Blog Clara Nunes

27 julho 2008

Fotos do Festival

Show da Velha Guarda da Portela
Programa de rádio em conjunto com a Rádio Inconfidência
de Belo Horizonte, onde Clara começou sua carreira,
contratada da famosa emissora de Minas.
Adelzon Alves, produtor que deu impulso na carreira de
Clara Nunes nos anos 70,na exposição do acervo da cantora.
Peça teatral: CLARA ESTRELA
Sao Joao del Rei/Minas Gerais/Brasil 21 INVERNO CULTURAL DA UFSJ
Fotos: Andre Fossati/Divulgacao do Inverno Cultural

18 julho 2008

Terceira peça teatral em homenagem à Clara Nunes

Clara Nunes é tema de musical em cartaz em São João del Rey . O musical foi escrito especialmente para a cantora pelo diretor Adyr Assumpção.
O instrumentista Maurício Tizumba e a cantora Rita Medeiros
estrelam a peça"Clara Estrela"
Ícone do samba, a cantora mineira Clara Nunes ganha homenagem especial no Inverno Cultural, festival realizado em São João del-Rei até dia 26. Exposição, shows e palestras lembram a importância da intérprete dos clássicos Contos de areia e Canto das três raças. A obra de Clara Nunes não se limita à gravação de belas canções, à voz afinada ou ao carisma no palco. A artista de Paraopeba soube expressar como ninguém a força das raízes afro-brasileiras. O diretor e ator Adyr Assumpção escreveu o espetáculo especialmente para o festival. Clara estrela, em cartaz até domingo, no Teatro Municipal de São João del-Rei, é biografia musical que aborda o rico universo estético de compositores lançados e gravados pela mineira. Além disso, a montagem resgata gênero tradicional na história são-joanense: o teatro musical.Tudo começa com a louvação à morte da artista. O espectador fica conhecendo a trajetória dela, suas canções e a luta para se firmar no show business. Menina pobre do interior de Minas, Clara foi tecelã, cantora de rádio, participou de programas de auditório, foi artista da noite e musa da MPB. A folia-de- reis, que tanto a emocionava, encerra a montagem. “Não há limite entre o erudito e o popular. Quem for assistir à peça terá uma visão musical amplificada”, explica Adyr Assumpção.
Rita Medeiros e Maurício Tizumba têm a missão de relembrar Clara no palco. Cantora profissional há 18 anos, Rita chama a atenção para a riqueza do repertório da homenageada. Mestre dos tambores mineiros, Tizumba conhece como ninguém a cultura afrobrasileira que tanto encantou a intérprete de Morena de Angola – canção de Chico Buarque que ganhou cores especiais na voz de Clara Nunes. O espetáculo, no entanto, não se limita ao samba. MPB e canto lírico fazem parte do programa.
Um dos objetivos do Inverno Cultural é incentivar as atividades de extensão acadêmica. Alunos de música da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) participaram de seleção e 14 integram o elenco de Clara estrela. A direção musical é da professora Thaís dos Guimarães."Clara Estrela" Espetáculo de Adyr Assumpção (concepção e direção) e Rita Gusmão (assistente de direção). Com Thaís dos Guimarães (direção musical), Doriedson Santana (arranjador e maestro), Maurício Tizumba (ator e cantor), Rita Medeiros (cantora), Grupo Mucambo e alunos do curso de música da UFSJAté domingo, às 20h, no Teatro Municipal de São João del-Rei. Fonte:Jornal Estado de Minas- EM Cultura

16 julho 2008

Exposição do acervo Clara Nunes

Exposição revela a clara mestiça
Douglas Resende(Jornal O Tempo)
São João del Rey: "Tem areia no fundo do mar tem areia/tem areia ô, tem areia..." Os versos da música "Misticismo da África ao Brasil", dos compositores Mário Pereira, Vilmar Costa e João Galvão, são usados pela curadora Liliane Dardot para justificar o uso da areia no chão de um dos três espaços da exposição "Brasil Mestiço de clara nunes", montada no Centro Cultural da Universidade Federal de São João del Rei (UFJS), no Solar da Baronesa, dentro da programação do Inverno Cultural são-joanense.A areia é palavra recorrente em outras tantas canções de Clara Nunes. Mas em "Misticismo da África ao Brasil" ela sugere que Brasil e África não estão tão separados como parece, mas ligados por um chão contínuo. Essa é a parte mais sensorial da exposição, quando o visitante tem de tirar os sapatos e, pisando na areia, percorrer a sala sob vestidos brancos de Clara, suspensos e coloridos por luzes que se alternam. "A Clara se vestia de acordo com a cor que remete ao orixá do dia", justifica Liliane Dardot o uso da iluminação.

