Blog Clara Nunes

17 agosto 2011

Programa histórico: Clara Nunes - Rádio Globo

Foi ao ar no dia 14 de agosto de 2011 um  Especial Clara Nunes pela Rádio Globo -Rio um prograna de 3 horas  com Robson Aldir, em parceria com o Instituto Mais Memória e Luiz Carlos Magalhães, produtor cultural. O Especial teve enorme audiência e foi gravado por Sandra-RJ, que nos presenteia com o áudio postado no Youtube.

Ouçam todas as partes com novas revelações sobre Clara Nunes e depoimentos emocionantes de amigos, familiares, produtores, radialistas,jornalistas, enfim, pessoas que conviveram com Clara. Um programa histórico que vale a pena ouví-lo com prazer!
Clique no link abaixo (Youtube) e encontre todas as partes do programa:

15 agosto 2011

Jornal Estado de Minas -12 de agosto 2011




Festival na cidade de Caetanópolis lembra Clara Nunes, a mais ilustre filha da terra
Walter Sebastião - EM Cultura
Orquestra Jovem V&M do Brasil fará concerto no domingo, às 15h, na Casa de Cultura Clara Nunes

Saudação às artes, celebração do samba e reverência à memória da mineira guerreira. É o que o promete a 6ª edição do Festival Clara Nunes, até dia 21, em Caetanópolis, terra natal da cantora. A abertura oficial será amanhã, às 20h, com a presença de Adriana Lessa, show de Márcio Guima (sobrinho de Clara Nunes) e da Velha Guarda da Portela e conjunto Nosso Samba. Mas desde quinta-feira já vem sendo realizada uma série de atividades – hoje, por exemplo, haverá a semifinal do 5º Festival da Canção Descobrindo Novos Talentos, também às 20h, na Praça Antonino Mascarenhas.

A programação faz uma bonita homenagem a Clara Nunes e ainda fomenta e divulga a cultura mineira”, explica o cantor e violonista Márcio Guima, destacando a Velha Guarda da Portela, escola do coração de Clara, e o show de Maurício Tizumba, mostrando a africanidade de Minas Gerais. É oportunidade também de conhecer o Museu Guimarães Rosa, em Cordisburgo, e as grutas da região. O músico avisa que, como dentro de Caetanópolis não tem hotéis, as opções de hospedagem são Paraopeba, Cordisburgo e Sete Lagos.

Até pelo perfil da homenageada, o samba é o forte da programação. Como observa Márcio, não é só carioca ou baiano, mas também mineiro. “Temos uma batida diferente, pela presença forte e viva do congado”, explica. Ele conta que conheceu Clara Nunes – quando ela morreu, Márcio tinha 18 anos. “Filha de pai operário, trazia a humildade na sua essência. Era pessoa que tinha muita alegria de viver e passava isso na música dela, assim como o cuidado com o repertório, a pesquisa do samba de raiz e o fato de ser espírita. Ela foi a porta- voz do Brasil mestiço.”

O festival acontece sempre no aniversário de nascimento de Clara Nunes. Hoje, ela estaria completando 69 anos. “O mais gostoso é o clima interiorano, pessoas passeando e conversando na praça, que ganha barraquinhas com comida típica, com bons shows, encontros de bandas, feira de artesanato”, explica Márcio Guima. Novidade é que o festival, antes patrocinado pelos comerciantes da cidade, pela primeira vez ganha apoio oficial. “Isso permitiu o convite a atrações de peso”, ressalta o músico, adiantando que ano que vem quer levar Alcione à cidade.


6º Festival Cultural
Clara Nunes
Até dia 21, na Praça Antonino Pinto Mascarenhas e
Casa de Cultura Clara Nunes, em Caetanopolis (MG).
 Informações: claranunescasadecultura.blogspot.com

12 agosto 2011

Um ser de luz nasceu numa cidade do interior...

12 de Agosto, aniversário de Clara Nunes

Aniversário de Clara Nunes e homenagem no Carnaval 2012


No dia em que a cantora Clara Nunes completaria 69 anos de vida, o SRZD-Carnaval, faz uma justa homenagem à esta artista que cantou o samba e levou nossa cultura a outros países. Considerada a cantora que mais gravou obras de compositores portelenses, ela será lembrada no Carnaval de 2012 da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira. O carnavalesco Paulo Menezes desenvolve o enredo "E o povo na Rua Cantando. É feito uma Reza, um Ritual".
"Neste enredo nós faremos uma pequena homenagem à Clara Nunes. Ela será a anfitriã, a responsável, por levar a Portela até a Bahia. A Clara foi a pessoa que mais 'vendeu' a imagem da Bahia e o sincretismo baiano. Será um conjunto de homenagens", explicou.O carnavalesco ainda lembrou o amor dos portelenses pela artista, que morreu tão jovem, aos 39 anos.

 
"Eu sabia que a Portela tinha um carinho muito grande pela Clara Nunes. Mas não tinha ideia da dimensão do amor que os portelenses sentem por ela, é de emocionar. Eles tem a imagem dela, quase como uma divindade", afirmou.
"O que a Clara Nunes nos deixou de melhor, foi sua própria história, tudo o que ela construiu. Quase 30 anos após sua morte, ela ainda é lembrada e cantada", completou.

