Blog Clara Nunes

15 março 2007

No mês da mulher...!

Foto cortesia: Araceli
São Paulo
Declaração :
"- Desde os 13 anos sou independente financeiramente. De pai, mãe, irmão.
Batalho pelas minhas coisas. Não tenho medo de nada. Sou filha de Amélia,neta de Emília, duas mulheres de verdade. Eu sou mulher. Eu sou tudo muito.
Adoro me ver com roupas bonitas, me cobrir de ouros. Isso é coisa de mulher.
Mulher tem que ser assim. Sou feminista apenas pela emancipação da mulher. Mas pelo amor de Deus, a feminilidade vamos manter. A gente tem que caminhar junto com o homem. Ser companheira. Ser igual. Enquanto depender financeiramente do homem, enquanto pedir dinheiro para alguma coisa
não vai conseguir nada."
Contatos:

01 março 2007

Uma obra prima!

"Minha Missão" Paulo César Pinheiro-João Nogueira
"Minha Missão" é sem dúvida um dos mais bonitos sambas da música brasileira.
A canção,série da trilogia: (Súplica,Minha Missão,Poder da Criação) dos compositores Paulo César Pinheiro e João Nogueira foi gravada por Clara no lp "Clara" de 1981,o penúltimo da sua carreira.
Homenageamos Paulo César Pinheiro, compositor que possui mais de 800 músicas gravadas com diversos parceiros. Dentre as parcerias destacam-se Pixinguinha, Baden Powell, Tom Jobim, Edu Lobo, Dori Caymmi, Sivuca, Radamés Gnatalli, Eduardo Gudin, João Nogueira, Mauro Duarte, Maurício Tapajós, Guinga, Raphael Rabello, Fátima Guedes, Sueli Costa, Joyce e, mais recentemente, Moacyr Luz e Lenine. Suas canções foram consagradas por divas como Elizeth Cardoso, Elis Regina e Clara Nunes, com quem foi casado.
Na discografia de Clara Nunes encontra-se 30 músicas do poeta Paulo César com diversos amigos e parceiros.
Abaixo a relação cronológica das músicas gravadas:
1- Menino Deus (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
2- Punhal (Guinga - Paulo César Pinheiro)
3- Valsa de realejo (Guinga - Paulo César Pinheiro)
4- Bafo de boca (Paulo César Pinheiro - João Nogueira)
5- Canto das três raças (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
6- Retrato falado (Eduardo Gudin - Paulo César Pinheiro)
7-As forças da natureza (Paulo César Pinheiro - João Nogueira)
8- Perdão (Paulo César Pinheiro - Maurício Tapajós - Mauro Duarte)
9- Homenagem à Velha Guarda (Paulo César Pinheiro - Sivuca)
10- Sagarana (Paulo César Pinheiro - João de Aquino)
11- À flor da pele (Clara Nunes - Paulo César Pinheiro - Maurício Tapajós)
12- Guerreira (Paulo César Pinheiro - João Nogueira)
13- Jogo de Angola (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
14- Ninguém (Paulo César Pinheiro)
15- Banho de manjericão (Paulo César Pinheiro - João Nogueira)
16- Rolou (Paulo César Pinheiro)
17-Contentamento (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
18-Sem companhia (Ivor Lancellotti - Paulo César Pinheiro)
19-Brasil mestiço, santuário da fé (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
20-Estrela guia (Paulo César Pinheiro - Sivuca)
21-Meu castigo (Paulo César Pinheiro)
22-Artifício (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
23- Portela na avenida (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
24-Minha missão (Paulo César Pinheiro - João Nogueira)
25-Vontade de chorar (Ivor Lancellotti - Paulo César Pinheiro)
26- Coroa de areia (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
27-Serrinha (Paulo César Pinheiro - Mauro Duarte)
28- Cinto cruzado (Guinga - Paulo César Pinheiro)
29-Mãe África (Paulo César Pinheiro - Sivuca)
30-Amor perfeito (Ivor Lancellotti - Paulo César Pinheiro)
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10 fevereiro 2007

Portela

Clara Nunes em 3 momentos na Portela. Sua escola preferida!

Clara "puxando" enredo da Portela.

Encarte do lp "Canto das 3 raças" Blog Clara Voz de Ouro

02 fevereiro 2007

Fevereiro- É Carnaval...