Peça teatral: Clara Estrela

Musical. Cena da peça teatral:
Clara Estrela, estréia do fim de semana no Inverno Cultural de São João del Rei
Foto: André Fossati/Jornal O Tempo
Continuam as atividades em São João Del Rei: no próximo domingo será transmitido um programa especial na Rádio São João com figuras fundamentais para a projeção da cantora mineira, como o compositor Jadir Ambrósio, considerado "o descobridor de Clara", e o radialista Adelson Alves; o espetáculo "Clara Estrela", com direção de Adyr Assumpção, está sendo preparado e narra "uma biografia da música brasileira cantada por Clara em suas diferentes formas do cancioneiro brasileiro, de Vinicius de Moraes a Candeias", nas palavras de Adyr.

Homenagem na tv

Homenagem a Clara Nunes
na TV MINAS - TV E
O programa de tv Brasil das Gerais , da TV Minas (TVE) desta quinta-feira (17/07/2008 - 20 hs ) homenageia a mineira Clara Nunes. Dona de uma voz única e preocupada em entender e divulgar a música popular, a cantora conquistou o sucesso em todo o país e reconhecimento no exterior. Apresentou-se em países da África, Europa e Ásia sempre ovacionada.O programa conta com a participação da irmã da cantora, Dona Mariquita, responsável por sua criação após perderem os pais bem cedo, e outros personagens que conviveram ou estudaram a vida e obra de Clara Nunes.

15 julho 2008

Começa o Festival de Inverno

Já está agitando em Minas o Festival de Inverno de São João Del Rei,onde Clara Nunes é homenageada pela faculdade federal de São João Del Rei .
Duas artistas. A artista e curadora Liliane Dardot ao
lado de foto da cantora Clara Nunes que integra exposição.(Foto:UFSJ)
Inaugurada no Inverno Cultural de São João del Rei a exposição "O Brasil Mestiço de Clara Nunes". Sob curadoria da artista plástica Liliane Dardot, a mostra reúne objetos pessoais da cantora, trazidos do Instituto Clara Nunes, fundado em Caetanópolis por dona Mariquita, irmã de Clara. A exposição fica até 13 de agosto no Solar da Baronesa de Itaverava.
Foto:UFSJ
O momento mais emocionante da noite, na abertura do Festival (12/07/2008), sem dúvida, foi quando o grupo Demonios da Garoa apresentou ao público a canção "Clara", composta por Canhotinho do Cavaquinho logo depois da morte de Clara Nunes. "Há muitos anos não tocávamos essa canção, mas não podíamos deixá-la de fora num evento que homenageia a nossa grande amiga", disse Simbad, em nome do grupo, visivelmente alegre por participar do 21° Inverno Cultural da UFSJ.

11 julho 2008

3º Festival Clara Nunes

3º Festival Cultural Clara Nunes em Caetanópolis-MG,
terra natal de Clara Nunes. De 07 a 16 de agosto de 2008.
Clique na imagem e veja a programação.
Blog Clara Voz de Ouro,

águia

Clara Nunes, ícone portelense, a cantora que dá nome à rua
onde está instalada a sede da Portela*

29 junho 2008

Jornal O Tempo

A sambista mineira Clara Nunes durante o Carnaval de 1982
Clara Nunes como inspiração
Douglas Resende
A 21ª edição do Inverno Cultural de São João del Rei foi anunciada esta semana. O festival, que vai acontecer entre os dias 12 e 26 de julho, vai ter a cantora Clara Nunes como tema que conduz a sua extensa programação de shows, espetáculos e oficinas.Não é por acaso, portanto, que a programação musical esteja quase toda voltada para o samba - Demônios da Garoa, Maria Rita e a antiga família de Clara, a Velha Guarda da Portela."Desde 2005, os temas do Inverno Cultural têm surgido a partir de projetos desenvolvidos pela Universidade Federal de São João del Rei (organizadora do festival)", explica o professor Helvécio Luiz Reis, reitor da UFSJ, em entrevista coletiva realizada esta semana no Palácio das Artes. Depois de homenagens a Otto Lara Resende e aos 50 anos de "Grande Sertão: Veredas", o Inverno Cultural celebra este ano a cantora, a partir de uma pesquisa que está sendo coordenada na UFSJ pela professora de história Silvia Brügger. "Além disso, Clara representa o Brasil mestiço. O que significa muito num momento em que estamos discutindo a adoção de políticas de cotas raciais", comenta o reitor.
AgendaO que: 21º Inverno Cultural de São João del Rei.Quando: De 12 a 26 de julho.
Onde: Em São João del Rei e mais oito cidades da região.
Programação completa e informações no site http://www.invernocultural.ufsj.edu.br/.
Fonte: Jornal O Tempo-MG