Homenagem merecida feita pela Paraíso do Tuiuti

 
Clara Nunes também será homenageada, no Carnaval 2012, pela Paraíso do Tuiuti, que dedica seu enredo à ela, com o título: "Clara Nunes - A tal mineira". Para saber um pouco mais sobre o pensamento da escola em relação à artista, o SRZD-Carnaval conversou com o carnavalesco Jack Vasconcelos, que, além de admirar a cantora pelo que representa até hoje, disse que está se surpreendendo positivamente com o retorno dos fãs.
"A obra de Clara Nunes é um tratado de identidade nacional. Ela deixou esse legado para o povo brasileiro. Ouvir Clara Nunes é estudar a história do Brasil. Não tem como mensurar a importância dela. Ainda tá sendo espantoso, porque só de falar o nome dela, as pessoas já se sensibilizam. O nome dela é muito forte. Tem gente que é fã, mas nunca viu a Clara cantar. Tem um massa de gente jovem que é fã e sã super ligados à Clara. Para mim, descobrir isso está sendo uma surpresa muito boa", disse.
Jack destacou que percebeu que os fãs de Clara Nunes, mesmo jovens, que entraram em contato com ele devido ao enredo, são realmente fãs, já que buscam "além da música dela, mas também, sua história de vida".
O carnavalesco da Tuiuti acredita que, atualmente, as pessoas estão se afastando das "nossas raízes" e se distanciando dos "nossos valores", por isso, se emociona ao falar de Clara Nunes.

"Falar de Clara, fazer ela ser lembrada já levanta uma discussão sobre o que é nosso. Isso já marcou, vai ficar para sempre".
Jack lembrou que o desfile da Paraíso do Tuiuti em 2012 vai abordar o nascimento de Clara Nunes e o personagem no qual ela se transformou. As obras da cantora serão o foco do enredo, que promete emocionar o público.

Nesta sexta-feira, dia do nascimento da cantora, a escola fará uma homenagem à ela em sua quadra, dando o pontapé inicial para o Carnaval 2012, com a apresentação dos sambas concorrentes.

http://www.sidneyrezende.com/noticia/141019+aniversario+de+clara+nunes+e+homenagem+no+carnaval+2012

11 agosto 2011

Festival 2011



Principais atrações do fim de semana:

Dia 13-    Adriana Lessa
                 Márcio Guima
                                Velha Guarda da Portela
                               Conjunto Nosso Samba
          Dia 14-  Maurício Tizumba

Programa especial na Radio Globo

08 agosto 2011

Homenagem na Rádio Globo dia 14/08/11


                                             
Em homenagem ao mês de aniversário de Clara Nunes haverá um ESPECIAL CLARA NUNES na Rádio Globo na madrugada de 13/08/2011 para 14/08/2011. O Programa terá três horas de duração (madrugada na Globo a partir de 0h). Depois ficará disponível no site da Rádio.Haverá sorteios diversos.
Site da rádio:



Por Profº Izaias– 13 de julho de 2011
Por Izaias Nascimento

CLARA NUNES SERÁ HOMENAGEADA -


A Rádio Globo através do jornalista ROBSON ALDIR que comanda o Programa Madrugada na Globo, está preparando um especial sobre CLARA NUNES, que será transmitido em 14/08/2011 , próximo a data de nascimento da saudosa cantora que é 12/08.
O programa está em fase de organização com entrevistas em várias vertentes da carreira da cantora: Compositores, familiares, músicos, escritores, pesquisadores e amigos da Portela.


O programa será transmitido em 14/08/2011, Domingo no horário de 0H00 as 03H00 (três horas de duração) – Rádio Globo FM 89,5 e AM 1220.

Muita música, sorteio de livros, CDs, etc. Prestigiem e repassem para os amigos.
Depoimentos:
Adelson Alves (radialista e ex-marido);
Dindinha (irmã de Clara Nunes).
Mestre Monarco da Portela;
Tia Surica;
Márcio Guima (sobrinho de Clara Nunes);
Prof. Alberto Lopes (estudioso da vida de CLARA NUNES/acadêmico da Universidade de Tocantis).
Noca da Portela e Toninho Nascimento (compositores).
Vagner Fernanrdes – (autor biografia Clara Nunes – Guerreira da Utopia).
Eliane Lorenzo (Fã-clube).
Arquivo Rádio Globo: João Nogueira (compositor e amigo) e Arthur da Távola (jornalista).
Depoimento Histórico: Alcione, Martinho da Vila, Alcione, etc
 
No especial serão apresentadas mais de 20 músicas da eterna CLARA NUNES.
Quem quiser falar com o Robson Aldir é só entrar no site da Rádio Globo e enviar uma mensagem no Fale Conosco ou ir para o Auto-falante Madrugada na Globo (mesmo site) com Robson Aldir. Durante as Madrugadas de domingo ele atende no telefone 21 24611220.



03 agosto 2011

Relembrando Clara



Portela relembra Clara Nunes
Feijoada fará tributo à grande cantora portelense


Serviço
Evento: Feijoada da Família Portelense- Tributo a Clara Nunes
Casa: River Futebol Clube
Dia e Hora: Sábado (06/07) a partir das 13h
Preços: Entrada,R$ 10 (preço único); Feijoada: R$ 15
Endereço: Rua João Pinheiro, 426, Piedade, Rio
Informações: (21) 2593-0591 e (21) 2596-5999


26 julho 2011

Duas notícias


CLARA NUNES SERÁ HOMENAGEADA -
A Rádio Globo através do jornalista ROBSON ALDIR que comanda o Programa Madrugada na Globo, está preparando um especial sobre CLARA NUNES.




Mais uma edição do Festival Cultural Clara Nunes, na cidade mineira de Caetanópolis:


21 julho 2011

6º Festival Clara Nunes- agosto 2011




Mais uma edição do Festival Cultural Clara Nunes, na cidade mineira de Caetanópolis que realiza do dia 12 a 21 de agosto de 2011 o 6º Festival cultural Clara Nunes, em homenagem à cantora, filha ilustre da terra , falecida em 02 de abril de 1983. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Cultura da cidade em parceria com o Instituto Clara Nunes, associação da família da cantora que reúne Creche e acervo para futuro memorial que deve ser inaugurado ainda este ano, obra em parceria com o governo de Minas.

