Blog Clara Nunes

07 fevereiro 2011

Busto de Clara na Portela

Sheron Menezes rainha da bateria e Nilo Figueiredo,Vice-presidente da Portela

A Portela realizou no último sábado mais uma edição da feijoada da família portelense só que essa que essa teve um sabor pra de especial: Foi inaugurado o busto da cantora Clara Nunes na entrada da quadra ao lado das imagens dos também baluartes e imortais da Portela Natal e Paulo da Portela . O evento que era aguardado com muita ansiedade por vários admiradores e fãs da cantora reuniu numa tarde ensolarada aproximadamente 20 mil pessoas que cantaram e dançaram ao som da Velha-Guarda da Portela grandes sucessos de Clara. O presidente da Portela Nilo Mendes Figueiredo abriu a cerimônia falando da importância de Clara Nunes para a nação portelense. – Ela foi muito importante para história da Portela- Merece esta homenagem- Disse o dirigente. O caso de amor entre Clara e a Portela era grande, mas ficou ainda mais forte quando no Carnaval de 1975 a cantora fez história como uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida. ‘Macunaíma, herói da nossa gente’, de autoria de Norival Reis e David Antônio Corrêa, foi interpretado por ela, pelo próprio David Corrêa, por Candeia e pelo puxador oficial da Portela, Silvinho do Pandeiro. Um desfile Inesquecível que marcou época. Clara Nunes, que faleceu em 1983, dá o nome da rua onde fica a quadra da escola, que é conhecida como Portelão , que fica no bairro de Madureira,zona norte do Rio de Janeiro. A Guerreira como era conhecida Clara Nunes, foi um dos mais importantes símbolos da Portela cantando a escola em verso e prosa, divulgando a agremiação por todos os lugares do mundo. Amigos , representantes da cidade natal de Clara Caetanópolis , compositores,personalidades da escola foram agraciados com a medalha Clara Nunes, entre eles, Wilson Moreira , Tia Surica, Carlos Reis(1º destaque da escola), Grupo Exporta Samba,Vagner Fernandes (Autor da biografia de Clara Nunes), Marquinhos de Oswaldo Cruz, Verinha da Portela entre outros. O projeto teve a parceria do Instituto Mais Memória, do escultor e professor Oseías Casanova Ferreira, com a Fundição de Ademar Alcântara e a Coordenação do Projeto de Nilo Mendes Figueiredo Junior, vice-presidente da Portela. Uma tarde que jamais vai sair da memória de quem pode presenciar este fato histórico.

Clara da Portela

CLARA NUNES É ETERNIZADA NA PORTELA Por Profº Izaias– 6 de fevereiro de 2011 Por Izaias Nascimento e César Romero. Blog Mais Memória

