Blog Clara Voz de Ouro!
21 fevereiro 2008
06 fevereiro 2008
Carnaval 2008
Império de Casa Verde encerra Carnaval de SP com homenagem à MPB
A escola de samba Império de Casa Verde teve uma idéia simples e eficiente para seu enredo de 2008: homenagear a música brasileira. Cada uma de suas alas tinha uma fantasia inspirada em uma música da MPB, com alas dedicadas a "Disparada", "Arrastão", "O Barquinho" e "Pra Não Dizer que Não Falei de Flores", entre outras.O próprio samba-enredo citava trechos de canções famosas, costurando frases do samba "Pelo Telefone" com "Saudosa Maloca" e "A Mosca na Sopa". Clara Nunes foi homenageada logo no início do desfile com fotos de imortais da MPB .
Mais fotos do desfile:
Revistas
29 janeiro 2008
Revista Veja
Leia o perfil que a revista Veja faz das novas cantoras da MPB.
A última grande vertente é a de Marisa Monte. Embora não tenha mais que vinte anos de carreira, ela é hoje uma figura dominante na música brasileira. "Não tenho dúvida de que Marisa inaugurou uma escola. A obsessão com a técnica e a maneira de compor o repertório são suas duas lições básicas", diz o produtor Marco Mazzola. As intérpretes atuais que melhor assimilaram essa proposta são Roberta Sá, Anna Luisa e Luísa Maita. As três estudaram canto antes de partir para a música popular. "O treinamento lírico me ajudou muito. Mas é preciso ter personalidade própria para cantar MPB", diz Roberta, uma cantora que está próxima do estrelato. Braseiro (2005), seu disco de estréia, mistura sambas tradicionais com criações de compositores contemporâneos como Pedro Luís e Marcelo Camelo. Uma das faixas, A Vizinha do Lado, de Dorival Caymmi, foi escolhida para fazer parte da trilha sonora da novela Celebridade, da Rede Globo. Seu novo disco é aguardado para a segunda metade de 2007.
21 janeiro 2008
Festival de Inverno em São João Del Rei-MG
CLARA NUNES – TRIBUTO A UM BRASIL MESTIÇO
Homenagem da Universidade Federal São João Del Rei-MG
JULHO 2008
Clara Nunes, ou melhor, Clara Francisca nasceu em 12 de agosto de 1942, em Cedro, distrito de Paraopeba, hoje, Caetanópolis, em Minas Gerais. Era a caçula entre sete irmãos. Seu pai, um violeiro, conhecido como Mané Serrador, exercia papel cultural importante na comunidade, sobretudo na organização da folia de reis. No ano de 1944, ficou órfã de pai e pouco depois de mãe, sendo criada por seus irmãos mais velhos, em especial, Maria Gonçalves da Silva e José Pereira Gonçalves. A partir dos dez anos de idade, ganhou alguns concursos de calouros em sua terra natal. Aos 14 anos, começou a trabalhar como tecelã, profissão que continuou a exercer quando se mudou para Belo Horizonte, em 1958. Nas quermesses do bairro onde morava na capital mineira, seu canto chamou a atenção do violonista Jadir Ambrósio, que se tornou uma espécie de seu primeiro “empresário”, passando a abrir-lhe espaços, principalmente, em programas de rádio. A partir de 1960, quando venceu a fase mineira do concurso “A Voz de Ouro ABC”, adquiriu projeção nas Gerais, assinando contrato com a Rádio Inconfidência, trabalhando em boates e chegando a ter, em 1963, um programa próprio na TV Itacolomy. Em 1965, Clara foi contratada pela Gravadora Odeon, o que a levou a se mudar para o Rio de Janeiro. “A Voz Adorável de Clara Nunes”, seu primeiro disco, foi lançado em 1966, dedicado principalmente a boleros. Em 1968, gravou “Você passa, eu acho graça”, música de Ataulpho Alves e Carlos Imperial, que deu título ao seu segundo disco e marcou sua presença no samba. No entanto, ainda assim, sua carreira não atingiu maior destaque.