Música do Mês: O último Bloco! Vovó Maria Joana e Clara Nunes. Foto encarte do lp: Brasil Mestiço 1980 Morro da Serrinha-RJ "O Último Bloco" Composição: Candeia Candeia- Um dos compositores preferidos de Clara. Grande nome da Ala de Compositores da Escola de Samba Portela, uma das mais importantes de todo o país, Candeia não apenas compunha, pois era também um ardoroso militante da cultura negra, seja lutando capoeira ou freqüentando terreiros de Umbanda ou candomblé. É de autoria de Candeia e Altair Miranda o samba "Seis Notas Magnas", primeiro samba-enredo a ganhar nota máxima do júri num desfile de escola de samba. Mesmo com todo sucesso como compositor, Cartola entra para a polícia militar, a fim de aumentar sua renda. Tragicamente, durante o trabalho é atingido por uma bala na espinha, que o torna paraplégico para o resto de sua vida. Mesmo assim, continuou produzindo, abastecendo o repertório de feras como Clementina de Jesus, Clara Nunes e Paulinho da Viola. Músicas do Candeia gravadas por Clara: 1- Regresso 2- Sindorerê 3- O mar serenou 4- Partido Clementina de Jesus 5- Ê Favela 6- Minha gente do morro 7- Dia a dia 8- Regresso(2º gravação) 9- O Último bloco 10-Outro recado 11-Anjo moreno Blog Clara Voz de Ouro

27 janeiro 2007

Clara Nunes em vídeo-Vários sucessos

Assista trechos de especiais de TV onde Clara Nunes canta sucessos inesquecíveis . "Temos aqui trechos de uma de nossas principais intérpretes da música popular brasileira". Clips: (Banho de Manjericão-Voce passa eu acho graça-Quando vim de Minas-Ijexá-É doce morrer no mar-Ouricurí-Serrinha-Feira de Mangaio-Nação-Conto de areia) Assista no www.claranunesvideo.blogspot.com

25 janeiro 2007

22 janeiro 2007

Primeiro Filme de Clara Nunes

Trecho do filme "Na Onda do Iê-Iê-Iê", de 1966, dirigido por Aurelio Teixeira (Brasil) Wilson Simonal, Silvio Cesar, Clara Nunes(primeira cena-trecho da música) , Renato Aragão e Dedé.Este é o primeiro filme que Clara participou.

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21 janeiro 2007

Asa Branca- Clara e Luiz Gonzaga

"Asa Branca" de Luiz Gonzaga,com Altamiro Carrilho,Caçulinha e seu regional,João Bosco,Waldir Azevedo,Dominguinhos e Clara Nunes.

Vídeo publicado pelo Blog Clara Voz de Ouro no youtube, capturado do site homenagem à Luiz Gonzaga:

http://www.luizluagonzaga.com.br/

18 janeiro 2007

Amigos

Clara Nunes e João Bosco Clara Nunes,Simone e Emílio Santiago.

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15 janeiro 2007

Jogo de Angola

Clara aos 17 anos Jogo De Angola Paulo César Pinheiro / Mauro Duarte No tempo em que o negro chegava fechado em gaiola, Nasceu no Brasil, Quilombo e Quilombola. E todo dia, negro fugia juntando a curriola. De estalo de açoite, de ponta de faca e zunido de bala Negro voltava pra Angola, no meio da senzala. E ao som do tambor primitivo, berimbau, maraca e viola Negro grita: Abre ala! vai ter jogo de Angola Perna de brigar, camará; Perna de brigar olê. Ferro de furar, camará; Ferro de furar olê. Arma de atirar camará; Arma de atirar olê olê Dança Guerreira Corpo do negro é de mola na capoeira Negro embola e desembola E a dança que era uma festa pro dono da terra Virou a principal defesa do negro na guerra. Pelo que se chamou libertação E por toda força, coragem e rebeldia Louvado será todo dia que esse povo cantar e lembrar o jogo de Angola da escravidão no Brasil Perna de brigar, camará; Perna de brigar olê. Ferro de furar, camará; Ferro de furar olê. Arma de atirar camará; Arma de atirar olê Blog Clara Voz de Ouro

10 janeiro 2007

Dica

Foto arquivo Revista: O Cruzeiro Dica: Se voce não conseguir acessar os vídeos Clara Nunes no VídeoBlog Voz de Ouro, vá até a página do youtube e assista aos novos vídeos inseridos no site do momento! http://www.youtube.com/results?search_query=clara+nunes Blog Clara Voz de Ouro.

17 dezembro 2006

Adeus Sivuca!