Numa tarde inesquecível a ícone do samba CLARA NUNES foi eternizada na quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, ao ser inaugurado o busto da cantora no Hall das Homenagens ao lado do fundador Paulo da Portela e de Natal baluarte e presidente inesquecível da agremiação.
Aproximadamente 20.000 pessoas prestigiaram a grande festa numa tarde emocionante que ficará marcada na história da Portela.
Por volta das 15h00 o Presidente Nilo Figueiredo, ladeado pelas ilustres visitantes: Ministro Lupi, Professor Celso Pansera da FAETEC, Noca da Portela e Toninho Nascimento compositores de Clara Nunes, Wilsom das Neves músico de Clara Nunes, Grupo Exporta Samba que atuou com Clara Nunes no Teatro Opinião, Escultor Oséias Casanova Ferreira, Tia Surica, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Roberto Caldeira, direção do Instituto Mais Memória Professor Izaias Nascimento e Jornalista César Romero, Prefeito Romário da cidade natal Clara Nunes Caetanópolis – Sr. Romário Vicente Ferreira, familiares e amigos da cidade natal, imprensa e de muitos fãs e sambistas.
Após discurso do Presidente Nilo Figueiredo onde enalteceu CLARA NUNES pela brilhante carreira e relação histórica com a Portela, do Ministro Lupi falando também pela Presidente Dilma Roussef, onde citou a importância de Clara Nunes para a cultura nacional, foi inagurado o Busto, com a emocionante interpretação a capela do compositor Toninho Nascimento autor do samba Conto de Areia, cantado em coro por todos os presentes. A emoção tomou conta do Hall das Homenagens e não foi raro ver diversas pessoas chorando, emocionadas com o evento.
A festa seguiu na quadra, com a tradicional apresentação da Velha Guarda comandanda por Serginho Procópio, Guaraci e Tia Surica.
Em seguida foram chamados ao palco para homenagearem CLARA NUNES, cantando sambas históricos da cantora os seguintes intérpretes: Toninho Nascimento, Conjunto Esporta Samba, Stênio Barcellos do Conjunto Nossa Samba (falou de seus 16 anos de carreira acompanhando Clara Nunes) e Wilsom Moreira. Foto Blog Sidnei Resende – Geissa Evaristo.
Logo após, assistiram a uma apresentação no telão de fotos de CLARA NUNES e uma homenagem aos compositores.
Receberam a Medalha CLARA NUNES os seguintes agraciados: Presidente Nilo Figueiredo, Vagner Fernandes (autor livro biográfico Clara Nunes), Stênio Barcellos (Conjunto Nosso Samba), Wilsom das Neves (músico), Conjunto Exporta Samba, compositores Noca da Portela, Toninho Nascimento e Wilsom Moreira, Roberto Caldeira (assessor da artista), o produtor cultural Jorge Coutinho, parceiros do projeto Celso Pansera, Oscar Berro e Rossilênio Lopes, Prefeito de Caetanópolis Romário Vicente Ferreira, Márcio Guima(sobrinho de Clara Nunes) Professor Alberto Pereira Lopes, Verinha eterna Relações Públicas da Portela, Marquinhos de Oswaldo Cruz, destaque da Escola Carlos Dias e Tia Surica pela Velha Guarda da Portela. Foto Blog Sidnei Resende – Geissa Evaristo.
A família recebeu a camisa do Botafogo de Futebol e Regatas enviada pelo Presidente Maurício Assumpção com o nome de CLARA NUNES, visto que era uma notória botafoguense.
A festa continuou com lembranças de grandes sambas de Clara Nunes.
INSTITUTO MAIS MEMÓRIA RESPEITO À HISTÓRIA – RESPEITO AO BRASIL.

Vídeo da inauguração

Sandra-RJ

Fotos da inauguração

Quadra lotada sob forte calor
Carlos Reis e Sheron Menezes
Marcio Guima(sobrinho de Clara) e o prefeito de Caetanópolis Romário Ferreira
Toninho Nascimento, compositor de "Conto de Areia"