22 junho 2008

Grupo Nosso Samba e Clara

Foto do ensaio do show "Clara Mestiça" no teatro Clara Nunes-Rio,
com o Conjunto Nosso Samba.
Conjunto Nosso Samba- Grupo que acompanhou Clara
desde os anos 70.

16 junho 2008

Fotos para disco

Lindas fotos de Clara para capa de disco.
Três fotos de Yolanda Huzak: Clara em ensaio para seu LP,
Clara Mestiça, Rio de Janeiro, Brasil, 1982.

Blog Clara Voz de Ouro

13 junho 2008

Grupo Copo Lagoinha

O grupo mineiro Copo Lagoinha prepara seu primeiro cd a ser lançado breve. No repertório do grupo músicas tradicionais do samba e choro, compositores de sucesso como Ary Barroso, Geraldo Pereira, Moreira da Silva, Candeia, Paulinho da Viola, Cartola, entre outros compositores da velha-guarda e músicas do samba atual.O Copo Lagoinha é formado por Mauro Ramos (vocal), Agostinho Paolucci (violão), Dudu Braga (cavaco), Marcos Flávio (trombone), Rogério Sam (percussão), Alexandre (percussão) e Aleixo (surdo).
Ouça no site oficial www.copolagoinha.com a gravação de "Conto de Areia" de Romildo e Toninho, um dos maiores sucessos de Clara Nunes. Bela homenagem de Minas!

Onde assistir o show:
A Utópica Marcenaria
Av. Raja Gabáglia, 4700, Santa Lúcia
Belo Horizonte-MG
tel.: 3296.2868.
Toda quinta-feira

11 junho 2008

Blog memória!

Visite também o blog da gaúcha Ana Vieira (Aninha), que faz um registro minucioso de fotos, vídeos, reportagens, revistas com matérias sobre a carreira de Clara Nunes. Nós do Blog Clara Voz de Ouro parabenizamos o belo trabalho memória que Ana Vieira tem feito.Clique na imagem ou no link abaixo da foto.

06 junho 2008

Ouça no site homenagem!

Visite também o site homenagem aos 25 anos sem Clara Nunes, e ouça a bela gravação da mineira Paula Santoro em :"Um Ser de Luz" (João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro).

Paula, cantora sensível e emocionada, presta homenagem à Clara em seu disco "Sabiá" de 2003. Valeu Paula Santoro!

05 junho 2008

Vem aí o Festival de Inverno São João Del Rey

Identidade Visual do 21º Inverno Cultural
Universidade Federal São João Del Rey
De 12 a 26 de julho 2008
A vigésima primeira edição do Inverno Cultural elege Clara Nunes como personagem singular para prestar um tributo ao Brasil mestiço. A mineira Clara Nunes marcou a história da música brasileira pela construção de uma carreira ligada à diversidade mestiça e pela força de sua interpretação. A intérprete entoou diferentes ritmos da tradição musical brasileira: sambas, frevos, xotes, valsa, jongos, afoxés, pontos de umbanda e de congado, entre outros gêneros. No entanto, a homenagem do Inverno Cultural em 2008 pretende mostrar Clara Nunes além da fronteira da música, que todos conhecem bem. Acima disso, a cantora pode ser vista como símbolo de um país miscigenado, uma figura capaz de unir religiões, raças, ritmos e experiências culturais diversas, na composição plural do painel cultural brasileiro.
A identidade visual do 21º Inverno Cultural da UFSJ tem como objetivo valorizar Clara Nunes como a pessoa que foi e usar sua imagem para exemplificar a miscigenação que ela representa. Acima da música, a imagem de Clara sempre foi associada à leveza, à simplicidade, à pureza e à autenticidade.
Fisicamente, sua beleza era percebida no sorriso largo que carregava no rosto e nos cabelos volumosos emoldurados por belos adereços.
Para compor a identidade visual do 21º Inverno Cultural foi explorado todo o simbolismo dos diversos elementos presentes no universo cultural brasileiro, que se tornaram marcas visuais constantes na figura de Clara Nunes: flores, colares, conchas, a simbologia dos orixás do candomblé e da umbanda, rendas e outros tecidos de algodão de cor branca. Além do branco, o azul e o amarelo também marcam a identidade visual, buscando referência nos figurinos de Clara. Esse simbolismo ilustrou dois perfis da artista, que se opõem com algumas diferenças visuais, compondo um reflexo da pluralidade e da mestiçagem que Clara Nunes representa e a imagem da artista que a consagrou na memória popular.
Olívia Lombardi e Priscila Gaio.
Due Comunicação