O sexto evento apresenta oficinas, exposições, vídeos educativos, filmes, shows e peças teatrais. Destaque para os projetos do 'Festival de Músicas' inéditas ,'Descobrindo novos talentos', com a idéia de proporcionar oportunidade aos novos talentos de Caetanópolis e região.A abertura oficial dos shows acontece no sábado, dia 13, na Praça da Matriz, com o show abertura de Márcio Guima(sobrinho de Clara) prosseguindo com a Velha Guarda da Portela(escola da cantora),e o Conjunto Nosso Samba( músicos que acompanhavam Clara). Shows seguintes: Dia 14, Maurício Tizumba, 19- Show "O teatro mágico", dia 20 Roberta Campos e Zé Ramalho e encerrando dia 21 show de Chico Lobo.

Eventos paralelos acontecerão também na Casa de Cultura Clara Nunes, onde são realizadas, durante todo o ano, oficinas de dança, música, canto, artes cênicas, teatro, capoeira, jongo e artes plásticas.Considerada uma das maiores intérpretes de samba do país, Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, conhecida como Clara Nunes faria 69 anos em 12 de agosto de 2011.

 Pelo sexto ano seguido a secretaria Municipal de Cultura de Caetanópolis-MG, convida a todos para o evento que celebra o aniversário de Clara, no dia 12 de agosto.O Festival Cultural Clara Nunes é uma grande festa com o objetivo de fomentar a cultura local e cidades circunvizinhas, discutindo a obra , o mito Clara Nunes.

 
Contatos:(31) 3714-7430

Clique para ampliar o cartaz

A Casa de Cultura Clara Nunes foi inaugurada em agosto de 2007 e tem como objetivo trabalhar a cultura em muitos segmentos, atraves de oficinas artisticas, palestras, exposições, recitais, apresentações, além do resgate da obra da cantora Clara Nunes.


Como surgiu o Festival Cultural Clara Nunes
(depoimento da secretária de Cultura Adriana Andrade)



Desde o falecimento de Clara Nunes em 02 de abril de 1983, Caetanópolis devia uma justa homenagem a cantora que nasceu aqui. Clara Nunes tem sua história gravada em nossa cidade, em muitos Natais, Caetanópolis contou com a presença de Clara que vinha cantar com as pastorinhas e rever a família e amigos, enchendo de alegria o povo simples de sua cidade. Depois de 1983, Caetanópolis e o Brasil perdeu um mito, a voz de Clara se foi, mas continua ecoando no coração de muitos fãs pelo mundo afora. E foi assim que a ideia surgiu. Não deixar que a obra maravilhosa de Clara se perdesse, era mais que uma obrigação, uma deliciosa obrigação .

E mostrar que este talento nasceu aqui, no Cedro (hoje Caetanópolis) era uma questão de tempo, Em 1995, realizei uma semana em homenagem a cantora, juntamente com mais dois personagens ilustres em Caetanópolis Dr. Guilherme e Zé Bedeu mas sempre sonhei em poder fazer algo maior , tanto para a obra de Clara como para Caetanópolis que só tem a ganhar com um festival. Assim surgiu a oportunidade , em 2005 fui convidada pelo prefeito Romário para trabalhar com a cultura , então foi apresentado o projeto do Festival Cultural Clara Nunes, que só veio a acontecer em 2006, iniciando pequeno , mas com a certeza que Caetanópolis iria mudar os rumos culturais , dando a oportunidade da própria cidade conhecer a obra de Clara Nunes além é claro de dar a oportunidade a outros caetanopolitanos de mostrarem seus talentos na música, danças, artesanatos, enfim, de sair do anonimato e poderem crescer.

por Adriana Andrade


Foto: Adriana Andrade, Romário Vicente, Gilberto Gil, Maria Gonçalves, irmã de Clara.


Dica de hotéis para o Festival Clara Nunes


Essas são as dicas de hotéis na região de Caetanópolis-MG,
para hospedagem durante o festival.
Lembramos que Caetópolis é uma cidade pequena sem rede hoteleira,
mas próxima á cidade existem várias opcões.
HOTEL LONDRINA

Cidade: Paraopeba

Endereço.:AV DR JÚLIO CESAR, 651

Telefone:31 3714-1039

NOVO HOTEL

Cidade: Paraopeba

Endereço.:RUA QUINTINO MOREIRA, 94

Telefone:31 3714-1569

HOTEL FAZENDA CASA GRANDE

Cidade: Paraopeba

Endereço.:RODOVIA MG-231 - KM.2

Telefone:31 9986-0320

POUSADA FAZENDA DO RASGÃO

Cidade: Paraopeba

Endereço.:AV FRANCISCA MARIA DA SILVA, s/nr

Telefone:31 3335-6793

MAQUINÉ PARK HOTEL
Cidade:Caetanópolis-MG

Endereço: BR 040 - km 447.


Portela já tem enredo definido para 2012 - Clara Nunes homenageada também!



Confira a sinopse da Portela para o Carnaval 2012

RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER) - A Portela divulgou na noite dessa terça-feira (19) a sinopse do enredo sobre as festas da Bahia. A cantora Clara Nunes também será homenageada. 
Confira:
GRES PORTELA
Carnaval 2012
Presidente: Nilo Mendes Figueiredo
Coordenadores de Carnaval: Alex Fab e Junior Escafura
Carnavalesco: Paulo Menezes
Diretor de Harmonia: Marcelo Jacob


“. . .E o povo na rua cantando é feito uma reza, um ritual...”


Pequena Prece ao Senhor do Bonfim
Salve, meu Pai Oxalá, Meu Senhor do Bonfim!
Senhor do branco, pai da luz.
Força divina do amor...
Epa Babá!


Meu pai, “... sou filha de Angola, de Ketu e Nagô
Não sou de brincadeira
Canto pelos sete cantos
Não temo quebrantos
Porque eu sou guerreira
Dentro do samba eu nasci,
Me criei, me converti
E ninguém vai tombar a minha bandeira.”


