁBADO).
Horário: A partir das 13h00.
Diversas atrações estarão prestigiando a notável artista. Familiares, músicos, compositores, profissionais de imprensa e artistas contemporâneos e novos serão condecorados com a Medalha Clara Nunes. O projeto foi desenvolvido pelo Instituto Mais Memória, com as seguintes parcerias:
Escultor: Professor Oseias Casanova Ferreira.
Fundição: Ademar Alcantara.
Coordenação do Projeto: Nilo Mendes Figueiredo Jr – Vice-Presidente do GRES Portela.
Realização: GRES Portela – Administração Nilo Mendes Figueiredo.
CLARA NUNES, a grande cantora morta prematuramente aos 39 anos, receberá justa homenagem da Portela, que a estrela celebrou em inúmeras apresentações memoráveis. A azul e branco de Oswaldo Cruz encomendou um busto dela em mármore branco, ao professor Oséias Casanova Ferreira (veja na imagem), que será posto na quadra, onde já estão tributos semelhantes a Paulo da Portela e Natal, baluartes portelenses. A cantora, aliás, foi lembrada no refrão do samba de 1984, o último título da escola, “Contos de areia”: “É cheiro de mato/É terra molhada/É Clara Guerreira/Lá vem trovoada.” Clara Nunes merece todas as homenagens (Coluna do Ancelmo Góis- O Globo)

21 janeiro 2011

Raridade :Audio do show não realizado!

PARTE 1
PARTE 2
PARTE FINAL
Texto de Herminio Bello de Carvalho.
Àudio original do ensaio do show Sabiá Sabiô
Teatro Glauce Rocha Rio de Janeiro.
Músicas:"Meu Pequeno Tururu" de Augusto Calheiros e Lupercio Miranda-
"Ê Baiana" de Fabricio Silva e Baianinho-
"Arlequim de Bronze" de Synval Silva-
"Opção" de Gisa Nogueira e
"Você passa eu acho graça" de Carlos Imperial e Ataulfo Alves.
Sempre com o acompanhamento de Hélio Delmiro.
Colaboração: Sandra-RJ

17 janeiro 2011

O busto Clara Nunes

O busto Clara Nunes que a Portela encomendou para ser inaugurado na quadra da escola, encontra-se pronto. Criação do artista plástico Casanova Ferreira - RJ, que soube captar a "alma" da mineira homenageada pela escola de samba de Madureira. Sem data oficial de inauguração, possivelmente a cerimônia deverá ser numa data da feijoada que sempre acontece no primeiro sábado de cada mês com show da Velha Guarda da Portela.
Traremos detalhes assim que confirmada a data.
Parabéns Casanova Ferreira!
Fotos cedidas pelo artista plástico Casanova Ferreira