Blog Clara Nunes

19 novembro 2018

Samba enredo da Portela 2019- Clara Nunes homenageada

Por Mauro Ferreira, G1
 
             
Com capa que expõe foto do desfile campeão da escola Beija-Flor no Carnaval deste ano de 2018, o disco Sambas de enredo 2019 chega ao mercado fonográfico nesta segunda quinzena de novembro.
O disco traz os registros oficiais dos sambas com os quais as 14 agremiações do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro vão disputar o título em 2019.
Um dos sambas com maior potencial – até pela empatia popular do enredo em tributo à cantora mineira Clara Nunes (1942 – 1983) – é o da Portela, uma das duas escolas campeãs do Carnaval carioca de 2017.
Capa do disco 'Sambas de enredo 2019' — Foto: DivulgaçãoCapa do disco 'Sambas de enredo 2019' — Foto: DivulgaçãoCapa do disco 'Sambas de enredo 2019' — Foto: Divulgação
Nada menos do que nove compositores – Jorge do Batuke, Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, Beto Aquino, Claudinho Oliveira, José Carlos, Zé Miranda, D’Souza e Araguaci – assinam o samba gravado por Gilsinho para o disco e criado com base no enredo Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar uma sabiá, criado pela carnavalesca Rosa Magalhães para saudar Clara Nunes, cantora que se tornou um dos símbolos da Portela ao abraçar o samba a partir da década de 1970.
Entre alusões a nomes de músicas que se tornaram sucesso na voz iluminada da cantora, como Canto das três raças (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, 1976) e Morena de Angola (Chico Buarque, 1980), a letra cita e saúda nominalmente bambas da Portelas como o compositor Candeia (1935 – 1978), Paulo Benjamim de Oliveira (1901 – 1949) – o Paulo da Portela, referencial sambista da escola nascida de bloco do qual Paulo foi um dos fundadores em 1923 – e Natalino José do Nascimento (1905 – 1975), o Natal da Portela.
Dentro do padrão de samba-enredo adotado pelas escolas nos últimos 20 anos, o samba da Portela para o Carnaval de 2019 pode ser considerado bom.
Logomarca do enredo criado pela escola de samba Portela em homenagem à cantora Clara Nunes — Foto: Portela / InstagramLogomarca do enredo criado pela escola de samba Portela em homenagem à cantora Clara Nunes — Foto: Portela / Instagram
Logomarca do enredo criado pela escola de samba Portela em homenagem à cantora Clara Nunes — Foto: Portela / Instagram
Eis a letra do samba-enredo Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar uma sabiá:
Axé… sou eu
Mestiça, morena de Angola, sou eu
No palco, no meio da rua, sou eu
Mineira, faceira, sereia a cantar, deixa serenar
Que o mar… de Oswaldo Cruz a Madureira
Mareia… a brasilidade do “Meu lugar”
Nos versos de um cantador
O canto das raças a me chamar
De pé descalço no templo do samba estou
É rosa, é renda, pra águia se enfeitar
Folia, furdunço, ijexá
Na festa de Ogum Beira-mar
É ponto firmado pros meus orixás
Eparrei Oyá, eparrei…
Sopra o vento, me faz sonhar
Deixa o povo se emocionar
Sua filha voltou, minha mãe
Pra ver a Portela tão querida
E ficar feliz da vida
Quando a Velha Guarda passar
A negritude aguerrida em procissão
Mais uma vez deixei levar meu coração
A Paulo, meu professor
Natal, nosso guardião
Candeia que ilumina o meu caminhar
Voltei à Avenida saudosista,
Pro azul e branco modernista… eternizar
Voltei, fiz um pedido à Padroeira
Nas cinzas desta quarta-feira… comemorar

Nossas estrelas no céu estão em festa
Lá vem Portela com as bênçãos de Oxalá
No canto de um Sabiá
Sambando até de manhã
Sou Clara Guerreira, a filha de Ogum com Iansã
 — Foto: Editoria de Arte / G1 — Foto: Editoria de Arte / G1
— Foto: Editoria de Arte / G1