Fonte: http://www.invernocultural.ufsj.edu.br/

28 maio 2008

3º Festival confirmado

lll Festival Clara Nunes -Caetanópolis- MG
A Secretaria Municipal de Cultura de Caetanópolis-MG, terra natal de Clara Nunes, fará realizar o lll FESTIVAL CULTURAL CLARA NUNES, no período de 09 a 17 de agosto de 2008.

O Festival Cultural Clara Nunes tem por objetivo apresentar para a nova geração de Caetanópolis e cidades circunvizinhas o mito Clara Nunes, sua vida, sua arte e sua importância no cenário musical brasileiro, trabalhando a cultura da terra,dando a oportunidade aos jovens de mostrarem seus talentos na música, teatro, dança e artes plásticas. E claro, o tema principal é sempre Clara Nunes!
A Prefeitura Municipal confirma a realização do terceiro ano e breve disponibilizará a programação completa. A cidade fica em festa durante a semana e recebe turistas de todo o Brasil. É uma boa oportunidade para conhecer de perto a cidade natal e os costumes típicos do povo e da mineira Clara Nunes. Acompanhe aqui no blog o roteiro 2008.
Homenagem
Em sua homenagem, seu nome também foi dado a:
Teatro Clara Nunes – Diadema/SP
Teatro Clara Nunes – Rio de Janeiro/RJ
Teatro Clara Nunes – Belo Horizonte/MG
Creche Clara Nunes – Caetanópolis/MG
Creche Clara Nunes-Guarulhos-SP
Festival Cultural Clara Nunes – Caetanópolis/MG
Centro Cultural Clara Nunes – Caetanópolis/MG
Vila Olímpica Clara Nunes – Rio de Janeiro/RJ
Associação Clara Nunes – Porto Alegre/RS
Instituto Clara Nunes – Caetanópolis/MG
O prefeito de Caetanópolis Romário Vicente, idealizador do Festival e a Secretária de Cultura Municipal Adriana Ribeiro, prontos para divulgação do Festival.
(foto:Brasil Festeiro Produções)

Blog Clara Voz de Ouro,

20 maio 2008

Memória- Jornal do Brasil

Jornal do Brasil - 03 de abril de 1983
Clara Nunes passou 28 dias em estado de coma profundo depois de submeter-se a uma operação de varizes. No seu último show no Portelão, em Madureira, com a velha guarda da escola do seu coração, ela prometeu voltar no 1º domingo de abril. Voltou com um dia de antecedência, para ser velada por cerca de 50 mil pessoas, num Sábado de Aleluia nublado, na quadra se apresentou. Os fãs enfrentaram sol, chuva, brigas e empurrões, e por duas vezes o caixão balançou, quase caiu. Os fãs cantavam a Valsa do Adeus quando o caixão foi fechado. O surdo da Bateria da Portela marcou a saída de Clara Nunes pela última vez da quadra da escola. O prefeito em exercício, Jamil Haddad, decretou luto oficial por três dias.Clara Nunes nasceu na cidadezinha mineira de Paraopeba, em 1943. Mudou-se aos 14 anos, já orfã de pai, o violeiro Mané Serrador - cantador de folias-de-rei, para Belo Horizonte, e foi cantar no coral de uma igreja.
Em 1960 Clara saia do anonimato quando conquistou o terceiro lugar na finalíssima nacional do concurso A Voz do Ouro ABC, cantando a Serenata do Adeus de Vinícius de Moraes. O salto para a projeção nacional foi em 1965, já no Rio de Janeiro, quando iniciou a longa parceria de 17 anos com a gravadora Odeon.Foi uma grande profissional do disco e uma estrela de primeira grandeza do palco. Em 1972, no Teatro Glauce Rocha, dividiu espetáculos com Vinícius e Toquinho, e com Paulo Gracindo. Como testemunho de sua coragem e de sua dedicação à vida artística, em 1977, Clara Nunes inaugurou seu teatro no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro com o espetáculo Canto das 3 Raças. Em 1981 levou milhares de pessoas ao Teatro Clara Nunes, para vê-la no show Clara Mestiça.
Uma desbravadora iluminada
Foi a primeira voz feminina a romper a barreira dos 100 mil discos, uma regra imutável dos corredores das gravadoras que dizia que mulher não vendia discos. Lançou para o sucesso de massa nomes idolatrados do mundo do samba. Gravou Candeia, Nelson Cavaquinho, Monarca, Dona Ivone Lara, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, João Nogueira entre muitos outros da nata dos autores do gênero. Também passeou por outras veredas da música popular brasileira, sempre com resultados brilhantes. Clara deixa um rastro de luz pelo caminho artístico que soube cavar com energia, coragem e fé.

