Blog Clara Nunes

02 julho 2009

Noite "Clara"!

Aos organizadores do Prêmio de Música Brasileira nossos agradecimentos pela belíssima homenagem da classe musical à mineira-guerreira Clara Nunes!
Em especial, agradecimento à José Maurício Machline, idealizador e condutor do evento !Parabéns!!!

Assista a matéria do Vídeo Show:

Prêmio 2009-Homenagem à Clara Nunes

(fotos:Mauro Ferreira)
Transcrito do blog do Mauro Ferreira-
Crítico Musical
Prêmio da Música Brasileira - 22º Edição
Rio de Janeiro (RJ) - Coube a Fabiana Cozza fazer o primeiro dos dez números musicais da 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que homenageou a cantora Clara Nunes (1942 - 1983). Às 21h55m de quarta-feira, 1º de julho de 2009, as luzes do Canecão se apagaram e a voz límpida de Clara ecoou na casa através da gravação de Guerreira, espécie de autorretrato da intérprete mineira. Na sequência, os apresentadores - Aloísio de Abreu, Fernanda Montenegro e Marcello Antony - entraram em cena e falaram da importância de Clara, revivida ao longo de toda a cerimônia através de imagens do telão, de trechos de suas gravações e de textos que explicaram ao público de convidados a importância de cada música apresentada na festa-show.
BETHANIA:
Cantou Conto de Areia (Romildo e Toninho), primeiro retumbante sucesso de Clara Nunes (1942 - 1983) em escala nacional. Líder das paradas em 1974, o samba tem cadência baiana condizente com a musicalidade de Bethânia (em foto de Mauro Ferreira). Contudo, a insegurança da cantora com a letra - lida em sua maior parte por ela, sem a menor cerimônia - impediu que o número fizesse jus à alta expectativa. Foi quase burocrático.
ZÉLIA E JOÃO BOSCO:
Rio de Janeiro (RJ) - Samba majestoso que deu título em 1982 ao último álbum lançado por Clara Nunes (1942 - 1983), Nação ainda permanece imbatível no registro original da intérprete mineira. Contudo, o samba de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio foi abordado com elegância e suingue todo próprio por Bosco em dueto com Zélia Duncan. Com direito a um baticum que evoluiu na cadência bonita do samba mais tradicional. Dueto foi interessante.
NEY LATORRACA:
Em 1974, Clara Nunes (1942 - 1983) estrelou ao lado do ator Paulo Gracindo (1911 - 1995) a segunda montagem de Brasileiro: Profissão Esperança, musical que entrelaça as obras de Antonio Maria (1921 - 1964) e Dolores Duran (1930 - 1959). O espetáculo lotou o Canecão durante meses no mesmo palco nobre onde os atores Ney Latorraca e Alessandra Maestrini reviveram trechos do espetáculo. Cantora de extensão vocal já exibida em musicais, Maestrini deu acento dramático às músicas dos compositores. Latorraca provocou risos com frases de Maria.
ALCIONE:
De todos os intérpretes arregimentados para o tributo a Clara Nunes (1942 - 1983) prestado pelo Prêmio da Música Brasileira, Alcione foi a que teve relação mais afetuosa com Clara. Daí o significado especial do número. Com sua divisão particular, a Marrom reviveu Sem Companhia, música romântica que se tornou um dos sucessos do álbum Brasil Mestiço (1980) ao ser propagada na trilha sonora da novela Coração Alado.10
ZÉLIA DUNCAN E JOÃO BOSCO:
Em 1975, um lindo samba de Candeia (1935 - 1978), O Mar Serenou, consolidou o sucesso de Clara Nunes (1942 - 1983) ao ser gravado pela cantora no álbum Claridade. Na 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira, quem se jogou no mar de Clara foi Lenine, num registro afetuoso e sereno feito em dueto com seu filho, João Cavalcanti, vocalista do grupo Casuarina. O (bom) número exemplificou a linha dos arranjos de Rildo Hora, urdidos num tom mais de gala - sem muita ênfase nas percussões...
EMÍLIO SANTIAGO:
Samba de Ivone Lara e Délcio Carvalho que batizou em 1974 o primeiro álbum de Clara Nunes (1942 - 1983) a conquistar de fato o Brasil, Alvorecer ressurgiu suave no registro impecável de Emílio Santiago (em foto de Mauro Ferreira). Com direito a virtuoso solo de gaita do maestro Rildo Hora, autor dos arranjos da festa-show que reverenciou a obra e a figura de Clara, fã de primeira hora de Emílio, quando o cantor ainda atuava anonimamente na noite carioca. Um dos grandes números da 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira pela categoria de Santiago
ZECA PAGODINHO:
Consegui!", disse Zeca Pagodinho para o maestro Rildo Hora, após cantar Menino Deus (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) na festa-show que homenageou Clara Nunes (1942 - 1983). Talvez por estar um pouco alto, Zeca achou que nem fosse conseguir defender bem o samba, sucesso de Clara em 1974, mas o fato é que sua interpretação teve uma beleza toda particular, sobretudo pelo gestual com que o sambista enfatizou algumas imagens poéticas da (linda) letra de Paulo César Pinheiro.