22 outubro 2018

"Claro Canto" o musical no Palacio das Artes


Nos dias 25 e 26 de outubro, o Teatro João Ceschiatti recebe o Espetáculo Claro Canto, às 20h.
A montagem cênico-musical Claro Canto traz aos palcos a cultura negra. A dança, a música, o ritmo, a poesia, a língua, o teatro e a religião são apresentados aos expectadores através da vida de Clara Nunes, resgatando a cultura afro-brasileira.
Lei da meia-entrada: A Lei Federal nº 12.933/2013 dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artísticos culturais e esportivos. Clique e acesse o texto na íntegra. 
Data de início
25 de Outubro de 2018
Data de término
26 de Outubro de 2018
Endereço
Teatro João Ceschiatti, Avenida Afonso Pena, nº. 1.537, Centro, BH.
Preço
Inteira: R$20,00 | Meia-entrada: R$10,00
Mais informações
EVENTO
Espetáculo Claro Canto
HORÁRIO
20h
DURAÇÃO
50 minutos 
CLASSIFICAÇÃO LIVRE
INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400

13 agosto 2018

Canal TV Brasil- programa completo com a cantora BRANKA



Homenagem a Clara Nunes | Programa completo

Uma das maiores intérpretes do país completaria 76 anos em 2018

BRANKA 

Todas as Bossas

No AR em 11/08/2018 - 22:00

12 de Agosto- aniversário de 76 anos

                                               Foto  acervo pessoal: Marcio Guima


CANTORA

Clara Nunes será tema da Portela no Carnaval de 2019

Mineira será tema da Portela no Carnaval de 2019 e ganha samba de grupo da escola formado só por mulheresDiminur letra

PUBLICADO EM 13/08/18 - 03h00

Mangueirense de coração, Paulo César Pinheiro cedeu aos apelos de sua mulher depois de enxergar, na sala de sua casa, ilações entre o altar ali montado por ela e os símbolos da Portela. O pombo de asas abertas, representando o Espírito Santo, tornou-se uma águia, enquanto o manto da santa negra reproduzia as cores azul e branca da agremiação. Ainda assim, Pinheiro recorreu a Mario Duarte para conseguir terminar a tarefa. O resultado foi o samba que se transformou em esquenta para os desfiles da escola durante o Carnaval carioca. 
“Portela na Avenida” seria gravada pela mulher insistente em 1981. Seu nome: Clara Nunes. Em 2019, será a vez de a Portela retribuir a homenagem a Clara. Pela primeira vez, a intérprete será o único tema de enredo da maior vencedora do Carnaval carioca. Em 1984, a escola levou o título com o samba “Contos de Areia”, mas, na ocasião, além de Clara, Paulo e Natal da Portela também foram saudados.
“A Portela fará um desfile lindo, Clara vai reviver na avenida, porque nunca nos esquecemos dela”, afirma Monarco. A fala do veterano portelense vai ao encontro de depoimento da própria homenageada, reproduzido no documentário “Clara Estrela” (2017), de Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir. “O único lugar que sei que serei sempre lembrada é na Portela”, declara a mineira de Caetanópolis nas imagens do filme.

Guerreira. Outra novidade é o fato de um grupo formado exclusivamente por mulheres disputar a escolha do melhor samba-enredo. O Samba das Guerreiras conta com dez integrantes, entre elas Meri de Liz, Ana Quintas e Catia Guimarães, que pertencem à ala de compositoras da escola. 
Há cinco anos abrindo a tradicional feijoada da Portela com um tributo à cantora, Ana exalta um recorde de Clara: graças ao disco de 1971, ela se tornou a primeira mulher no país a ultrapassar as 100 mil cópias vendidas, vencendo os tabus e os preconceitos da época. 
“A Clara foi uma guerreira, e, para nós, é mais do que justo participar de um ano que vai relembrar uma mulher tão forte”, garante Ana, que aproveita o passado para se referir ao hoje. “‘Sororidade’ é a palavra do momento, uma mulher puxando a outra e elevando nossa capacidade”, completa a compositora. Nessa linha, outra integrante do conjunto preparou uma iniciativa cinematográfica. No dia 13 de setembro, Rozzi Brasil lança, na quadra da Portela, o curta-metragem “Procuram-se Mulheres”, sobre a invisibilidade feminina na sociedade brasileira. 
Por sinal, foi por meio das filmagens que a história do Samba das Guerreiras começou. “Reuni pessoas que admirava no set de filmagem e, para a parte musical, chamei a Meri de Liz, que toca violão, e a Dayse do Banjo”, conta Rozzi. Unidas, as instrumentistas fundaram o conjunto, que pretende vencer a competição para emplacar a música na avenida. 
O mote é “Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar uma sabiá”, alusão a versos da música “Sabiá”, de Chico Buarque e Tom Jobim, mas, também, a “Um Ser de Luz”, parceria de João Nogueira com o viúvo de Clara lançada por Alcione em 1983, um ano após a morte da intérprete. 
Encontro. Recém-chegada ao Rio, o encantamento de Clara com a Portela foi “espontâneo e apaixonado”, nas palavras de Monarco. Embora tenha registrado músicas de mangueirenses célebres como Cartola e Nelson Cavaquinho, a paixão pela escola de Candeia e outros bambas foi inevitável. “Clara chegou a sair no carro da escola, puxando samba, mas gostava mesmo era de brincar o Carnaval no chão”, garante ele, que conheceu Clara, primeiro, pelas ondas do rádio. 
“Eu a ouvi cantando ‘Você Passa Eu Acho Graça’ (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), fiquei impressionado com aquela voz e pensei: ela ainda vai para a Portela. E deu certo”, rememora o cantor. Ao todo, Clara gravou três canções de Monarco: “Jardim da Solidão”, “Vai, Amor” e “Rancho da Primavera”. “Ela foi a nossa maior cantora”, conclui o carioca. 