19 maio 2008

DVD Clara Nunes! Revista Isto É

Transcrevemos aqui a matéria da Revista Isto É, desta semana que traz informações sobre o lançamento do primeiro DVD Clara Nunes.
A guerreira Clara Nunes
DVD conta a trajetória de uma das melhores cantoras do País, que exaltou o samba e deu ao ritmo do candomblé o status de música popular
FRANCISCO ALVES FILHO
As cantoras brasileiras tinham duas alternativas para fazer sucesso no início dos anos 70: ou recheavam o repertório de canções românticas ou seguiam os modismos internacionais. A situação mudou quando Clara Nunes, uma das maiores intérpretes que o País já ouviu, lançou um disco com sambas e outros ritmos genuinamente brasileiros - destacando-se sobretudo a música Ê baiana. Surgia ali um fenômeno musical, uma cantora de voz límpida e emocionada que caiu imediatamente no gosto popular conquistando ao mesmo tempo o reconhecimento da crítica. Detalhe: de baiana, Clara não tinha nada, era mineira de Paraopeba (arredores de Belo Horizonte). Ela cantou como ninguém as divindades do candomblé, até que a morte prematura ocorrida em abril de 1983, aos 39 anos, devido a um choque anafilático numa cirurgia de varizes, interrompeu a sua brilhante trajetória. Vinte e cinco anos depois, a cantora será lembrada em um DVD que a EMI coloca nas lojas no início do mês que vem com clipes que ela gravou para a Rede Globo, principalmente no programa Fantástico. "A procura por imagens de Clara é muito grande, sentimos isso desde o lançamento de uma caixa de CDs há sete anos", diz Luiz Garcia, gerente de marketing da gravadora. O DVD vai reunir 21 musicais com os maiores sucessos e uma entrevista.

Um dos segredos do sucesso de Clara era o seu carisma. "Ela tinha a dramaticidade vocal e a energia cênica que o samba exige", diz Vagner Fernandes, autor da biografia Clara Nunes - guerreira da utopia. Também foi a primeira artista a assumir publicamente a ligação com a religião afro-brasileira: usava quase sempre vestidos brancos rendados, flores nos cabelos e, em muitos clipes, aparece entre velas, atabaques e danças rituais. Jogo de cena? Não. Ela de fato se batizou no candomblé (filha de Iansã e Ogum) e, extremamente mística, não concebia a vida sem a espiritualidade. "Tenho a grande missão de cantar, ninguém vem ao mundo de férias", dizia ela. Segundo o autor de sua biografia, Clara foi a cantora que mais clipes gravou para o Fantástico (quase três dezenas) e, neles, em quase todas as músicas é usado o recurso do play-back. Apesar dessa limitação e da precariedade técnica de então, o conjunto de imagens (entre 1975 e 1982) é precioso não só porque retrata uma época, mas, também, como prova do brilho pessoal de Clara Nunes. Esse brilho ficou patente em seu último sucesso, Morena de Angola, composto por Chico Buarque especialmente para ela.
Blog Clara Voz de Ouro

02 maio 2008

Vinícius de Moraes-letra e música

O Poetinha
Muita gente conhece as famosas poesias/músicas do Vinícius, mas há algumas menos famosas tão lindas quanto.Clara gravou em especial duas: "Serenata do Adeus e Ai quem me dera"!
"O poeta é danado,tem sempre um trunfo na manga.Quando menos se espera ele puxa o coringa e bate.Para quem não sabe,Vinícius quando faz sozinho letra e música,sai da frente...Foi "Serenata do Adeus","Eurídice", "Medo de amar".O Vinas é bom de melodia pácaras.Falou em valsa então,é com ele mesmo.Senão,ouçam essa nova dele. (Paulo César Pinheiro)
Texto no encarte do lp "Canto das tres raças"
Ai, Quem Me Dera
Composição:
Vinicius de Moraes
Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai, quem me dera ver morrrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai, quem me dera uma manhã feliz
Ai, quem me dera uma estação de amor
Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem casais
Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim

29 abril 2008

Clara Nunes ganha mais homenagens da Emi Music, sua gravadora oficial e que detêm toda sua obra em acervo.
Os 25 anos de sua morte (2 de abril de 1983) reforçam ainda mais a relevância do material que a EMI finaliza para enviar às lojas no final de maio. Trata-se da primeira compilação em DVD de Clara Nunes e reúne clipes feitos para a TV Globo, mais exatamente para o Fantástico, dos anos 70 até pouco antes de sua morte, no início dos 80, que seguem emblemáticos até hoje.

Ícone da geração de novos sambistas que nunca chegaram a vê-la em ação, Clara gravou para o programa dominical da Globo clipes ambientados em cachoeiras, florestas, em Foz do Iguaçu, na Bahia com os Filhos de Gandhi e também em estúdio, com convidados. Serão 21 clipes de sucessos como “Contos de areia”, “Guerreira”, “Nação”, “Como é grande e bonita a natureza” e “Morena de Angola”, que ressurgem em um DVD que já é ítem de colecionador. No segundo semestre a EMI Music fará uma nova edição da Caixa com a obra completa de Clara Nunes. Na reedição, os 16 álbuns de carreira de Clara foram concentrados em 8 CDs, além de um CD bônus com extras de gravação.

08 abril 2008

Documentário

O documentário " A tal mineira", classificado pelo Programa Petrobrás Cultural, está em fase de produção e as gravações já começaram. Em breve será veiculado na televisão e cinemas do Brasil.Quem pôde comparecer ao bar Beltiquim, no Butantã ,São Paulo pode verificar e participar da roda de samba em homenagem à Clara.
Sinopse:
Clara Nunes encantou-se!!!! “A Tal Guerreira” trata das atuais manifestações do mito de Clara Nunes, através de incorporações da cantora em diferentes contextos. Em um primeiro momento, o vídeo vai explorar as imagens e falas de praticantes do candomblé que acreditam que Clara Nunes ao falecer “encantou-se”, virando uma entidade sagrada ligada aos orixás Yansã e Ogum.
Já em um segundo momento, menos sagrado mas igualmente forte, Clara Nunes estará na voz de cantoras de samba, nos pés de freqüentadores de uma festa brasileira e principalmente no corpo de uma Drag Queen que semanalmente se transforma na cantora. Incorporações sagradas e profanas. Religião, musicalidade e desejo. A construção de um mito e o modo como este mito se transforma e se atualiza no tempo. Um antivideoclipe no qual a cantora jamais aparece.*
Diretor: Marcelo Batista Caetano
Categoria: Documentário

Curiosidade

Clara Nunes lança no Rio o último LP
Por Gilson Rebello
No dia 25 de setembro de 1982, um sábado, o jornal O Estado de S.Paulo publicou uma reportagem que fiz, dois dias antes, com a cantora Clara Nunes.A matéria abordava a entrevista coletiva que a artista deu para o lançamento de seu novo LP, Nação.
No disco, Clara cantava “minha sede é dos risos / a minha cor é o arco-iris”, entoava “num copo de água clara / eu vi mesmos olhos dentro” e soltava a voz para dizer “fazendo um ninho em nosso peito / um ninho de amor, de amor-perfeito”.
– Levei cerca de quatro meses entre a escolha do repertório até entrar no estúdio e, depois acompanhei de perto o trabalho de mixagem, pois sempre gostei de estar presente em todo o processo de produção de um disco meu – disse ela.
Casada na época com o compositor Paulo César Pinheiro, que presente na entrevista, era chamado por ela carinhosamente de Poeta, a cantora lembrou que em seu novo disco, o 15º de sua carreira, procurou retratar as raízes brasileiras, em um clima de muita emoção.Clara disse, ainda, que gostava das coisas simples da vida, de curtir sua casa, seus bichinhos de estimação e suas plantas.
-Antes de tudo sou uma dona de casa, que vai ao supermercado, que pechincha porque a vida está muito cara. Sorridente, ela, que iria morrer no 2 de abril do ano seguinte, depois de 28 dias de agonia, após um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de variz, completou:
– Vivo para a música como uma cantora do povo, não teoricamente, mas vinda dele mesmo: fui operária de fábrica e isso não é força de expressão. Não brinco de ser cantora.