29 junho 2009

Prêmio da Música Brasileira

Tarde cheia de música e diversão
Artistas como Zeca Pagodinho e Emílio Santiago se reúnem em ensaios para Prêmio de Música, que acontece quarta-feira
POR KAMILLE VIOLA, RIO DE JANEIRO
Rio - Zeca Pagodinho toma cerveja, levanta, volta, não para quieto. Na mesa, estão o empresário José Maurício Machline e o cantor Emílio Santiago. É uma quinta-feira chuvosa no Estúdio Floresta, no Cosme Velho. Estão ali para ensaios do Prêmio de Música, levado à frente por Machline, que terá sua premiação quarta-feira.Em sua 20º ano, o prêmio realiza a primeira edição após perder o patrocinador. A premiação acontece no Canecão e homenageia a cantora Clara Nunes, morta em 1983. “Estou fazendo com recursos próprios e com a ajuda de amigos que estão cedendo o trabalho gentilmente”, conta Machline. “Eu estava devendo isso à Clara”, explica ele. “O problema do brasileiro é que ele não tem memória. O prêmio faz com que você traga à baila a obra de um artista importante. Daqui a pouco ninguém mais vai saber quem foi Dorival Caymmi”, acredita. -
“Ela foi uma das maiores intérpretes que o Brasil já teve”, elogia Machline. “Única”, completa Zeca. “Tinha uma luz. Tem gente que é artista mas não tem aquela pegada. É como Beth Carvalho. Quando ela entra no palco, não tem para ninguém. Como Sandy. Aquela menina no palco é uma santa”, elogia o sambista, que cantará ‘Menino Deus’ na premiação. Emílio Santigo, que interpretará ‘Alvorecer’, entrou de última hora. “O prêmio estava todo resolvido e eu liguei para o Machline e perguntei por que não ia cantar na homenagem a Clara”, contou ele no ensaio. “Ela era minha amiga íntima. Tenho uma saudade, muitas recordações”, diz ele.
O cantor derrete-se em elogios. “Eu a adorava. E é o primeiro prêmio que o Zé faz sozinho, eu gosto e o admiro muito. Aí juntou a fome com a vontade comer”, explica Emílio. “No meu caso, é juntar a sede com a vontade de beber”, brinca Zeca. “Eu queria ter gravado com a Clara aquela música ‘Amargura’, que o Fundo de Quintal gravou. Fui encontrar com ela uma vez na Portela, mas ela já tinha ido. Logo depois, morreu”, lamenta.
A cerimônia de premiação terá 10 números com sucessos eternizados pela cantora interpretados por outros artistas, todos acompanhados da banda comandada pelo maestro Rildo Hora — como nos outros anos. Maria Bethânia, por exemplo, cantará ‘Conto de Areia’. Os atores Ney Latorraca e Alessandra Maestrini interpretam ‘Brasileiro Profissão Esperança’. Já Alcione vem com ‘Sem Companhia’ e Arlindo Cruz e Altay Veloso relêem ‘Mineira’.
“A importância da Clara Nunes estava na voz, na maneira de se apresentar, o sorriso, a cadência. Escolhia bem os músicos, os compositores. Ela não era uma pessoa ‘de bobeira’, resume Zeca.
Transcrito: O dia Online