06 fevereiro 2011

Feijoada da Portela emociona a todos

Portela inaugura busto de Clara Nunes em tarde emocionante
Geissa Evaristo Carnavalesco 06/02/2011 00h49
Neste sábado, a Portela realizou mais edição da sua tradicional feijoada, porém, o dia teve um sabor especial: a inauguração do busto da cantora Clara Nunes na entrada da quadra ao lado das imagens dos também imortais portelenses: Paulo da Portela e Natal. O evento, que costuma reunir uma multidão nas tardes do primeiro sábado de cada mês, recebeu aproximadamente 20 mil pessoas.Clara Nunes, que faleceu em 1983, dá nome à rua onde fica a quadra da escola, em Madureira, e foi um dos mais importantes símbolos da Portela cantando a escola em verso e prosa, divulgando a agremiação por todos os lugares do mundo. Amigos e personalidades da escola próximos à cantora foram agraciados com a medalha Clara Nunes, entre eles, o músico Wilson das Neves, Monarco e Tia Surica.- Hoje fui homenageada porque vesti a Clara Nunes assim que ela chegou na escola. A medalha que ela recebeu foi mais que merecida, porque ela foi uma pessoa, que além de ser portelense, falou muito da Portela. Foi uma tarde muito emocionante e ela nunca será esquecida em nossa mente assim como o dia de hoje - disse Tia Surica.- Clara era uma portelense fiel, por isso ficou no nosso coração, deixou uma saudade muito grande - declarou Monarco, que chamou de ‘gol de placa’ a homenagem feita pela escola.
Foi no Carnaval de 1975 que a cantora fez história como uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida. ‘Macunaíma, heroi da nossa gente’, de autoria de Norival Reis e David Antônio Corrêa, foi interpretado por ela, pelo próprio David Corrêa, por Candeia e pelo puxador oficial da Portela, Silvinho do Pandeiro. - Ela foi uma guerreira do samba. E adorava brincar carnaval, não fazia exigências, sambava no chão, do lado da gente - relembrou Monarco.O projeto teve a parceria do Instituto Mais Memória, do escultor e professor Oseías Casanova Ferreira, com a Fundição de Ademar Alcântara e a Coordenação do Projeto de Nilo Mendes Figueiredo Junior, vice-presidente da Portela.
Adriana Lessa e Lucilene Caetano na feijoada da Portela no Rio
Elas participaram de homenagem à Clara Nunes.
Adriana Lessa e Lucilene Caetano estiveram na tradicional feijoada da Portela, neste sábado, 5, no Rio. A atriz, que é rainha de bateria da Imperador do Ipiranga, em São Paulo, prestigiou também a inauguração de um busto em homenagem à Clara Nunes. Depois da solenidade, Adriana foi para o meio da quadra mostrar samba no pé. http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1646068-9798,00-ADRIANA+LESSA+E+LUCILENE+CAETANO+VAO+A+FEIJOADA+DA+PORTELA+NO+RIO.html
Guerreiros e Guerreira
Luis Carlos Magalhães LC Magalhães 04/02/2011 17h05
Falta muito pouco, mais uma vez. Alguns dias a mais e chega o carnaval.Tantas e tantas vezes faltou pouco, depois o dia chegou e nada aconteceu. Não conseguimos vencer.Houve uma vez que vencemos. Cantamos Clara, Paulo e Natal. Clara foi Iansã, Paulo Oranian e Natal foi Oxóssi.Não erramos nada. A Mangueira é a escola do povo. E quando ela canta um filho do povo e pega na veia, sabemos bem o resultado. Mangueira venceu a nossa vitória, e não dá para esquecer.E vida que segue, quantas vezes fizemos isso com ela ao longo de tantos desses anos?Mas ali faltou muito pouco.Paulo, Natal e Clara.
Agora Clara está de volta para casa. Ao ser inaugurado, seu busto estará ao lado de Paulo e de Natal; juntos como naquele ano distante.Quando chegar o carnaval a Mangueira mais uma vez cantará um filho seu, um filho do povo.A nós, caberá cantar o mar; azul como somos... imenso como somos... 11Cantaremos também o céu; azul como somos... maior do que somos.E vocês estarão lá, com suas bandeiras, suas faixas.Parece um sinal: os três ali na entrada principal...A última vez que a vimos já faz quase 30 anos. Quase 50 mil pessoas, no Portelão, dizendo aquele adeus tão dolorido. Todo mundo sem saber direito, se perguntando, o que havia acontecido.E você virou então para nós "Portela na Avenida". Virou "Sabiá": "que falta fez sua alegria!".
Parece, Guerreiros, que a Guerreira voltou com uma missão. Como aqueles guerreiros das arquibancadas que vocês são. Como aqueles guerreiros da web que estão a seu lado.Trazer a luz! Luz, pois é ela que nos falta. Para identificarmos nossos erros, fortalecer nossos caminhos à vitória e a guarda e defesa de nossas tradições.Não paramos de cantá-la, nunca, Guerreira. E não vamos parar nunca.Em cada "esquenta", cada feijoada, em cada roda de samba de nossa cidade. Parecendo invocar sua alegria, sua presença, seu sorriso pequeno... tão grande.Os Guerreiros, todos, acreditam sempre, a cada ano. Mesmo quando é tão difícil acreditar.Vai ser bonito, Guerreira. Ver você, Paulo e Natal juntos em nossa casa.Tomara que os Guerreiros façam a bandeira mais bonita de todas.
Como aquele manto azul da padroeira do Brasil.Paulo, a racionalidade, a visão de longe, de cima; Natal a paixão, a entrega, o arrebatamento a qualquer preço.Você... a nossa alegria. Uma alegria que já não temos tanta. Que bom que você voltou.Para tornar a entrada de nossa casa mais radiosa; iluminá-la mais ainda.Para que nos mantenhamos assim como somos, para sempre...Quem sabe para tornar nosso caminho, nossa busca mais corajosa...Ou nos trazer alegria de volta...E-mail para contatos mais longos: lcciata2@hotmail.com

04 fevereiro 2011

Grande homenagem na Portela

Foto divulgação
Clara Nunes terá busto inaugurado na quadra da Portela, com show e feijoada em Madureira

POR SARA PAIXÃO

Rio - Um amor além da vida. Assim pode ser definida a relação entre Clara Nunes e a Portela. A cantora, que morreu em 1983, dá nome à rua onde fica a quadra da escola, em Madureira e, a partir de amanhã, ganha um busto na entrada, junto às estátuas dos imortais Paulo da Portela e Natal.