02 abril 2008

Clara

Há 25 anos, morria no Rio de Janeiro, em 2 de abril de 1983 a cantora Clara Nunes, que nasceu no dia 12 de agosto de 1943.

Clara Nunes- 25 anos! Que falta voce faz!

O Blog Clara Voz de Ouro inaugura o BLOG 25 ANOS!
Lá, voce vai ver o que se fez por Clara Nunes nesses anos
após seu falecimento: homenagens,discos,shows,etc...
Visite clicando na imagem ou pelo link:
Farol no Tempo
(Texto homenagem, colaboração: Monica Hage-SP)
Luminosidade. Por mais que nos esforcemos, não há como dissociar Clara de luz, de algo cristalino, de uma energia ímpar, a acender os árduos caminhos de quem se propõe a entender um pouco – ou muito – do que significa trilhar uma carreira de sucesso.Muito mais do que alcançar o reconhecimento público, muito além da recompensa financeira, muito longe do desejo de se autopromover, Clara conseguiu marcar seu nome na MPB, no tempo, no espaço, a medida que se transformou em mito pelo inconsciente coletivo.
Como um farol, que ilumina além, adiante, independente de quem lhe seguirá o caminho. Uma luz permanente, necessária, que não se apaga porque é plena, porque é conquista, porque é recompensa.A carreira de Clara foi – e é – um marco no caminho de todos que se enveredam pelas trilhas da música popular. Não há quem não a admire, seja pela sua presença marcante de palco, seja por sua simpatia, por seu eterno magnetismo diante das câmeras, pela sua voz.
Olhar de frente, de quem enfrenta e acolhe ao mesmo tempo, de quem sabe onde quer chegar.E Clara não só chegou como foi além. Marcou. Fez história. Ficou na história. Por muito que fez, por muito que se entregou, pela sinceridade marcante, pela responsabilidade perante o seu público, pelo carisma eterno.Clara marcou um caminho. Com sua voz, com seu cantar, com seus discos. Mais que um nome, mais que uma lembrança, Clara é um farol, um sinaleiro perpétuo de competência, amor pelo que se faz, exemplo a ser seguido, na vida e na arte. Porque usou a arte para mostrar sua vida. Porque usou a artista para mostrar quem era a pessoa Clara. Usou seu canto e sua carreira para se transformar num marco na história do samba. Na história da MPB.E nestes dias de lembranças marcantes, mais do que saudade entreguemos a ela nossa admiração.
Pela pessoa que foi, pela artista que se reinventou inúmeras vezes, pela figura cativante que a todos encantou. E encanta. Porque, para quem tem Clara no coração, não há como dizer “parece que foi ontem”. Não, parece que nunca houve um tempo de separação. Pois sempre está ela, a alumiar os caminhos da MPB. Como um farol. Um Farol no Tempo. Que nunca se apagará.
Mônica Hage

30 março 2008

Matéria do Jornal do Brasil

Clara Nunes vira megateatro

Paulo César Pinheiro vende o lugar, que vai abrigar mais de mil pessoas e espetáculos maiores