26 junho 2009

"Show: Brasileiro,Profissão...Esperança"

O blog agradece á Sandra, do Rio, pessoa que conviveu com Clara
e nos presenteia com estas belas fotos de seu arquivo pessoal.
Clara Nunes e Paulo Gracindo no Canecão, show "Brasileiro, Profissão Esperança" que ficou em cartaz 1 ano com record de público.
Fotos: arquivo pessoal: Sandra-RJ

Fotos raras

Arquivo pessoal: Sandra-RJ
Clara em programas de tv dos anos 60 e 70.

22 junho 2009

No Prêmio da Música Brasileira

Brasileiro Profissão Esperança Brasileiro Profissão Esperança é o registro do espetáculo teatral que foi lançado em 1974, com Clara Nunes cantando as músicas de Dolores Duran e Paulo Gracindo intrepretando os textos de Antônio Maria.Ficou em cartaz durante 1 ano no Canecão e retorna agora a esse mesmo palco com Ney Latorraca e Alessandra Maestrini representando Paulo Gracindo e Clara Nunes.Esse incrível espetáculo que emocionou tanta gente terá uma pequena amostra montada especialmente para a cerimônia de premiação desse ano do Prêmio de Música Brasileira, 1º de julho no Canecão-Rio.

17 junho 2009

Canecão 1º de julho

Foto: Wilton Montenegro
Maria Bethânia vai participar do show que reverencia a obra de Clara Nunes (1942 - 1983) na 20ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Bethânia vai cantar Conto de Areia (1974), primeiro grande sucesso de Clara . O elenco do show da cerimônia de premiação - agendada para 1º de julho de 2009, no Canecão (RJ) - já conta também com as adesões de Alcione (Sem Companhia, 1980), Mariana Aydar (Portela na Avenida, 1981 - em dueto com Leandro Sapucahy), Lenine (O Mar Serenou, 1975 - em dueto com João Cavalcanti), Zeca Pagodinho (Menino Deus, 1974), Fabiana Cozza (Um Ser de Luz, 1983), Arlindo Cruz (Mineira, 1975 - em dueto com Altay Velloso) e Zélia Duncan (Nação, 1982 - num dueto com João Bosco), entre outros.
Transcrito do blog Notas Musicais
(Mauro Ferreira-crítico musical)

04 junho 2009

Selo comemorativo

Acontece no dia 12 de junho o lançamento do Selo Comemorativo e Carimbo Postal do Festival Cultural Clara Nunes em Caetanópolis-MG, terra natal de Clara. Agora , no calendário oficial da cidade, o Festival que acontece todo ano em agosto, próximo ao dia 12, data de aniversário da guerreira.
Informaremos em breve toda a programação para 2009.
Recebemos o convite que muito nos honra
para o evento de solenidade de lançamento do Selo .
Selo Comemorativo dos correios: Emissão temática que registra fatos, datas, eventos de destaque
e homenageia personalidades, em âmbito nacional e internacional.

01 junho 2009

Premio 2009

01 de Julho - Canecão - Rio de Janeiro
Homenageado 2009 Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, conhecida como Clara Nunes, (Caetanópolis, 12 de agosto de 1943 — Rio de Janeiro, 2 de abril de 1983) foi uma cantora brasileira, considerada uma das maiores intérpretes do país. Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, Clara também viajou várias vezes para a África, representando o Brasil. Conhecedora das danças e das tradições afro-brasileiras, ela se converteu à Umbanda. Clara Nunes seria uma das cantoras que mais gravaria canções dos compositores da Portela, escola para a qual torcia. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam disco.