“Clara era uma portelense fiel, por isso ficou no nosso coração, deixou uma saudade muito grande”, declara Monarco, que chama de ‘gol de placa’ a homenagem feita pela escola. Foi no Carnaval de 1975 que a cantora fez história como uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida. ‘Macunaíma, herói da nossa gente’, de autoria de Norival Reis e David Antônio Corrêa, foi interpretado por ela, pelo próprio David Corrêa, por Candeia e pelo puxador oficial da Portela, Silvinho do Pandeiro. “Ela foi uma guerreira do samba. E adorava brincar Carnaval, não fazia exigências, sambava no chão, do lado da gente”, relembra Monarco. Ao lado da Velha Guarda da Portela, ele vai se apresentar no show, que ainda terá Marquinhos de Oswaldo Cruz, entre outros. Durante a Feijoada da Família Portelense, amigos próximo da cantora, como o músico Wilson das Neves, serão agraciados com a Medalha Clara Nunes. Serviço FEIJOADA DA FAMÍLIA PORTELENSE. Quadra. Rua Clara Nunes 81, Madureira (2489-6440). Amanhã, a partir das 13h. Entrada R$ 10. Prato da Feijoada: R$ 15. Livre.

O Dia online

CLARA NUNES – ETERNA GUERREIRA DA PORTELA

Por Izaias Nascimento

O Instituto Mais Memória apresenta uma série de depoimentos de CLARA NUNES, onde constatamos a extraordinária pessoa e profissional antenada com seu público. São palavras que geram um sentimento de saudade, mas que nos faz refletir o quão magnífica foi a cantora que o país tanto ama.

SUA MÚSICA

“-Eu sou uma cantora popular que canto as músicas do meu país. Tudo o que for autêntico, eu estou aí. Samba-canção, samba, modinha, valsa, não existe nada que eu não goste. Sou meio bobona com a Música Popular Brasileira, com os compositores. Gosto de tantos… É uma gente maravilhosa que sabe dizer música e letra ao mesmo tempo, de tal maneira que prende a gente a noite inteira, só cantando, só escutando.“

MISSÃO

“Eu tenho a grande missão de cantar. Eu acho que todas as pessoas têm uma missão; a gente está aqui nesse mundo, ninguém está passeando ou passando férias, está todo mundo aqui cumprindo um compromisso já assumido em outras vidas, eu entendo assim.”

RELIGIÃO

Contribuo com a religião gravando-a em minhas músicas, isso ajuda a parte espiritual. Uso branco por que gosto e os colares são minhas guias.”

POVO

“Eu acho que o que há de verdadeiro, o que há de mais puro, o que há de mais sincero e mais espontâneo, que é a força realmente, é o povo. Então, não adianta você querer ir de encontro ao povo, você tem que trazer o povo até você. Então para mim, Clara Nunes, o povo é tudo. Eu hoje sou uma pessoa muito diferente, muito mais consciente e mais feliz.”

VIDA

“Ainda estou na metade do meu caminho, mas sei que vou até o fim”.

Saudades da legião de fãs. Muitos estarão no Portelão na inauguração do Busto, tão esperado e que certamente levará muita alegria aos portelenses e brasileiros em geral.

INSTITUTO MAIS MEMÓRIA

RESPEITO À HISTÓRIA – RESPEITO AO BRASIL

25 janeiro 2011

Filme : Clara Nunes

A cantora Clara Nunes: tema para a cineasta carioca Cristiana Grumbach
Filme resgata “moça tímida que saiu do interior de Minas”
para alcançar sucesso em todo o país

A solução encontrada pela diretora é acompanhar as
diversas fases da Guerreira

Paulo Henrique Silva - Repórter -Jornal Hoje em Dia- BH
A história da cantora mineira Clara Nunes, a primeira mulher a vender mais de 100 mil cópias de um disco no Brasil, parece começar e terminar nos meses de março e abril de 1983. As circunstâncias de sua morte, aos 39 anos, se tornaram tão fortes que obscureceram a rica trajetória musical – após dar entrada num hospital carioca para uma simples cirurgia de varizes e sofrer um choque anafilático que alimentou os mais diversos boatos, de aborto à troca de pancadaria com o marido e compositor Paulo César Pinheiro. Polêmicas que passarão longe do primeiro filme sobre Clara Francisca Gonçalves, seu nome de batismo. A produção começará a ser rodada no próximo semestre, com direção de Cristiana Grumbach (“As Cartas Psicografadas de Chico Xavier”).