O sucesso só chegou de fato a partir de 1971, quando, a convite da gravadora, passou a produzi-la o radialista Adelzon Alves. De formação socialista e apresentador de um programa na Rádio Globo, “O Amigo da Madrugada”, dedicado, principalmente, ao samba, ele condicionou a aceitação da proposta à total liberdade para dirigir a carreira de Clara. A partir daí, passou a conferir um real direcionamento, uma linha de atuação para a cantora. Não bastava, para ele, que ela gravasse sambas. Era preciso que construísse uma imagem de cantora ligada às raízes da cultura brasileira. Assim, não apenas ela passa a gravar músicas de diferentes gêneros dessa tradição, como sambas, frevos, forrós e jongos, mas sua forma de interpretação vai se modificando - se aproximando de um canto mais popular - e os arranjos também sofrem alterações, incorporando cada vez mais instrumentos de percussão. Adelzon produz seus discos de 1971, 1972, 1973 e 1974. O Lp “Claridade”, de 1975, que quebrou a marca de 500 mil cópias vendidas, foi produzido pelo violonista Hélio Delmiro, que trabalhara com Clara e Adelzon nos discos anteriores. Neste mesmo ano, Clara se casou com o poeta e compositor Paulo César Pinheiro, que passou, a partir de 1976, a produzir seus discos. A marca fundamental de sua carreira estava construída: a relação com os gêneros populares e a busca de ser uma “cantora popular brasileira”.A construção dessa carreira, no entanto, não se deu como algo externo, incorporado pela artista. Pelo contrário, essa proposta casava-se com sua vida. Vida de menina, no interior das Gerais, em pleno contato com as “forças da natureza” e com os folguedos populares. Vida de operária de fábrica, em sua cidade natal e em Belo Horizonte. Vida de amante das festas populares, fossem as quermesses do bairro da Renascença, o carnaval de BH - do qual foi Rainha em 1964 - ou a festa de Momo carioca, na qual brilhava com sua “Portela na Avenida”. Vida de pessoa profundamente religiosa, criada em família de tradição católica, convertida ao Kardecismo e que se orgulhava de fazer parte do povo de santo, fosse na umbanda ou no candomblé. Vida que perpassava o que cantava e como o fazia.
Sua performance não era apenas vocal, associava-se a uma forma de vestir-se e de comportar-se no palco e na vida, no meio artístico ou no universo popular que nunca deixou de freqüentar, na Portela, na Serrinha, em Caetanópolis ou em Angola.Nessa afirmação do popular, Clara identificou-se sobremaneira com o universo afro-brasileiro. Ao entoar “Ê Baiana”, em 1971, evocou a Bahia e suas negras de tabuleiro como símbolos da nacionalidade, afirmando, no mesmo LP, sua vinculação com o continente africano em “Misticismo da África ao Brasil”. Vestiu-se de branco e usou as guias de seus “orixás de fé”, contribuindo para construir uma imagem positiva das religiões afro-brasileiras. Progressivamente, abandonou as perucas do início da carreira e não só assumiu seu cabelo crespo, como procurou deixá-lo cada vez mais “negro”, inclusive com o uso de apliques para aumentar seu volume. Mas, a negritude em Clara é mestiça, como explicitou no título de seu LP de 1980, “Brasil Mestiço”, ou no show dele decorrente “Clara Mestiça”, de 1981. Afirmar um “Brasil Mestiço”, para ela, não significava negar sua negritude. Pelo contrário, a mestiçagem em sua obra reafirma as diferenças identitárias, mas não as concebe como pólos antagônicos ou estanques. Percebe-as em diálogos e confrontos constantes. Em sua carreira e obra, não apresenta uma idéia de síntese cultural do Brasil. O samba não sintetiza a música brasileira. Por isso, Clara apesar de toda sua vinculação com o gênero, não queria ser rotulada como sambista, preferia a caracterização de “cantora popular brasileira”. Cantar os diferentes gêneros musicais brasileiros era uma forma de afirmar que a mestiçagem não subsumia a diversidade e que esta não poderia ser resumida em um único “gênero nacional”. Clara gravava compositores populares, tanto oriundos das camadas excluídas socialmente quanto de classe média. Cantava Capiba, Baianinho, Carlos Cachaça, Xangô da Mangueira, Candeia, Caymmi, Romildo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Paulo César Pinheiro, entre tantos outros, porque sentia em todos eles elementos da brasilidade que pretendia divulgar.
Entoava o amor e os orixás, mas também falava das dificuldades e da exclusão social. Depois de assistir a celebração das cem exibições do show “Clara Mestiça”, apresentado pela cantora em 1981, no seu próprio teatro, no Rio de Janeiro, Antônio Callado, em artigo intitulado “Brasil de Isabel a Clara”, afirmou: “o espetáculo de Clara Nunes (...) vale muitos livros e muita reflexão sobre este Brasil que ficou longe dos olhos” dos governantes, um Brasil popular e mestiço. A afirmação pode ser expandida para o conjunto da obra da intérprete. E é abraçando a sugestão de Callado que, ao se completarem 25 anos da partida de Clara para o Orum, o Inverno Cultural da UFSJ a homenageia, prestando tributo a um “Brasil Mestiço”.