Nossa homenagem ao Estilista da Sanfona:Sivuca! 26 de maio 1930 -15 dezembro 2006* A diva do samba canta: Feira de Mangaio! Vídeo Blog Clara Nunes: www.claranunesvideo.blogspot.com Blog Clara Voz de Ouro Contatos: marcioguima@pib.com.br neide_pessoa@terra.com.br

10 dezembro 2006

Clara Nunes no Japão

1982 - Japão : Especial para a emissora de TV NHK(Japão). Clara tornou-se conhecida no Japão ,um dos maiores consumidores do samba. Assista ao trecho do especial para a tv japonesa, imagem disponível no youtube, que aqui remetemos ao link. Clara canta "Manhã de Carnaval" de Luis Bonfá e Antonio Maria.Um dos maiores clássicos da música brasileira, internacionalmente conhecida. Clara a gravou no lp"Brasileiro,Profissão Esperança".

No Japão

Clara vestida de gueixa no Japão. lp Japão Blog Clara Voz de Ouro

30 novembro 2006

Show Clara Mestiça

Assista o trecho do Show "Clara Mestiça" de 1981 gravado no Teatro Clara Nunes-Gávea-Rio,dirigido por Bibi Ferreira. Estréia: janeiro 1981 no Teatro Clara Nunes; o espetáculo permanece em cartaz até agosto. Em setembro: estréia de "Clara Mestiça" em São Paulo, no Canecão-Anhembi, para temporada de quatro semanas. >Blog Clara Voz de Ouro

22 novembro 2006

Clara Nunes e a Portela!

Clara Nunes no desfile da Portela em 1980. Naquele ano a escola foi campeã com o enredo: "Hoje tem marmelada?". Fotos Luiz Pinto 17.02.1980 - Carnaval - Desfile da Escola de Samba Portela - Cantora Clara Nunes Arquivo Jornal "O Globo"