25 maio 2009

Dois homenageados

Escola de samba: Império do Futuro define enredo
A escola de samba mirim do Império Serrano levará para a Passarela do Samba no Carnaval 2010 o enredo "Todo menino é um rei e toda mulher é guerreira", que será desenvolvido pelo carnavalesco Ricardo Machado. A escola fundada em 05 de Agosto de 1983, prestará homenagem aos cantores Roberto Ribeiro e Clara Nunes, sua relação com Madureira, as escolas de samba Império Serrano e Portela, consideradas as grandes paixões dos artistas e a relação de afeto quando um menino nasce, sendo considerado um rei e quando a mulher dá a luz, se tornando uma rainha.
Blog do Sidney Resende

14 maio 2009

Clara homenageada pelo Prêmio de Música Brasileira 2009

Clara Nunes: a grande homenageada
pelo Prêmio Música Brasileira-2009 !
Mesmo com o fim do patrocínio da empresa de telefonia Tim, José Maurício Machline vai cumprir a promessa de realizar a edição de 2009 do Prêmio de Música Brasileira. Clara Nunes (1942 - 1983) vai ser a homenageada da premiação, agendada para 1º de julho de 2009 na casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro (RJ).
Ao longo da entrega do prêmio, músicas do repertório da Guerreira serão ouvidas, com arranjos de Rildo Hora, nas vozes de nomes como Fabiana Cozza (Um Ser de Luz) e Mariana Aydar (Portela na Avenida).
Fernanda Montenegro ficou de apresentar a cerimônia.
(Blog do crítico musical :Mauro Ferreira-
Notas Musicais em 14/05/2009)
A homenageada da vez será a sambista Clara Nunes. E, claro, alguns números já estão bastante definidos na cabeça de Machline: - Vi a Fabiana Cozza cantando com um quarteto e fiquei encantado.
Pensei nela abrindo a homenagem com "Um ser de luz". Mariana Aydar deve cantar "Portela na avenida" com Leandro Sapucahy; João Bosco certamente lembrará "Nação"; Alcione, "Sem companhia", e por aí vai.
(O Globo Online)

04 maio 2009

4º Festival Clara Nunes

Fotos/Cartaz: Site oficial de Caetanópolis-MG

Vem aí 4º Festival Cultural Clara Nunes

Caetanópolis-MG / Agosto de 2009

Confira a programação em breve!
Festival da Canção
Já estão abertas as inscrições do 3º Festival da Canção de Caetanópolis
- Descobrindo Novos Talentos. As semifinais acontecerão nos dias 06 e 07 de agosto,
e a finálíssima dia 16 de agosto (Como nos anos anteriores,
durante o Festival Clara Nunes que acontece em agosto. O regulamento e a ficha de inscrição poderão ser retirados no site http://www.caetanopolis.hpg.com.br/,
bastando clicar no ícone do 4º Festival Cultural Clara Nunes.