E venho a ti pedir sua benção e proteção, e pedir, também, licença aos meus padroeiros, para conduzir a minha águia altaneira, o meu altar do samba, até a sua presença.
Sabe, meu senhor, sempre fomos muito festeiros, muito devotos, e gostaria muito que o meu povo conhecesse o seu povo e a sua maneira de festejar, de reverenciar a sua crença, a sua fé.
Por muitas vezes cantei a Bahia, agora chegou a hora de mostrá-la.
“... essa Bahia gostosa
Cheia de encanto e feitiço
Que deixa a gente dengosa
E a gente nem dá por isso”

Bahia que tem o dom de encantar.
Terra em que o branco e o negro, o sagrado e o profano, o afro e o barroco se misturam e se tornam uma coisa só. No mar da Bahia, tudo e todos se misturam.
Bahia de vários corações... sagrados corações.
Terra de cores, cheiros e temperos.
Terra de festas e de fé, de santos e orixás.
Terra de samba.
Terra de amor e devoção.
A Bahia é festa o ano todo e o povo vai pra rua manifestar a sua fé.


“... E esse canto bonito que vem da alvorada.”
Alvoradas, missas, procissões, afinal “quem tem fé vai a pé”.
Novenas, flores, fitas, águas e perfumes.
Cortejos, fiéis e cânticos.
Velas, orações e adoração.
Gente que dança!
Tambores e atabaques, samba de roda, batucadas.
Comidas, pois festa sem comida não é na Bahia.
Gente que canta!
Canta pro santo, canta pro orixá. Canta para os dois ao mesmo tempo. É o sincretismo se fazendo presente.

Louva a alegria, a liberdade, a esperança.
Gente que pula!
Pula como pipoca, como cordeiro, em blocos e trios. Transforma as ruas em um mar branco, de paz.
Mar branco, mar vermelho, mar azul. Bahia é feita de mar, é feita de água.
Gente que louva!
Beatos, filhos-de-santo, padres, mães-de-santo, fiéis e iaôs, todos juntos num mesmo ideal. Deuses e mortais, passado e presente.
Altares e terreiros, tudo é mistério. As divindades tão próximas e tão íntimas. O milagre da cumplicidade com o sagrado.
A luz dos orixás refletida nos olhares.


“... Tem um mistério que bate no coração
Força de uma canção que tem o dom de encantar.”
É dia de festa na Bahia. Não importa como começou. Não importa se um dia tudo vai terminar, pois o riso e o gesto já estão gravados na eternidade, no céu e no mar.
Bem aventurados todos aqueles que puderem ver a Bahia em festa.
E neste momento, meu Senhor, vejo que tudo aquilo que move o baiano: a fé, a alegria, a esperança, a crença e a devoção, move também o meu povo, o portelense.


Um povo que nunca desiste, vive a sorrir e a festejar.
E que essa Bahia que é de Todos os Santos, seja a partir de então dos santos da Portela também, que eles passem a fazer parte do seu panteão, estendendo sobre eles o seu divino manto e nos conduza a um desfile triunfal sobre o altar do carnaval.
Bem aventurados aqueles que puderem ver a Portela em festa.


Afinal,
Sou Clara,
Sou Portela,
Sou Guerreiros,
Sou Amor!
Salve o manto azul e branco.
Amém!


Paulo Menezes
Enredo: Paulo Menezes e Marquinhos de Oswaldo Cruz


'Vou fazer um link entre a Bahia e Clara Nunes', diz Paulo Menezes

Patrícia Raposo
20/07/2011


O carnavalesco da Portela, Paulo Menezes, disse ao SRZD-Carnaval que o enredo escolhido pela agremiação foi bem aceito pelos portelenses, e frizou que a cantora Clara Nunes será o fio condutor para o desenvolvimento do tema. A azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira levará para a Sapucaí no Carnaval de 2012, o enredo "E o povo na rua cantando... É feito uma reza, um ritual", de autoria do próprio carnavalesco e Marquinhos de Oswaldo Cruz.
"Os portelenses gostaram do enredo escolhido. Tive boa receptividade e senti que pessoas se emocionaram. Vou fazer um link entre a Bahia e a cantora Clara Nunes. Ela vai ser meu fio condutor para contar o enredo. Clara era a personificação do sincretismo da Bahia", afirmou

Paulo disse também, que não faverá um foco especial para as festas religiosas da Bahia.
"Existirá uma passagem nas festas religiosas. Como tudo na Bahia é sincretismo e tem caráter religioso, isto se dará de uma forma natural, mas não é o meu foco principal", explicou.
O carnavalesco comentou sobre as fantasias para o próximo desfile.
"As fantasias serão detalhadas e leves, como os portelenses estão esperando", disse.


A Portela será a segunda escola a entrar na Marquês de Sapucaí, na segunda-feira, dia 19 de fevereiro, no Carnaval de 2012.
"Se eu disser que não gostei de ser a segunda escola a entrar na avenida estarei mentindo. A Portela não pode ter medo de ser a segunda a desfilar", opinou.
"Em um ano com tantas escolas evidenciando o Nordeste, seremos o primeiro parâmetro de comparação. Acho que isto vai nos favorecer. O público da Sapucaí sempre aguarda a Águia passar", completou.



O carnavalesco Paulo Menezes (Portela)
 



15 julho 2011

Lembranças de Joyce...

 Foto(Joyce)


Texto da cantora Joyce

Mais sessão nostalgia! Ando nostálgica que só, ou o que me move é a vontade de mostrar meu enorme acervo em preto e branco?!


Aqui estou com a querida Clara Nunes (outra grande cantora, e pessoa adorável, que não chegou a gravar nada meu, não deu tempo...) Esta foto é de 1980, no show de lançamento do 'Feminina', realizado no teatro que até hoje leva seu nome, e que pertencia a ela e ao marido (e meu futuro parceiro musical) Paulo César Pinheiro. Atrás de nós, um executivo da nossa então gravadora, a EMI-Odeon, além de plateia e convidados.