Clara e a Velha Guarda da Portela João Nogueira

Elizeth Cardoso

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13 novembro 2006

Clara Nunes

Clementina de Jesus

8. Ouça um trecho de "Embala Eu" Embala eu / Clementina & Clara Nunes. 08

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04 novembro 2006

Semana Clara Nunes- Revista ESSA

Matéria da Revista ESSA- Vitória-ES Cidade natal de Clara Nunes saúda a “Guerreira” Música José Roberto Santos Neves -Vitória-ES A cantora faleceu há 23 anos, mas seu canto continua vivo. Clara Nunes morreu em 2 de abril de 1983, no Rio de Janeiro, vítima de um choque anafilático durante uma cirurgia corriqueira de varizes, após 28 dias em estado de coma. O drama da cantora foi acompanhado de perto pelo numeroso séqüito de fãs, que fez vigília pela sua recuperação na porta da clínica onde estava internada. Mas o canto da “Guerreira”, como a mineira ficou conhecida, continua vivo na sua cidade natal, Caetanópolis, situada a 100 quilômetros de Belo Horizonte, na região Centro-oeste de Minas Gerais.Uma prova da perenidade desse laço afetivo foi a realização do 1º Festival Clara Nunes, promovido pela Prefeitura local entre os últimos dias 5 e 13 de agosto, como forma de homenagear a filha ilustre. A maratona, que incluiu exposição fotográfica, palestras, declamação de poesias e exibição de vídeos, teve como ápice o show “Contos de areia”, no dia 12 de agosto, data em que Clara Nunes faria 64 anos.No palco instalado na praça, as cantoras mineiras Rose Brant, Mila Conde, Elisa Paraíso e Raquel Coutinho perpassaram o rosário de sucessos de Clara Nunes, revivendo canções míticas como “Canto das três raças”, “Lama”, “Minha missão”, “Tristeza pé no chão”, “Conto de areia”, “Na linha do mar” e “Quando vim de Minas”. Sambas de Paulo César Pinheiro, Mauro Duarte, João Nogueira, Mamão, Romildo Bastos, Toninho Nascimento, Paulinho da Viola, Xangô da Mangueira e Candeia, dentre outros compositores “claristas” cujas letras e brasilidade a cantora incorporou com toda sua graça e carisma, impondo a eles sua voz cristalina e presença iluminada.OrigemCom essa homenagem, que deverá se repetir nos próximos anos, os moradores de Caetanópolis querem desfazer uma confusão histórica acerca da origem de Clara Nunes. A cantora nasceu em 12 de agosto de 1942, em Cedro Cachoeira, berço têxtil de Minas Gerais, então distrito de Paraopeba, razão pela qual sempre ter afirmado que era natural desta cidade. Com a emancipação política, em 1954, o distrito virou Caetanópolis, lugar onde Clara estudou e arranjou seu primeiro emprego, ainda adolescente, na Tecelagem Cedro Cachoeira.Quem anda pelas ruas de Caetanópolis dificilmente deixará de se emocionar com a relação de orgulho de seus moradores em relação à cantora. Na entrada da cidade, faixas anunciavam a realização do festival. Nas escolas, estudantes desenvolveram trabalhos sobre Clara Nunes, na forma de painéis, vídeos, fotos e textos. Cada grupo ficou incumbido de pesquisar uma fase da vida da cantora, desde o nascimento até a morte. Gabriel Eugênio Sales, de 10 anos, estava empolgado com o evento: “A Clara Nunes foi o grande nome da nossa cidade” — dizia o menino.O trabalho de preservação da memória da “Guerreira” engloba outras vertentes. Uma delas é a Creche Clara Nunes, coordenada pela sua irmã mais velha, Maria Gonçalves da Silva, 75, conhecida na região como “Mariquita”.
Como os pais de Clara morreram quando ela era criança, coube a Mariquita criar a irmã caçula, que, segundo ela, sempre gostou de música, tendo começado a cantar com quatro anos de idade. “Nossa família sempre foi muito musical. Nosso pai, o Mané Serrador, era violeiro e líder de uma folia de reis aqui na cidade, e a Clara cresceu com essa referência de berço” — relembra Mariquita.A criação da creche, beneficente, era um desejo da irmã famosa, que amava crianças, mas não podia ter filhos. No local está guardado um valioso acervo com mais de 500 itens, entre fotos, roupas, discos e objetos pessoais da cantora, que, em breve, serão disponibilizados ao público através do Instituto Clara Nunes, coordenado por Mariquita, com o apoio de professores da Universidade Federal de São João del Rey, que fazem a identificação e catalogação de todo o material.TeseA representação social da vasta obra de Clara Nunes atraiu a atenção da professora Sílvia Maria Jardim Brügger, da Universidade Federal de São João del Rey. Doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense, Sílvia desenvolve um estudo sobre a importância de Clara Nunes para a música popular brasileira, com ênfase na sua trajetória fonográfica, de 1966 a 1983. Para a pesquisadora, a guinada da cantora rumo à pesquisa das raízes dos ritmos brasileiros se deu no Rio de Janeiro, a partir de sua associação com o radialista Adelzon Alves, então apresentador do programa “Amigos da Madrugada”, da rádio Globo AM.Em 1970, Alves foi convidado pela gravadora Odeon para redirecionar a carreira da cantora, que havia sido erroneamente lançada como uma espécie de “Altemar Dutra de saias”, no LP “A voz adorável de Clara Nunes”, de 1966. O radialista, que teve um romance com a estrela, alega que tal projeto consistia na construção de uma imagem audiovisual de uma cantora afro-brasileira, algo que não existia no País desde a explosão de Carmen Miranda.O primeiro fruto dessa parceria foi o LP “Clara Nunes”, de 1970, impulsionado pelos sucessos “Ê baiana” (autores: Fabrício da Silva, Baianinho, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio), “Sabiá” (de Luiz Gonzaga e Zé Dantas) e pelo samba-enredo da Império da Tijuca, “Misticismo, da África ao Brasil” (Mário Pereira, Vilmar Costa e João Galvão), viagem emblemática que narra a filiação do Brasil à África e a vinculação do País às divindades do Candomblé. Culmina com um conhecido ponto de Iemanjá: “Tem areia, ô, tem areia, tem areia no fundo do mar, tem areia”.A partir desse momento, destaca a pesquisadora, Clara Nunes se empenha cada vez mais na busca da autenticidade do povo brasileiro, seja na forma de sambas de terreiro, sambas-enredos, baião, forró, frevo, afoxé. “Não sou uma cantora de sambas. Sou uma cantora de música popular brasileira” — ela dizia sempre.Sílvia Brügger vê na obra da cantora a união de uma proposta política de valorização do canto genuíno do povo brasileiro com uma espécie de missão religiosa que ela, Clara, carregava desde o berço. “A ascensão da Clara se dá em um momento de afirmação das religiões afro-brasileiras” — garante a professora, lembrando que, no 3º Festival de MPB da TV Record, em 1967, foram inscritas 190 músicas relacionadas com a umbanda e o candomblé.A pesquisadora cita novamente Adelzon Alves, ao afirmar que “Clara Nunes se transformou na voz de um grupo de sambistas dos morros do Rio de Janeiro que não tinha representação nas rádios. Durante a ditadura militar, os setores da esquerda buscaram a música popular como forma de contestação ao regime, e a Clara se encaixava nesse contexto, por se posicionar sempre em defesa da música de raízes brasileiras, propondo inclusive um antagonismo com a música estrangeira, em especial o rock” — pontua. Música José Roberto Santos Neves Sincretismo Quanto à questão religiosa, a pesquisadora destaca que o primeiro registro em disco da ligação da cantora com a umbanda e o candomblé se deu em 1969, na música “Guerreiro de Oxalá” (Carlos Imperial), do LP “A beleza que canta” — um ano antes, portanto, do início de sua parceria com Adelzon Alves. Mariquita Gonçalves confirma que o sincretismo religioso da irmã se devia a uma busca interior que corria às margens da família: “A Clara foi batizada católica, como todos os seus seis irmãos. Mais tarde, me interessei pela linha espírita de Alan Kardec e ela me acompanhou nesses estudos. Ao mesmo tempo, passou a freqüentar terreiros de umbanda e candomblé por vontade própria. Não tinha a ver com a família” — conta.A coerência da cantora, tanto na escolha de repertório quanto na construção de uma imagem afro-brasileira — com destaque para as vestimentas baianas —, seria mantida durante sua união com o compositor Paulo César Pinheiro, com quem se casou em 1975. Pinheiro lapidou o lado intérprete de Clara, dando a ela uma ourivesaria de canções que seriam eternizadas em sua voz, como “As forças da natureza”, “Portela na avenida”, “Serrinha”, “Canto das três raças”, “Menino Deus”, “Minha missão”, dentre outras — a maioria em parceria com João Nogueira e Mauro Duarte. REVISTA ESSA -Vitória -ES Link da revista ESSA: http://www.revistaessa.com.br/site/noticia.php?CodNoticia=1423&index=0 José Roberto Santos Neves prepara para breve seu segundo livro, uma compilação de entrevistas que fez com grandes nomes da música brasileira entre 1995 e 2005, ao mesmo tempo em que lança o livro “Maysa” pelo Brasil adentro com boa repercussão na mídia nacional.[leia a entrevista] José Roberto, foto Gildo Loyola Link do site da entrevista: http://www.taru.art.br/04j_.html