Ricardo Schott

Ao se completarem 25 anos da morte da sambista Clara Nunes, o teatro que leva seu nome, instalado no terceiro piso do Shopping da Gávea, foi vendido. Vai passar por uma reforma, que inclui mais poltronas (todas modernizadas e mais confortáveis que o habitual para teatros) e um café. O conceito aproxima o lugar de casas de espetáculo maiores. A repaginação faz parte de um projeto cultural do shopping, no qual consta também a inauguração, há poucos meses, das cinco salas do Estação Vivo Gávea, e que também prevê a criação de um salão para eventos culturais no terceiro piso, em 6 de maio.
– Originalmente, o Clara Nunes tinha apenas 450 lugares. Com a reforma, vai ganhar 700 assentos, e isso sem que tenhamos que reformar o palco, que vai continuar como está. Justamente por isso o teatro não vai precisar parar durante a reforma, que será feita apenas durante o dia, o mais brevemente possível – diz um dos novos sócios do lugar, José Ernani Campelo, síndico do shopping e também proprietário do Teatro dos Quatro.
A intenção de Paulo César Pinheiro e Danilo de vender o Clara Nunes vinha sendo ventilada desde os anos 90. Marilda Weber Rocha, viúva de Danilo, vinha administrando a casa e conta que não havia mais interesse dos sócios em gerir o teatro. – Achávamos que já estava na hora de passar o teatro adiante. Só sabemos que o lugar terá de continuar como teatro, não poderá ser usado para nenhuma outra atividade – explica Marilda.
Procurado pelo Caderno B, o compositor e proprietário Paulo César Pinheiro se negou a comentar a negociação. – Não quero falar sobre esse assunto – resumiu.
Campelo diz que o novo Clara Nunes vai abrigar grandes peças que normalmente não viriam ao Rio, por não poderem ser exibidas em teatros pequenos. Cita como exemplo Os produtores, dirigida e estrelada por Miguel Falabella, que inicia temporada no Vivo Rio esta semana.
– O musical não foi feito ser exibida num teatro e sim numa casa de shows. E isso tem acontecido com outros lugares, como o Citibank Hall e o Canecão. Não vejo sentido planejar peças em casas como essas. De modo geral, os teatros não têm sido bem cuidados.
É possível que saia daí mais uma parceria com alguma operadora de celular para financiamento dos custos do teatro. – Não temos nada combinado para agregar uma marca ao nome do teatro, mas estamos abertos para conversar com todas elas. Teatro vive de patrocínio – diz Campelo, acrescentando que o nome será mantido. – O nome é muito bom e já virou uma marca.
A diretora Anja Bittencourt, que encenou a peça Tô na mídia em dezembro de 2007 no teatro, diz que encontrou a casa com uma estrutura boa, mas ressalta algumas falhas.
– Lembro-me de alguns atores reclamando de uma goteira no palco. A peça era encenada logo antes de Não sou feliz mas tenho marido (com Zezé Polessa, ainda em cartaz no teatro) e todos tinham o trabalho de enxugar o palco antes que começasse a outra peça – conta.
Morta em 2 de abril de 1983, a cantora Clara Nunes fazia tanto sucesso nos anos 70 (com direito a discos de ouro e a músicas em trilhas de novelas) que conseguiu ter seu próprio teatro, inaugurado em 11 de maio de 1977 com o show O canto das três raças, produzido por Paulo César Pinheiro, então seu marido. Antes que desse nome ao estabelecimento, o lugar era pretendido por Walter Clark, Chico Anysio e Benil Santos, que pensavam ter um teatro em sociedade. Pinheiro saiu na frente e fechou o contrato com o advogado Danilo Rocha e, posteriormente, com Clara Nunes, que cedeu seu nome.
[ 30/03/2008 ]

26 março 2008

Teatro Clara Nunes

Fusão teatral Clara tem que ficar
Surge na internet e no meio artístico um movimento em torno do Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea. O lugar foi vendido ao mesmo dono do vizinho Teatro dos Quatro e comenta-se que haverá uma imensa obra de fusão. O temor é que a nova casa ganhe o nome de uma empresa, como acontece com casas de shows Brasil afora, e a homenagem à nossa grande sambista seja deixada de lado. A conferir.
Coluna Ancelmo Gois, O Globo.
"Clara Nunes foi a primeira cantora que conseguiu ter seu teatro, graças ao próprio sucesso. Ele foi inaugurado em maio de 1977, no Shopping da Gávea, no Rio, com o espetáculo Canto das 3 Raças. Este foi o primeiro show que ela fez sozinha, era dirigido por Arlindo Rodrigues, com texto e produção do poeta e compositor Paulo Cesar Pinheiro, seu marido desde 1975".

15 março 2008

Bela Cigana

Bela Cigana
Participação: João Nogueira
(Ivor Lancellotti e João Nogueira)
Anda retira de cima esse manto de medo
Abre essa mão que eu vou revelar um segredo
Vou, meu irmão, lhe ensinar beber agua na fonte
Poder caminhar os caminhos do monte
Aonde amanha novo sol vai nascer
É, nessa vida ninguem foge porque tem medo
É justamente o contraio, medrou quem fugiu
Vai meu irmão rasga as folhas do teu samba-enredo
Desvia teus barcos dos velhos rochedos
Mais tarde ou mais cedo meu darás razao
E foi assim que me disse a bela cigana
De brincos de ouro, de porte de dama
De vida e de morte no fundo do olhar
Leu minha mao e rezou e levou meu dinheiro
Mas a tal cigana nao sabe, talvez
Tirou meu veleiro do fundo do mar