Jamais alguém poderia imaginar que Clara, tão linda e cheia de vida, tivesse apenas mais três anos pela frente. Mas na verdade, nem Elis, que nos deixou em 1982, teria sua ida tão prematura adivinhada. Foi um duro momento para o Brasil a perda de artistas tão amadas, e uma quase em seguida da outra. Era como se a música brasileira, como a conhecíamos até então, começasse a perder sinais vitais. Vinicius partiu em 1980. Elis em 82, Clara em 83, Nara em 89. Elizeth, com gloriosos 70 anos, em 1990. Tom, nosso maestro soberano, em 1994. O coração musical brasileiro do século XX começa a bater mais devagar.


Então chegaram as novas gerações. Para elas vai este samba que recém-gravei no meu CD "Rio", e que é dedicado à juventude morena que revisita o samba a partir da Lapa, mas já não se deixa contaminar por ideologias xiitas de "preservação" cultural, e se abre para o futuro sem medo.










04 julho 2011

Enredo 2012- Clara Nunes na Paraíso do Tuiuti


A Paraíso do Tuiuti divulgou, em primeira mão ao SRZD-Carnaval, a logo do enredo para o próximo Carnaval, quando a escola vai falar sobre Clara Nunes. O título do enredo será "A tal mineira".

Jack vai abordar as obras da homenageada, além de apresentar seu repertório e suas histórias de vida, sempre com enfoque em suas músicas.

Confira a sinopse do enredo da Paraíso do Tuiuti:
PARAÍSO DO TUIUTI

Por Fábio Silva

Dei um aperto de saudade no meu tamborim. Se nessa vida tudo passa, ela não passou. Minha musa, minha lira, minha doce inspiração, minha morena enfeitada de rosas e rendas. Abre o pano do passado. Mostre que seu encanto é uma coisa ntural, pois seu sorriso de moça tem um mistério que bate no coração da gente e tem o dom de encantar.

Vocês querem saber quem ela é? Ela é a tal mineira...

No Cedro Pequenino, tecido interior das Gerais, a noite emprestou as estrelas bordadas de prata. O céu prateado deixou o sol vir dourar os cabelos da aurora num lindo alvorecer. Raiou. Resplandeceu. Iluminou. As violas enfeitadas de fitas da Folia de Reis entoam cantos de alegria e liberdade para anunciar que a estrela-guia vai romper. Alguém no povo vai nascer.


Deixa clarear, seu Mané Serrador, que dona Amélia está sentindo a luz de um santo! Trovador errante do reisado. Talhador da esperança que aparece desse canto bonito vindo da alvorada. Faça de nossa bandeira, seu divino manto! De nossa coroa reluzente, todo ouro sobre o azul na procissão do samba!


O nosso tempo de chorar vai se acabar. A minha gente não vai mais andar falando de lado e olhando pro chão. Iluminando os caminhos tão sem vida, o anjo moreno há de chegar aos corações.


O povo até pensou que já era feliz. Pra todo mundo pareceu que um ser de luz nasceu.

Clara mensageira da música. Ela não é de brincadeira. É continuação do poder da criação. Seu canto tem força de oração. Missão que desafia o poder da ciência para combater o mal. Para que o pranto se encerre.

Para que todas as pessoas se tornassem boas e tivessem paz, soltou seu canto da garganta e se transformou num sabiá. Parede de barro não iria prendê-la. Então, voou o sabiá e foi cantar pelos sete cantos a esperança de um mundo novo. Foi viver para cantar, e cantar para viver, sua sina verde-amarela como a bananeira.
Sabiou sua voz de ouro na maravilha da aquarela que surgiu com a natureza sorrindo, tingindo. O céu abraçou a terra e deu vitalidade às flores. Cantou como é grande e bonita a natureza no florescer dos jardins a esbanjar poesia. Bamboleou em seu balaio os frutos da terra.Rainha mãe do mato. Irmã da bandeira que, no resplendor da densa mata, se perdeu e se encontrou. Foi como flecha no mato bravio. Seu canto correu veredas e buritizais, do sertão à mata virgem, com o vento que rola nas palmas. Sua sede dos rios, beira-riachos, também nos fez ouvir o mar em revolta que canta na areia. Maré cheia que só serenou quando ela pisou na beira da praia.
Mãe gentil de todo o povo desta terra que, quando pode cantar, canta de dor. Foi índio guerreiro, quilombola de Palmares e Inconfidente mineiro contra a tirania do açoite. Entoou o canto das três raças que ecoou pelo Brasil mestiço, santuário da fé.
Pediu benção à Mãe África. Mãe preta que nos amamentou no som que a todo povo embala. Batuques vindos do tempo da senzala. De quando o negro chegava fechado em gaiola, trazido por navios negreiros, do solo africano para o torrão brasileiro.
Amarrou os chocalhos na canela no fuzuê do jogo de Angola. Se embolou no tambor de Luanda, no maculelê, no lundu, no jongo e no caxambu. No maracatu, fez louvação à rainha festa para os reis negros Ilu Ayê.Personificou o misticismo sob as bênçãos do Bonfim. Trouxe coisas da Bahia nas canções que cantou com seus penduricalhos e balangandãs. No rufar dos tambores nos deu de seu axé. Ressoaram sua fé ao pai maior em pontos de umbanda de Oxalá e nos rituais de candomblé.