A cineasta carioca pretende reapresentar a cantora, recuperando sua carreira artística, iniciada na cidade natal, em Caetanópolis, quando “era uma moça tímida que saiu do interior de Minas Gerais”, até chegar à mulher forte e bem-sucedida, “de cabelos soltos e indomáveis como se fosse uma leoa”.
Cristiana reforça que o filme não quer retratar a vida de Clara sob o ponto de vista pessoal. “As fofocas já foram contadas em jornais e livros”.
O roteiro, que ainda está sendo escrito, esbarra num problema: o fato de que familiares, caso da irmã Mariquita e Paulo César Pinheiro, não se sentem confortáveis para dar entrevistas. “Como não é possível fazer um documentário no sentido clássico, com depoimentos, resolvemos realizar uma espécie de híbrido”, explica Cristiana.
A solução encontrada pela diretora é acompanhar as diversas fases da Guerreira, como a proximidade com as tradições afro-brasileiras e o samba, através da própria música. “A questão agora é como transformar isso numa narrativa. Pensamos em chamar uma atriz e fazer o que chamo de um filme em busca de uma personagem, em que eu e essa intérprete vamos tentar nos aproximar do universo estético, artístico e espiritual que Clara transitou. Ainda estamos num momento muito delicado do roteiro, sem conseguir visualizar como ficará”, revela.
Protagonista deve ter “raiz mineira”

O nome da atriz que viverá Clara Nunes ainda não está definido. O certo é que ela não precisará, necessariamente, ser cantora, já que a diretora Cristiana Grumbach prefere usar a voz original da intérprete de sucessos como “Morena de Angola” e “Portela na Avenida”, recorrendo a gravações que serão apresentadas em quase sua totalidade.
“A atriz estará lá para que a voz de Clara seja construída num corpo, nos dando as impressões deste personagem mítico”, afirma. Para Cristiana, é importante que a escolhida tenha uma raiz mineira, “impregnada por estas mesmas células que formaram Clara”.
Uma candidata a Clara Nunes é Juliana Tolentino, atriz nascida na região de Caetanópolis e uma das idealizadoras do projeto, que tem uma semelhança física com a sambista.
“Ela é minha vizinha de prédio e, quando me chamou para dirigir o filme, disse que não me via fazendo biografias clássicas, na forma de documentário ou ficção. Não é o cinema que me interessa”.
Cristiana só foi convencida a assumir o projeto ao ganhar liberdade de pensar outras possibilidades de linguagem. “É um alívio imenso não trabalhar com entrevistas”, comemora.
A cineasta se fará presente no filme, compartilhando situações e descobertas, se mirando nos trabalhos da belga Agnès Varda e do lituano Jonas Mekas.
De Agnès, cita “Os Catadores e Eu” (2000), em que a singeleza na abordagem da diretora a transforma em mais um personagem entre os catadores de frutas. Assim como eles, a realizadora também se vê como alguém que recolhe coisas que a sociedade rejeita.
Um tema que ganhará espaço no filme é a busca espiritual de Clara. “Ela tinha uma necessidade espiritual, devido ao seu vazio, passando muito tempo perdida, sem saber qual caminho realmente deveria fazer”.
Cristiana pesquisou o mapa astral da cantora e descobriu que ela nasceu num dia de eclipse, indicativo de uma trajetória que romperia tabus, abrindo novas perspectivas para artistas do sexo feminino.
“A lua é a representação do feminino, enquanto o sol é a do masculino. Quando há o eclipse, a lua se coloca à frente do sol, se interpondo à luz deste, roubando a cena. As cantoras contemporâneas que fazem sucesso hoje devem muito a Clara Nunes”, salienta a diretora.
12/01/2011 Jornal Hoje em Dia