30 outubro 2006

Clara Nunes em gravação inédita

Mauro Duarte, Clara Nunes e Maurício Tapajós Quem me dera (Maurício Tapajós - Hermínio Bello de Cravalho) Ouça no Média Player: http://h1.ripway.com/marciobh/Quemmedera.wma "Gravação original de Clara Nunes em fita de rolo pertencente ao acervo de Hermínio bello de Cravalho" Ai quem me dera Não ser quem eu sou E voltar novamente a ser quem era Voltava ao subúrbio da minha infância Coreto, pandorga, pião de madeira, Não há quem sufoque a doce lembrança De Dona Cristina descendo a ladeira A amarelinha traçada na rua Cinema a cem réis só na domingueira E a vida espiando, cismando, guardando, E o tempo aumentando, me dando canseira E o tempo aumentando me dificultou, torceu meu destino de toda maneira sei lá prá onde vim, sei lá prá onde vou tenho de morrer uma vida inteira E nem apetece viver mal assim, pois mal se acorda tem uma barreira E a gente calando, medrando na vida Guardando o pião e largando a fieira Do CD Sobras Repletas Maurício Tapajós CD : Sobras Repletas FICHA TÉCNICA: informações sobre o CD • PARA OUVIR • PARA COMPRAR • VIDEOS DAS GRAVAÇÕES: a maioria das gravações do CD foram filmadas por Marcio Tapajós. Abaixo alguns trechos deste material poderão ser assistidos. Chico Buarque - Sábado a Noite Fabiana Cozza : Vou Deixar pra Amanhã ZéLuiz Mazziotti: Neide MPB4: Calça de Veludo Joyce: Vida Jogada Fora Guinga: Que Nem Manequim

AS SOBRAS REPLETAS DE MAURÍCIO TAPAJÓS Desde 2005, Hermínio Bello de Carvalho e Márcio e Lúcio Tapajós, filhos de Maurício, se empenham em resgatar, organizar e registrar a obra do compositor de “Tô Voltando” (com Paulo César Pinheiro), “Mudando de Conversa” (com Hermínio Bello de Carvalho), “Pesadelo” (com P. C. Pinheiro), morto em 1995, para disponibilizá-la ao público. .

A música "Quem me Dera” (Maurício e Hermínio), voz: Clara Nunes (gravação original em fita de rolo do acervo de HBC), gravação inédita na voz de Clara faz parte do repertório do cd. Maiores informações:

http://www.mauriciotapajos.com.br/sobras_repletas%20CD.html

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