Foi deusa dos orixás. Mineira-sereia da coroa de areia, da areia de ouro, que tocou o agogô de afoxé. Dançou Ijexá saravado no gongá do povo de Zambi. Senhora das candeias, sua música é magia de um banho de manjericão vindo de lá da Aruanda de Sindorerê. Curimba de filha de Ogum com Iansã.
Ouviu a encantaria dos batuques que vieram de longe, soprado do alto dos morros. Ê favela... És o berço do samba. Quanto tempo importante ela passou por aí. Mangueira, celeiro de bambas. Serrinha, império do samba...
Deusa do samba. Do samba verdadeiro, sem cambalacho. Samba-que-samba no bole-que-bole. Que rebola no balacobaco dos bambambães. Samba rasgado. Samba dolente de sambista que vive eternamente no coração da gente.
Quando sambou, o frio sentiu seu calor e o samba se esquentou. Quebrou o salto da sandália no clube do samba. Chorou de alegria nos chorinhos. Sorriu de nostalgia nas marchas-rancho. Entre palhaços e pierrôs, sempre foi a preferida.
Imortalizou sambas de enredo de tantos pavilhões, de tantas cores. E nunca vimos coisa mais bela quando ela pisava a passarela, sob as asas da águia altaneira, desfilando na avenida de azul e branco. Não há e nem pode haver visão igual. Majestosa dona do carnaval.
Seu grito raro, sua voz potente, é um farol guiado ao alento do trabalhador. Revela a leveza de um povo sofrido, de rara beleza, que vive cantando. Povo de profunda grandeza em sua força de expressão.
O amor intransigente pelo canto cantado dos versos mais puros, valentes e seguros, dos filhos do mundo. Dos sem eira nem beira. Dos que o sapato já furou e a roupa já rasgou. Dos que falam pouco e acertado, mas se fazem compreender. Do sertanejo e seus segredos de quem não teve o prazer de aprender a ler. Dos retirantes viajados num pau-de-arara que só traziam a coragem e a cara.
Cantou o pescador sem medo. Os pregoeiros, as feiras e as humildes vendinhas nos cantos das ruas. O sanfoneiro da gota serena que, num forró da muléstia, fazia floreio pra gente dançar o coco rodado.
As quituteiras com seus bolos de milho, broas, cocadas, rapaduras e pés-de-moleque. Suas panelas de barro que, guisando uma galinha à cabidela, nos convidam para um peixe com coco regado a muita pinga danada vinda do alambique. Iguarias de fazer qualquer cristão afrouxar a correia.
Valorizou a simplicidade generosa de uma gente tão honesta que, sempre em um clima de festa nas suas casinhas modestas, lembravam os tempos de criança da cidadezinha onde nasceu.
Mineira guerreira que cantou o guerreiro.
Ao ir embora deste mundo de ilusão, foi morar no infinito pra virar constelação. Repousar nas maravilhas diferentes. Par além do luar onde moram as estrelas. Quem te viu sorrir não há de te ver chorar. Mas és imortal. Teu canto ecoa noite e dia. É voz geral.
Está vendo só o jeito que tudo ficou por causa de você? As coisas mais simples que você tocou acenderam o coração do povo. Sua memória é preservada ma singeleza acolhedora de Caetanópolis, no seio fraterno de Mariquita. E o povo continua na rua cantando. Como fiéis, feito uma reza, um ritual, te homenageando e te escolhendo como a preferida. São todos seus filhos neste mundo, ouvindo e entoando seus ensinamentos. Por causa de você, clara claridade em nossas almas, o amor será eterno novamente.

Jack Vasconcelos

Carnavalesco













01 julho 2011

Jornal Renascença- bairro onde Clara trabalhou em BH

Caçula dos sete filhos do casal Manuel Ferreira de Araújo e Amélia Gonçalves Nunes, Clara Nunes nasceu no interior de Minas Gerais, no distrito de Cedro - à época pertencente ao município de Paraopeba e depois esse distrito virou cidade e foi emancipado com o nome de Caetanópolis, onde viveu até os 16 anos...(continua):



http://pierresite.blogspot.com/

16 junho 2011

Escola de samba homenageia Clara em 2012

Jack Vasconcelos revela que foco do enredo sobre Clara Nunes será a obra musical e o legado cultural




Mantendo a linha de enredos autorais e culturais, o Paraíso do Tuiuti levará para a Marquês de Sapucaí em 2012 o legado deixado por uma das maiores intérpretes da música popular brasileira, a mineira e portelense Clara Nunes. Com nome já definido 'A tal mineira', o carnavalesco Jack Vasconcelos contou ao CARNAVALESCO como pretende desenvolver o tema.

Apesar de admitir que homenagens fogem um pouco à seu estilo de fazer carnaval, Jack Vasconcelos admitiu que a ideia de falar sobre Clara Nunes partiu dele, e foi prontamente aceita pelo presidente da escola, Renato Thor.
Quando fechei com o Tuiuti, o Thor me pediu para seguir a linha que a escola adotou nos últimos anos: um enredo cultural e, se possível, uma homenagem. Conversamos sobre a importância de escolher um bom tema. Um bom enredo gera sempre um bom samba. Estava lendo o livro da Clara, que comprei mas ainda não havia tido tempo para ler, e acabei me interessando mais ainda. Resolvi então, levar até o Thor esta ideia e ele aceitou na hora, ficou muito feliz, foi até o carro e pegou um cd dela. É uma artista que ouço desde pequeno e é muito importante para a cultura brasileira – disse Jack.

Com entrega de sinopse marcada para o dia 1º de julho, a partir das 19h, no clube São Cristóvão Imperial, Jack Vasconcelos revelou a intenção de apenas mostrar a obra de Clara Nunes e o legado cultural deixado pela mineira.
A ideia é falar sobre a obra e não vida pessoal dela. Não entendo quando falam sobre a vida pessoal das pessoas em homenagens. Não interessa o signo, quantas vezes casou, se ela gosta de comer macarrão. O importante é o legado deixado. Vou focar na obra musical. Pouca gente sabe, mas ela era uma grande pesquisadora musical.