24 janeiro 2011

Inauguração do busto Clara Nunes na Portela

Por Izaias Nascimento
BUSTO DE CLARA NUNES – BLOG DO DENI MENEZES
O Instituto Mais Memória reproduz o Blog do Deni Menezes de 23 de janeiro de 2011, onde o lendário jornalista divulga e faz comentários sobre a inauguração do BUSTO DE CLARA NUNES no PORTELÃO.
HOMENAGEM À CLARA NUNES
A botafoguense Clara Nunes será homenageada no primeiro sábado de fevereiro, dia 5, em festa na quadra do barracão da Portela – Rua Clara Nunes 81, em Madureira -, a partir das 13 horas, pelo presidente Nilo Mendes Figueiredo, do Grêmio Recreativo Escola de Samba da Portela, e o Instituto Mais Memória, dirigido pelo professor Izaias Nascimento.
A inauguração do busto de Clara Nunes, uma das mais corretas intérpretes da música popular brasileira, reunirá figuras expressivas do samba – compositores, músicos, artistas contemporâneos e da atualidade, divulgadores e críticos da MPB -, que serão condecorados com a Medalha Clara Nunes em solenidade na quadra. Tudo ao sabor da feijoada gostosa da Portela.
Fiz amizade com Clara Nunes, no final dos anos 60, na casa do zagueiro Zé Carlos, bicampeão carioca 67-68 no Botafogo, na Av.Prado Júnior, em Copacabana. Ele era casado com a irmã dela, tão alegre e simpática quanto Clara, que tinha dentes lindos e um sorriso permanente perfeito. Eram encontros descontraídos, alegres e felizes com pessoas que estavam sempre de bem com a vida.
Clara Nunes, impossível não recordar e deixar de citar, contou muito com o apoio de Adelzon Alves, o amigo da madrugada, meu colega de mais de dez anos no rádio. Ele foi o produtor do primeiro long-play dela e Clara sempre fez questão de dizer que Adelzon foi quem a fez decolar na carreira. Uma carreira marcada por sucessos inesquecíveis, graças à sua voz bonita, personalíssima, e à sua interpretação sempre muito segura.
O projeto da homenagem foi desenvolvido com o escultor Oséas Casanova Ferreira e a Fundição Ademar Alcântara.
O GRES PORTELA estará inaugurando no próximo dia 05 de fevereiro, durante a tradicional Feijoada da Velha Guarda da Portela, o busto da ícone do samba C L A R A N U N E S. É mais uma vitória do MAIS MEMÓRIA no resgate da memória do país.
EVENTO: Inauguração do Busto Clara Nunes.
Local: Quadra da Portela- Rua Clara Nunes 81 – Madureira (Portelão).
Dia: 05.02.2011 (SÁBADO).
Horário: A partir das 13h00.
Diversas atrações estarão prestigiando a notável artista. Familiares, músicos, compositores, profissionais de imprensa e artistas contemporâneos e novos serão condecorados com a Medalha Clara Nunes. O projeto foi desenvolvido pelo Instituto Mais Memória, com as seguintes parcerias:
Escultor: Professor Oseias Casanova Ferreira.
Fundição: Ademar Alcantara.
Coordenação do Projeto: Nilo Mendes Figueiredo Jr – Vice-Presidente do GRES Portela.
Realização: GRES Portela – Administração Nilo Mendes Figueiredo.
CLARA NUNES, a grande cantora morta prematuramente aos 39 anos, receberá justa homenagem da Portela, que a estrela celebrou em inúmeras apresentações memoráveis. A azul e branco de Oswaldo Cruz encomendou um busto dela em mármore branco, ao professor Oséias Casanova Ferreira (veja na imagem), que será posto na quadra, onde já estão tributos semelhantes a Paulo da Portela e Natal, baluartes portelenses. A cantora, aliás, foi lembrada no refrão do samba de 1984, o último título da escola, “Contos de areia”: “É cheiro de mato/É terra molhada/É Clara Guerreira/Lá vem trovoada.” Clara Nunes merece todas as homenagens (Coluna do Ancelmo Góis- O Globo)

21 janeiro 2011

Raridade :Audio do show não realizado!