Profa. Silvia Maria Jardim Brügger
Coordenadora de Homenagem do 21º Inverno Cultural .
Blog Clara Voz de Ouro
19 janeiro 2008
Matéria Revista Vida Simples
Sambista cheia de graça e malícia, Clara Nunes era espevitada que só ela; sua obra, coisa séria, é um monumento à mistura musical do Brasil
por Malu Rangel (Revista Vida Simples)
Quem vai para a Portela sabe que samba de bamba não tem hora para acabar. Só uma coisa é certa: a batucada começa no coração da escola, que fica na rua Clara Nunes, número 81.
Se Clara Francisca Gonçalves imaginava que seu nome ocuparia lugar central em uma das maiores escolas de samba cariocas, fica difícil dizer. Mas a menina nascida no interior de Minas Gerais em 1942 - no município de Cedro, hoje Caetanópolis, subdistrito de Paraopeba -, caçula de sete irmãos, tinha como maior sonho ser cantora. Só cantora, não: queria ser famosa, como aquelas que não saíam das estações de rádio. Algo entre Carmem Costa, Dalva de Oliveira e Elizeth Cardoso, para começar. Afivele a sandália: Clara, a diva morena, vai puxar o samba.
Entre violas e agulhas
O convívio - e o namoro - de Clara com a música começaram cedo. O pai, operário da fábrica de tecidos da região, era congadeiro, violeiro e organizador da Folias de Reis. Na época de Natal, saía de casa na noite do dia 24 de dezembro e voltava apenas em janeiro, no tradicional Dia de Reis, animando a vizinhança.
continua...
13 janeiro 2008
Portela 2008
esse é o enredo 2008 que a Portela, escola do coração de Clara, traz para a avenida.O blog Clara Voz de Ouro deseja Boa sorte e bom desfile a todos !
Composição: Diogo Nogueira, Ari do Cavaco, Ciraninho, Celsinho de Andrade Júnior Scafura
Segue os passos do criador
Vai minha águia gerreira
Leva essa mensagem de amor
De Oswaldo Cruz e Madureira
Água, fonte eterna da vidaTerra,
templo da evolução O homem surgiu,
brincou de criarDescobriu tanta riqueza
É preciso progredir sem destruir
Viver em comunhão com a natureza
É o rio que corre a caminho do mar
A flor que se abre na primavera
Do ventre a esperança que vem renovar
O sonho de uma nova era
É hora de darmos aos mãos
Lutarmos pro mundo mudar
O líder de cada nação
Precisa parar pra pensar
A palavra é união
Pra reconstruir o nosso larBrasil,
teu verde é o símbolo da vida
Renova a tua energia
Meu coração é o meu país
O sol vai brilhar pra anunciar
Um futuro mais feliz
Eu sou a água, sou a terra, sou o ar
Sou portela Um sonho real, um grito de alerta
A natureza que encanta a passarela
Visite o site oficial da Portela:
23 dezembro 2007
Boas Festas!
No ano que se encerra agradecemos a todos os visitantes do blog!
Que em 2008 possamos estar novamente unidos em memória de Clara!
Trabalhando para engrandecer seu nome nessa simples homenagem feita
de coração aberto!
Para o ano que se aproxima desejamos paz,harmonia,sucesso,saúde a todos!
À todos um Feliz Natal e um próspero ano novo!
Neide Pessoa e Márcio Guima.
Blog Clara Voz de Ouro!
20 dezembro 2007
no youtube
Quatro novos vídeos foram incluídos no youtube com imagens de Clara no carnaval.Pena que não são tão nítidas, mas valem a visita:
Clara Nunes na concentração-Portela 1983
http://www.youtube.com/watch?v=Bq8NGZdR6V8&feature=related
Clara Nunes na avenida- Portela 1980
http://www.youtube.com/watch?v=sFiyVyYFjSI&feature=related
Clara Nunes na avenida-Portela 1981
http://www.youtube.com/watch?v=ss7NIVwS4Jg&feature=related
Clara Nunes na avenida-Portela 1983
12 dezembro 2007
08 dezembro 2007
no Japão
Em agosto de 1982, Clara viajou para o Japão e apresentou-se em várias casas de shows naquele país, abrindo o mercado para o samba. No vídeo abaixo assista um trecho do especial gravado para a tv japonesa NHK. Clara canta "Manhã de carnaval"(Luiz Bonfá/Antonio Maria).