Nos últimos cinco carnavais, a agremiação de São Cristóvão teve homenagens nos seus enredos em três deles. Caetano Veloso em 2011, Eneida de Moraes em 2009 e Cartola em 2008 foram os temas da Azul e Amarelo. Já em 2000, quando venceu o Grupo de Acesso A e garantiu direito de desfilar no Grupo Especial no ano seguinte, o homenageado do enredo foi D. Pedro II.


http://www.oterminal.com.br/carnavalesco/401/Jack%20Vasconcelos%20revela%20que%20foco%20do%20enredo%20sobre%20Clara%20Nunes%20ser%C3%A1%20a%20obra%20musical%20e%20o%20legado%20cultural.html

14 junho 2011

Clara Nunes-enredo de 2012

Vida de Clara Nunes será contada pela Paraíso do Tuiuti em 2012


Luana Freitas
Carnaval



A Paraíso do Tuiuti, que luta para tentar retornar ao Grupo Especial, vai contar a história de Clara Nunes em 2012. O diretor de Carnaval da azul e amarelo, Paulo Brandão, disse ao SRZD-Carnaval que o enredo vai abordar a origem e a trajetória da cantora, "em pararelo com sua história musical".


"A tal mineira" será o título do enredo da escola de São Cristóvão.

"Nós visitamos a cidade que ela nasceu, Caetanópolis, em Minas Gerais, por três dias. Já estávamos mantendo uma conversa com o prefeito e depois fomos lá para aprofundar", contou.

Ainda segundo Paulo, a equipe se reunirá nesta semana para delinear o tema e discutir detalhes que serão abordados no desfile.
http://www1.sidneyrezende.com/noticia/134187+vida+de+clara+nunes+sera+contada+pela+paraiso+do+tuiuti+em+2012

26 maio 2011

Vem aí o sexto ano de festival!


6º Festival Cultural Clara Nunes


Caetanópolis – MG


Projeto: Adriana Andrade
Secretaria da Cultura
Adminstração:
Romário Ferreira



A idéia



Trabalhar com cultura, sempre foi um desafio no Brasil. Mas, quando encontramos pessoas que falam a mesma língua, e que acreditam no sonho de que a cultura é a saída para todos, aí se obtém grandes resultados.
A idéia de um festival que reunisse várias vertentes de cultura era um sonho. E ao trabalhar na Secretaria Municipal de Cultura de Caetanópolis, vimos como é rica a nossa terra de tantos talentos, vindo então, a vontade de criar um evento que reunisse todos esses valores. Um evento que fosse gratuito para que todas as camadas pudessem ter acesso.

Nasceu assim, o Festival Cultural Clara Nunes. (Adriana Andrade)









20 maio 2011

Clara - a guerreira

Escrito por Angela Pinho

A guerreira

Nos 40 anos que a vida lhe deu, lutou contra a orfandade precoce; pela emancipação da mulher; resgatou autores esquecidos; revelou novos. Corajosa, afirmou nossas raízes africanas.

A música que Paulo César Pinheiro fez para ela diz: mineira guerreira que é filha de Ogum com Iansã. Ogum, orixá guerreiro; Iansã, senhora do vento e da tempestade. Clara Nunes foi lutadora como as divindades que cultuava. "Sinto Deus no momento de cantar", dizia aquela que também chamavam de "um ser de luz".

Nasceu em 2 de agosto de 1942 em Paraopeba, hoje Caetanópolis, vizinha da terra de outro mineiro ilustre: Guimarães Rosa. O pai, Mané Serrador, era violeiro das Folias de Reis. Quando morreu, a mãe logo o seguiu: "Um caso típico de morrer de amor. Eu também seria capaz", disse mais tarde Clara, órfã aos dois anos. Aos 14, começa a trabalhar como tecelã. À noite, faz o Curso Normal, iria ser professora.

Na música, também se inicia bem cedo. Aos dez anos, ganha o primeiro prêmio: um vestido azul. Aos domingos, canta na missa ladainhas em latim. Em 1960, vence concurso na Rádio Inconfidência. Mas ainda não passa de vocalista de conjuntos.


Três anos depois, ganha programa próprio na TV Itacolomi: Clara Nunes Apresenta. Mostrava artistas de renome nacional. Logo gravaria o primeiro lp. A Voz Adorável de Clara Nunes trazia boleros rasgados. "Eu cantava Besame Mucho com um castelhano muito fajuto."



Bem-vinda ao samba

Clara já combinava de forma harmoniosa beleza com personalidade forte. "Não tenho medo de nada. Eu sou mulher. Eu sou tudo muito. Sou feminista pela emancipação da mulher. Mas - pelo amor de Deus! - a feminilidade vamos manter."

Larga a fama em Minas, vai para o Rio e muda também de rota musical. Você Passa e Eu Acho Graça, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial, marca sua entrada no samba. Sem volta. Clara resgata compositores esquecidos e revela novos. Entra na década de 1970 com grandes sucessos. Ê Baiana (Baiana boa /Gosta do samba / Gosta da roda / E diz que é bamba); Clarice, presente de Caetano (Que mistério tem Clarice / Pra guardar-se assim tão firme, no coração?); Conto de Areia (O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia).


É arrebatada por duas grandes paixões: candomblé e Portela. Em 1974, vai a Cannes e ganha uma flor do cantor romântico Charles Aznavour. No ano seguinte, lança Claridade e desmente a máxima de que "mulher não vende disco": com mais de 400 mil cópias, o lp é campeão de vendas.


Casa com o compositor e poeta Paulo César Pinheiro, criador de muitas das canções que imortaliza. Canto das Três Raças, por exemplo: E de guerra em paz / De paz em guerra / Todo o povo dessa terra / Quando pode cantar / Canta de dor.
Sina verde-amarela

No começo da década de 1980, Clara recebe homenagem de Chico Buarque: Morena de Angola. Dois anos depois, grava Nação, título da composição de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio: A minha sina é verde-amarela feito a bananeira. "Esse disco talvez seja mais político e, por isso mesmo, por eu dizer todas as minhas verdades, esteja mais límpida e coerente", conta ela.


Não sabe que seria o último lançamento. Não temia o futuro: "Não tenho medo de morrer e muito menos de envelhecer. Quero ficar uma velha da pesada. Rosto corado de ruge, participando de tudo, com batom e muitas pulseiras." Em 1983, procura uma clínica para uma cirurgia de varizes. Reage mal à anestesia. Depois de 28 dias em coma, a guerreira perde a última batalha.