PARTE 1
PARTE 2
PARTE FINAL
Texto de Herminio Bello de Carvalho.
Àudio original do ensaio do show Sabiá Sabiô
Teatro Glauce Rocha Rio de Janeiro.
Músicas:"Meu Pequeno Tururu" de Augusto Calheiros e Lupercio Miranda-
"Ê Baiana" de Fabricio Silva e Baianinho-
"Arlequim de Bronze" de Synval Silva-
"Opção" de Gisa Nogueira e
"Você passa eu acho graça" de Carlos Imperial e Ataulfo Alves.
Sempre com o acompanhamento de Hélio Delmiro.
Colaboração: Sandra-RJ

17 janeiro 2011

O busto Clara Nunes

O busto Clara Nunes que a Portela encomendou para ser inaugurado na quadra da escola, encontra-se pronto. Criação do artista plástico Casanova Ferreira - RJ, que soube captar a "alma" da mineira homenageada pela escola de samba de Madureira. Sem data oficial de inauguração, possivelmente a cerimônia deverá ser numa data da feijoada que sempre acontece no primeiro sábado de cada mês com show da Velha Guarda da Portela.
Traremos detalhes assim que confirmada a data.
Parabéns Casanova Ferreira!
Fotos cedidas pelo artista plástico Casanova Ferreira

21 dezembro 2010

Feliz 2011 !

Clara Nunes, Silvio Santos e Victor Civita na entrega do Troféu Imprensa 1977.
O blog deseja a todos um feliz Natal e
um próspero 2011 cheio de "claridade"
e esperança nos corações renovados!

02 dezembro 2010

Dia do samba

Dia 02 de dezembro :
Dia nacional do samba! É dia de Clara Nunes.
Salve o samba, queremos samba
Quem está pedindo é a voz do povo de um país
Salve o samba, queremos samba
Essa melodia de um Brasil feliz
(Zé Keti)

17 novembro 2010

Mais sobre o filme...

Vida De Cantora Pode Virar Filme
O músico e compositor Paulo César Pinheiro, viúvo de Clara Nunes,
leu e gostou do roteiro da cineasta Cristiana Grumbach que pretende
transformar a vida da cantora, falecida em 1983, num longa metragem.
Embora tenham mantido apenas uma conversa, entre as exigências de Paulo César está a de que não sejam abordados assuntos da vida particicular de Clara.
Por esse motivo, ele não permite que a Globo conte a história da artista focada em outros aspectos, que não seja apenas a carreira musical.
Leão Lobo
Além de lançar As cartas psicografadas por Chico Xavier,Cristiana toca outros projetos – entre eles, um documentário sobre médiuns.
“Quero acompanhar a vida dessas pessoas, compreender como se dá essa mediação.” Além deste, a documentarista planeja um filme sobre a cantora
Clara Nunes, morta em 1983. “Está muito embrionário ainda.
-Tive uma conversa muito rápida com [o compositor e viúvo da artista] Paulo César Pinheiro. Ainda precisamos conversar bastante sobre a possibilidade de fazer esse filme.
Penso numa combinação entre documentário e ficção. Queria ter uma atriz ao meu lado e juntas revivermos a trajetória de Clara Nunes”.
http://www.cineweb.com.br/entrevistas/entrevista.php?id_entrevista=2421

16 novembro 2010

Clara Nunes vira filme para os cinemas em 2011

Foto: Wilton Montenegro A cineasta: Cristiana Grumbach

Carioca, formada em Comunicação pela PUC-Rio, teve grande experiência como assistente de direção e câmera de Eduardo Coutinho em filmes como Babilônia 2000 (2000), Edifício Master (2002), Peões (2004), O fim e o princípio (2005), e Jogo de Cena (2007), entre outros. Dirigiu o curta Maria de todas as horas (2004), ao lado de André Horta, e o média-metragem O esôfago da Mesopotâmia, além de alguns videoclipes. Sua estréia na direção de um longa foi em Morro da Conceição (2005), documentário sobre os moradores mais antigos de um morro histórico no centro do Rio de Janeiro. Seu mais recente documentário estreou em novembro : As Cartas Psicografadas por Chico Xavier
publicado em 15/11/2010 às 12h09:
Viúvo de Clara Nunes não quer mexerico em filme
Paulo César Pinheiro estuda convite de cineasta Cristiana Grumbach