01 dezembro 2007
Discografia
26 novembro 2007
"assunto encerrado"
Um time de 16 convidados ilustres divide com Beth Carvalho e banda de 20 músicos a interpretação de 30 pérolas em disco e DVD que mostram o melhor do samba da Bahia
(Ailton Magioli)
Por ordem de entrada, depois de Danilo (Maracangalha), Beth canta com Daniela Mercury (Chiclete com banana), Carlinhos Brown (Hora da razão), Riachão (Cada macaco no seu galho e Vá morrer com o diabo), Gilberto Gil (Mancada e um pout-pourri de sambas-de-roda, em um dos melhores momentos do DVD) e Mariene de Castro e Roberto Mendes (Raiz). E mais, Armandinho (O ouro e a madeira), Edil Pacheco (Siriê), Margareth Menezes (Dindinha lua e Filha da Bahia, essa também com o autor Walter Queiroz), Maria Bethânia e Caetano Veloso (De manhã e Desde que o samba é samba, essa apenas com Caetano), Ivete Sangalo (Brasil pandeiro), Nelson Rufino e Olodum (Verdade) e, somente com o Olodum (Ê baiana, sucesso da “saudosa” Clara Nunes, segundo diz) também participam da festa do samba baiano, comandada por Beth Carvalho. Vestida de baiana, à la Clara Nunes, Beth Carvalho abre o show com Quem samba fica, de Tião Motorista e Jamelão, com direito a versos feitos exclusivamente para a ocasião, por Arlindo Cruz. Pivô de polêmica recente em que teria dito que Clara Nunes copiava sua maneira de se vestir de branco, Beth garante que o assunto está encerrado: “O DVD cala a boca de todo mundo porque há uma homenagem que faço a Clara”, esclarece, citando a interpretação de Ê baiana como reverência à sua contemporânea, morta prematuramente.
Transcrito do Jornal Estado de Minas
26/11/2007
Blog Clara Voz de Ouro!
24 novembro 2007
Ficou para 2008
Ao que tudo indica o especial da Globo "Por toda minha vida"
com Clara Nunes que iria ao ar ainda neste fim de ano foi
deixado para 2008, quando várias homenagens estão previstas
para os 25 anos de sua morte.
A família de Clara em Minas Gerais foi procurada para
colaboração nas entrevistas assim como Paulo César Pinheiro,
que foi casado com Clara.
Segundo a nota no Jornal "O Globo" de setembro o especial estaria nos planos para 2007.
"Depois de Renato Russo, o “Por toda a minha vida” vai homenagear Nara Leão e Clara Nunes. As pesquisas já estão sendo feitas, mas os especiais das cantoras só irão ao ar mais para o fim do ano."(O Globo-09/2007)
Blog Clara Voz de Ouro!18 novembro 2007
Primeira abertura do Fantástico
10 novembro 2007
30 Anos do lp "As Forças da Natureza"
08 novembro 2007
20 de novembro -Dia da consciência negra
No mês da Conciência Negra, banners gigantes serão espalhados no centro dacidade de São Paulo com personalidades históricas que contribuíram de uma forma ou de outra para a conscientização do negro na sociedade brasileira.Clara Nunes não poderia ficar de fora.
Retratos de personalidades históricas como Machado de Assis (escritor), Carlos Gomes (compositor), André Rebouças (engenheiro), Milton Santos (geógrafo), Clara Nunes (cantora) e muitos outros foram reproduzidos em banners gigantes que serão afixados em equipamentos culturais do Centro, como a Sala São Paulo, o Teatro Municipal, a Biblioteca Mário de Andrade, o Mercado Municipal e o Museu da Língua Portuguesa.
De acordo com dados do IBGE, a Cidade de São Paulo tem a maior população negra do mundo fora da África, com 3,2 milhões de afrodescendentes.
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.
02 novembro 2007
"Clara Estrela"
Assista a demo com a chamada do documentário:
Blog Clara Voz de Ouro!
28 outubro 2007
Coisa da Antiga-vídeo
Assista o vídeo disponível
no globo.com:
FANTÁSTICO
Clara Nunes canta "Coisa da Antiga"
Wilson Moreira/Nei Lopes
Clara Nunes se consagrou como uma das maiores
intérpretes de samba da história da música brasileira.
Em 1977, a cantora lançava o álbum
'As Forças da Natureza'
Data: 30/10/77 Duração: 3m2s
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM746843-7823-CLARA+NUNES+CANTA+COISAS+DA+ANTIGA,00.html
22 outubro 2007
no samba-choro
O Blog Clara Voz de Ouro
agradece aos companheiros do site
samba-choro pela dica de visita aos
participantes e visitantes da página
onde tudo sobre o samba é comentado.