10 agosto 2018

Começa o 13º Festival Cultural Clara Nunes em Caetanópolis-MG , terra natal da mineira


Acompanhe as informações sobre o Festival no link abaixo:




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TV Brasil Show homenagem sábado dia 11





Homenagem a Clara Nunes

Uma das maiores intérpretes do país completaria 76 anos em 2018

Todas as Bossas

No AR em 11/08/2018 - 22:00


Este ano a música brasileira completa 35 anos sem Clara Nunes. Mas a morte prematura da cantora não impediu que sua voz permanecesse na memória afetiva do brasileiro. O canto da sábia ainda ecoa e segue inspirando diferentes gerações de artistas, como Branka. A cantora curitibana mostra, nesta homenagem do Todas as Bossas, a força dessa inspiração. 
Clara e Branka partilham a mesma história. Nascidas em Minas Gerais e Paraná, respectivamente, começaram a carreira cantando outros gêneros musicais. Somente após mergulharem nas rodas e escolas de samba cariocas, é que emergiram sambistas de corpo e alma. Branka e Clara são os dois lados de um reflexo separado pelo tempo e unido pelo samba.
No repertório, o público confere sucessos da artista, como "Você passa e eu acho graça" (Carlos Imperial/Ataulfo Alves), "Conto de areia" (Toninho Nascimento/Romildo), "Menino Deus" (Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro), "O mar serenou' (Candeia), entre outras.
No palco, Branka canta ao lado de Carlinhos 7 Cordas (violão 7 cordas), que também é diretor musical do espetáculo, Fernando Brandão (viola/cavaco), Papau, Dinho Rosa e Daniel Karin (percussões e vozes).
Repertório: 
1- É doce morrer no mar  (Dorival Caymmi/ Jorge Amado)
2- Lama (Mauro Duarte/ Paulo César Pinheiro)
3- Você passa e eu acho graça (Carlos Imperial/ Ataulfo Alves)
4- Nação (Paulo César Pinheiro/ João Bosco/ Aldir Blanc)
5- Tristeza e pé no chão (Armando Fernandes)
6- Menino Deus ( Paulo César Pinheiro/Mauro Duarte)
7- Clarice (Caetano Veloso/Capinan)
8- Quando vim de Minas (Xango da Mangueira)
9- Feira de Mangaio (Sivuca/ Glorinha Gadelha)
10- Mae África (Sivuca)
11- Menino Velho (Toninho Nascimento/ Romildo)
12- Ê Fusuê (Toninho Nascimento/ Romildo)
13- O mar serenou (Candeia)
14- Conto de areia (Toninho Nascimento/Romildo)
16- Portela na Avenida (Paulo César Pinheiro/ Mauro Duarte)

Portela divulga logotipo do enredo sobre Clara Nunes

Portela divulga logotipo do enredo sobre Clara Nunes

A Portela será a terceira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval com o enredo 'Na Madureira moderníssima, hei sempre de ouvir cantar uma Sabiá'

Rio - A diretoria da Portela divulgou, no sábado, durante a Feira Carnavália-Sambacon, o logotipo do enredo para o Carnaval 2019, quando a agremiação homenageará a cantora Clara Nunes.
Simultaneamente, a agremiação também lançou as camisas oficiais, que estarão à venda na Feijoada da Família Portelense de agosto, no próximo sábado. Na ocasião, a escola também vai celebrar o aniversário de Clara, que nasceu em 12 de agosto.
Jornal O Dia