A trajetória de Clara Nunes pode virar filme. Viúvo da cantora, o músico Paulo César Pinheiro estuda uma proposta da cineasta Cristiana Grumbach, diretora do documentário As Cartas Psicografadas por Chico Xavier. A informação é da coluna Entre a Gente, assinada por Ana Carolina Rodrigues, no Jornal da Tarde desta segunda (15).
Cristiana disse ao viúvo que tem interesse em levar a história da eterna Morena de Angola às telonas. Segundo a publicação, Pinheiro gostou do projeto e pediu que a diretora não entre em assuntos pessoais de Clara, que morreu em 1983 em uma cirurgia de varizes. Ao jornal, Pinheiro disse que já houve outras tentativas de filmar a vida de Clara Nunes. - Na Globo, também tentaram fazer. Mas eu não tenho interesse em nada que queira fazer mexerico da vida de Clara. Cristiana tem a preferência porque deseja focar a vida artística da artista. Clara Nunes nasceu na cidade mineira de Paraopeba, em 12 de agosto de 1943, e morreu no Rio de Janeiro, em 2 de abril de 1983. Ela foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias de discos. No auge de seu sucesso, entre fins dos anos 1970 e começo da década de 1980, ela vendia mais de 1 milhão de cópias de cada disco que lançava.
Clara Nunes pode virar filme em 2011

Por Rodrigo Coutinho - 15.11.2010 às 13:37:00 - 82
RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER)
Uma das maiores cantoras da música popular brasileira está prestes a ganhar uma merecida homenagem. De acordo com informações da colunista do Jornal da Tarde, Ana Carolina Rodrigues, Clara Nunes pode ganhar um filme que conta a sua trajetória em 2011. A cineasta Cristiana Grumbach já apresentou proposta ao viúvo de Clara, o compositor Paulo César Pinheiro.
Paulo deixou claro que não pretende aprovar produções que se atenham à vida pessoal de Clara Nunes. Para ele é de suma importância mostrar a trajetória artística de sua ex-mulher. A TV Globo já chegou a se interessar na produção de uma minissérie que falasse sobre a cantora, nos mesmos moldes que foi feito com Maysa, mas a abordagem da produção não agradou aos familiares de Clara.
Apesar de ter fincado raízes no Rio de Janeiro, Clara Nunes é natural da cidade de Paraopeba, interior de Minas Gerais. Muito identificada com as tradições afro-brasileiras, ela é, até hoje, considerada por muitos, a melhor cantora de samba da história, tendo gravado diversos sambas de compositores portelenses, sua escola de coração. Foi a primeira mulher a vender mais de cem mil cópias de um LP.
Clara Nunes faleceu em 1983, após uma reação alérgica, decorrente de anestesia. A cantora passava por uma cirurgia para varizes
http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=32513 Cristiana Grumbach Carioca, formada em Comunicação pela PUC-Rio, teve grande experiência como assistente de direção e câmera de Eduardo Coutinho em filmes como Babilônia 2000 (2000), Edifício Master (2002), Peões (2004), O fim e o princípio (2005), e Jogo de Cena (2007), entre outros. Dirigiu o curta Maria de todas as horas (2004), ao lado de André Horta, e o média-metragem O esôfago da Mespotâmia, além de alguns videoclipes. Sua estréia na direção de um longa foi em Morro da Conceição (2005), documentário sobre os moradores mais antigos de um morro histórico no centro do Rio de Janeiro. Documentário As Cartas Psicografadas por Chico Xavierde Cristiana Grumbach 105 min. digital

12 novembro 2010

Clara na moda

Esta é a coleção verão 2011 do estilista goiano
Marcos Queyroz, da marca Crioulo.
Clara é retratada em cores vibrantes e tecidos tropicais.

20 outubro 2010

Fotos Clara Nunes

Clara Nunes e Chacrinha - canta "Portela na Avenida"
Foto: Veja-Abril 1981
Clara e Bibi Ferreira comemorando 100 apresentações
Clara Nunes e Sylvinho do Pandeiro no desfile da Portela, carnaval de 1974.
Samba-enredo: O mundo melhor de Pixinguinha
Foto: Samba Rio Carnaval
Sh0w: Clara Mestiça

11 outubro 2010

Clara em bela foto

Acervo Fotográfico Mário Luiz Thompson

O fotógrafo Mário Luiz Thompson catalogou várias imagens da MPB de grande valor histórico e documental.Retrata a Música Popular Brasileira nas décadas de 1970, 1980 e 1990.

As imagens abrangem desde cantores e compositores até instrumentistas, letristas, maestros e arranjadores dos mais variados gêneros. A documentação iconográfica conta, além da história da MPB, a história pessoal de muitos retratados, acompanhados de perto pelo fotógrafo durante essas três décadas.

http://www.philarmoniabrasileira.com.br/proj-realizacoes/artes-plasticas/acervo-mario-thompson.php