Visitem e confiram os comentários:
www.samba-choro.com.br
ou clique no logotipo abaixo:
Blog em homenagem a Clara Nunes no ar! Leia »
Sítios pela Internet - 24/9 - 35 comentários
20 outubro 2007
na mídia
Clara Nunes, em sessão
de fotos para a divulgação
de seu último disco,
Nação, de 1982
Foto:
Wilton Montenegro
"A grande cantora Elizeth Cardoso, a “Divina”, considerava Clara Nunes sua herdeira legítima. Alguns críticos a comparam até hoje a Carmen Miranda. Afinal, as semelhanças entre a Pequena Notável, portuguesa de nascimento, e a artista mineira são muitas: a origem humilde, a morte precoce, a paixão pelo samba e, sobretudo, a exuberância de suas apresentações, dos figurinos de influência afro-brasileira à expressividade de sua linguagem corporal"
Jornal Gazeta do Povo
Londrina-PR
Caricatura
18 outubro 2007
Em primeira mão-Documentário
Em primeira mão o Blog Clara Voz de Ouro informa
em que pé está o documentário já noticiado no início de 2007:
Clara documentário
“Clara Estrela”
Proponente : Modo Operante Produções Culturais Ltda ME
UF : RJ Área: Audiovisual Segmento : Produção Cinematográfica Situação : Aguarda Captação de Recursos
Sumário do projeto: Produção de um documentário, média metragem, com duração de 70 minutos, visando resgatar a vida e obra da cantora Clara Nunes.
Fonte: Ministério da Cultura
Em fase de captação de recursos, Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir produtores do documentário “Clara Estrela”aprovado na Lei Rouanet do Ministério da Cultura adiantam alguns trechos dos depoimentos de amigos, fãs e admiradores de Clara Nunes.
“Sempre fui apaixonado pela voz de Clara. O que mais me impressionou foi o dia em que a conheci: voz e aparência, uma união perfeita. Nunca tinha visto nada igual. Ela era uma pessoa maravilhosa, expressiva”, comenta Chico Buarque.
Marisa Monte, que ainda era muito nova na época em que a cantora despontou para o sucesso, ficou com uma imagem gravada para sempre em seu coração. “Suas roupas brancas, semelhante à Iemanjá. Ela transmitia paz”.
Nana Caymmi acrescenta: “Ela sempre foi diferente. Já chegava arrebentando. Chegava, chegando. Clara não tinha com que se preocupar, era sucesso garantido. Tinha luz própria”.
Blog Clara Voz de Ouro!
17 outubro 2007
Revista Quem
O estilo de Clara Nunes
Clara Nunes ditou moda em sua época? Para responder a essa pergunta,
a REVISTA QUEM conversou com a estilista Flavia Viacava,
uma das sócias da marca Bo.Bô, que vende roupas e acessórios
descolados no eixo São Paulo-Londres. Fã da cantora, Flavia adianta:
"Se quiser se inspirar na diva do samba e da MPB, aposte em colares
de pedras, flores como acessórios, ombros de fora e o eterno branco.
O verdadeiro estilo de Clara era um mix de influências do candomblé,
que podia ser visto nos brancos, saias rodadas, babados e colares
africanos, sua principal marca". Vale a pena conferir!
Plugada nas tendências fashion das décadas
de 60 e 70, Clara Nunes mostra beleza
e bom gosto. Seu verdadeiro estilo
é um mix de influências.
No armário de Clara Nunes
POR LUCIANA BORGES
Revista Quem
Alguns looks da cantora são verdadeiras
referências fashion. Confira
PANTALONA E CINTURA ALTA
"Clara Nunes tinha comportamento vanguardista.
Mais atual que a pantalona de cintura alta
desta foto, impossível! Repare também no bordado.
Ele está presente em todas as coleções das
passarelas de 2007", diz Flavia Viacava
GEOMETRIA E MIX DE CORES
"A blusa que Clara usa nesta foto é
de jérsei, tecido que voltou com força total.
Sua geometria e mistura de cores podem
ser vistas em muitas coleções como a de
Catherine Malandrino, por exemplo",
aponta a estilista
"A imagem do redingotte aberto -
mostrando pernas, uma bermuda
e uma bota longa - é o puro símbolo
do vintage e poderia ser vista
atualmente em muitos editorias de moda
Fotos:
Reprodução livro:
Clara Nunes-Guerreira da Utopia.
15 outubro 2007
07 outubro 2007
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