Mais de 50 mil pessoas vão se despedir no velório, na sede da Portela - hoje Rua Clara Nunes, morada do samba.

Lançamento da coletânea 2011-

Conto de Areia

Artista: Clara Nunes

Gravadora: Emi Music

Categoria: MPB / Cantores e (As)

Grandes Sucessos é uma primeira formada de CDs contendo a seleção mais atualizada de hits de 24 grandes artistas de todos os estilos e fases da história. Os sucessos remasterizados com a mais alta tecnologia refletem o cuidado artesanal do material gráfico que inclui capas e títulos diferenciados com todas as letras no encarte.

Clara Nunes


Como muitas das grandes vozes ao redor do mundo, Clara começou a cantar através de ladainhas em no coro da igreja em Caetanópolis, sua cidade natal. Aos 16 anos, mudou-se para Belo Horizonte com dois de seus irmãos. Cresceu ouvindo Carmem Costa, Ângela Maria, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira. Participou de vários programas de rádio antes de ser contratada em 1960 pela Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Em 63, apresentou o programa "Clara Nunes Apresenta", no ar por um ano e meio. No ano de 1965 foi para o Rio, e por essa época, se apresentou em vários programas de televisão, entre eles no de Chacrinha. No ano seguinte, foi contratada por uma grande gravadora, pela qual lançou seu primeiro LP, "A Voz Adorável de Clara Nunes". Desde então começou um trabalho de pesquisa dos ritmos populares brasileiros, que a levou a tornar-se a principal porta-voz de nossa música, chegando a representar o Brasil em diversos encontros de música folclórica na África e Europa, já convertida ao Candomblé. Morreu em 1983, causando uma comoção coletiva poucas vezes repetida no Brasil


Faixas do CD:

1. Conto de Areia

2. A Deusa dos Orixás

3. Coisa da Antiga

4. o Mar Serenou

5. Canto das Tres Raças

6. Feira de Mangaio

7. Peixe com Coco

8. Menino Deus

9. Portela na Avenida

10. Lama

11. Nação

12. Tristeza Pé No Chão

13. Meu Sapato Já Furou

14. Na Linha do Mar

15. Candongueiro

16. Guerreira



 

04 maio 2011

Homenagem




                                 Rogéryo Du Maranhão Canta Clara Claridade


As pessoas especiais não morrem, se transformam em luz". Clara virou a luz da lua, do sol que nos ilumina. Seus gestos, seu riso podemos ver e sentir a cada noite linda de luar.

Lembrar de Clara é misturar pranto e riso. Pranto de dor e saudade. Riso das lembranças de sua alegria e felicidade que sempre foi intensa.

Clara deixou para nós a marca de uma personalidade única, inesquecível e uma alegria como lição á ser lembrada por todos nós.






02 maio 2011

20 abril 2011

Feliz páscoa!


Com este bonito trabalho do web designer Pagano, deixamos nossa mensagem de uma Feliz Páscoa!

06 abril 2011

Algumas raridades...

Fotos: Catherine Beltrão ( poetisa)
No site da poetisa:
...O ano de 68, já cursando a PUC, foi muito conturbado politicamente falando. Participei da marcha dos 100 mil na Cinelândia, com Vladimir Palmeira discursando para os estudantes. Uma tarde, quando estava estudando na biblioteca,
tive que sair às pressas, sob a mira de metralhadoras dos soldados, que tinham invadido a universidade.
Ainda assim, tive ânimo e peito para participar do 1º Festival Universitário. Tendo reatado o namoro com o Ronaldo, inscrevemos duas músicas no Festival, uma delas - Deixa essa tristeza andar - tendo sido cantada pela Clara Nunes! A madrinha quem foi? Nada mais nada menos que Bibi Ferreira
(Clara Nunes divulga seu trabalho no programa
de Aérton Perlingeiro, na Tupi do Rio de Janeiro).
No Rio, o programa, também estreou em 1957, mas foi comandado
pelo apresentador Aérton Perlingeiro, que, assim como o casal
paulista Airton e Lolita Rodrigues, também comia de
verdade na frente das câmeras e convidava, para o rega-bofe, atores,
cantores, monstros sagrados do cinema e do teatro ou
artistas que aspiravam ao sucesso.

Clara guerreira - 28 anos

Clara: uma diva da MPB Há 28 anos, no dia 2 de abril de 1983,
morria Clara Nunes, a Guerreira. Uma das melhores intérpretes da música popular brasileira, Clara deixou saudades e uma obra significativa.
Leia um pouco sobre essa grande cantora.
CLIQUE ABAIXO PARA CONTINUAR LENDO E PARA OUVIR SUAS MÚSICAS :

http://veja.abril.com.br/blog/passarela/figuracas/clara-guerreira/

01 abril 2011

02 de abril,é hora de lembrar de Clara!

28 anos sem a guerreira - mineira:
Clara Nunes!
Dia 02 de abril é dia de lembrar e viver Clara!
Dia 02 de abril de 1983 a música popular brasileira perdeu uma
de suas grandes intérpretes, a mineira Clara Nunes. Clara foi uma pesquisadora da cultura popular, ligada a raízes africanas,
portelense e principalmente dona de uma voz de ouro.
Para lembrar esta data e homenagear esta grande cantora, a Rádio UFSCar preparou o “Rádio UFSCar Especial – Clara Nunes”, contando a história da vida e ouvindo as músicas imortalizadas na voz Clara.
Está presente também, neste especial, fragmentos de entrevistas que a cantora concedeu às TVs da época, ou seja, Clara contando sua própria história, imperdível! Para aqueles que apreciam a boa música popular brasileira, fica o convite para ouvir o Rádio UFSCar Especial “Clara Nunes”, sábado dia 02 de abril às 14 horas, com reprise no domingo às 11 horas. Fique ligado!

http://www.radio.ufscar.br/?p=9479