03 maio 2009

youtube

foto captura:Dido Borges
O fenômeno do youtube: vídeos antigos, raros,
criações dos fãs...
Veja algumas imagens nos links abaixo.
É admirável!
Á FLOR DA PELE http://www.youtube.com/watch?v=uyCdRdrhzy4&feature=related ABRIGO DOS VAGABUNDOS http://www.youtube.com/watch?v=bmr4nbgEkaI&feature=related AI QUEM ME DERA http://www.youtube.com/watch?v=dl9mE_8d6_E&feature=related AMOR PERFEITO http://www.youtube.com/watch?v=KBqFo-Wg9fc&feature=related ASA BRANCA http://www.youtube.com/watch?v=WR6u21SSgZA&feature=related Ê BAHIANA http://www.youtube.com/watch?v=Ilo75yqUTbo&feature=related BELA CIGANA http://www.youtube.com/watch?v=DLbJde-ftOw&feature=related CANTO DAS TRÊS RAÇAS http://www.youtube.com/watch?v=Yw5L5exltgU&feature=related COISA DA ANTIGA http://www.youtube.com/watch?v=ji-_sRKylhA&feature=related CONTO DE AREIA http://www.youtube.com/watch?v=3g8-hvmjjOY&feature=related DESENCONTRO http://www.youtube.com/watch?v=XwDVOhc0uiY&feature=related FADO TROPICAL http://www.youtube.com/watch?v=GYllpGVkDEA&feature=related FEIRA DE MANGAIO http://www.youtube.com/watch?v=u8wBc5YmDPo&feature=related FUZUÊ http://www.youtube.com/watch?v=ycNLAkliUj8 GUERREIRA http://www.youtube.com/watch?v=AXQ7hHnqnSU&feature=related HOMENAGEM A RECIFE E OLINDA http://www.youtube.com/watch?v=B-h7N_IL5VA&feature=related IRACEMA http://www.youtube.com/w
atch?v=5DkWGEX2Plw&feature=related JUÍZO FINAL http://www.youtube.com/watch?v=dCPRkQUrxzQ&feature=related MACUNAÍMA http://www.youtube.com/watch?v=c_2B0kni3Ac MANHÃ DE CARNAVAL http://www.youtube.com/watch?v=zMWtwcpYcV0 MENINO DEUS http://www.youtube.com/watch?v=WyJr7n8GAuU&feature=related MEU SAPATO JÁ FUROU http://www.youtube.com/watch?v=uSsuiNOWU64 MINHA MISSÃO http://www.youtube.com/watch?v=an8LExF-mQk&feature=related MORENA DE ANGOLA http://www.youtube.com/watch?v=vNLJO06eAsU&feature=related NA LINHA DO MAR http://www.youtube.com/watch?v=UpfTr_-OkrQ&feature=related NAÇÃO http://www.youtube.com/watch?v=guNBycX6Xlc&feature=related O AMOR É AZUL http://www.youtube.com/watch?v=iKuSjRBb5s4&feature=related O MAR SERENOU http://www.youtube.com/watch?v=SFaJTkxD1Rw DEUSA DOS ORIXÁS http://www.youtube.com/watch?v=3om7seOPZfc&feature=related PEIXE COM COCO http://www.youtube.com/watch?v=k7DBSr7oifg PORTELA NA AVENIDA http://www.youtube.com/watch?v=4VeN2JirTCQ&feature=related SE EU MORRESSE AMANHÃ http://www.youtube.com/watch?v=0Xk0YKenjMY SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ http://www.youtube.com/watch?v=yprA-TVnpCs&feature=related SERENATA DO ADEUS http://www.youtube.com/watch?v=ZtqeOsNv6hU&feature=related TRISTEZA, PÉ NO CHÃO http://www.youtube.com/watch?v=iqEBPq6nvPU&feature=related VALEU PELO AMOR http://www.youtube.com/watch?v=ZvuxF8yptxs&feature=related

24 abril 2009

60 anos

Eventos comemoram 60 anos do poeta.
Entre as maiores intérpretes do compositor carioca, Conceição destaca Clara Nunes, com quem ele foi casado, além Elis Regina e Elizeth Cardoso. Já entre os cantores, destaca João Nogueira.

Leia:http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_19/2009/04/23/ficha_musica/id_sessao=19&id_noticia=10369/ficha_musica.shtml

03 abril 2009

Memorial

Em tempos de crise, reafirmamos o desejo da criação do Museu - Memorial Clara Nunes em Caetanópolis, terra natal de Clara. Sua irmã, Maria Gonçalves que há 26 anos guarda os pertences pessoais, troféus, roupas, adereços etc..., acervo que faz parte da história musical do nosso país,mantêm heroicamente a preservação de tudo que hoje faz parte do Instituto Clara Nunes.
Clara Nunes merece ter seu Memorial em sua cidade!
Contamos com a colaboração empresarial e deixamos aqui nosso registro de que se faça valer a boa vontade da iniciativa cultural e política de todos os envolvidos.

Blog Clara Voz de Ouro

26 anos

Morte da cantora Clara Nunes
completa 26 anos nesta quinta
Clara Nunes: 26 anos sem o ícone do samba!
Leia:

02 abril 2009

Poema

Digo Sim
(Poema-Ferreira Gullar)
Poderia dizer que a vida é bela, e muito,
e que a revolução caminha com pés de flor nos campos do meu país,
com pés de borracha nas grandes cidades Poderia dizer que meu povo é uma festa só na voz de Clara Nunes
no rodar das cabrochas no carnaval da Avenida.
Mas não. O poeta mente.
A vida nós a assamos em sangue e samba
enquanto gira inteira a noite sobre a pátria desigual.
A vida nós a fazemos nossa alegre e triste,
cantando em meio à fome e dizendo sim– em meio à violência e a solidão
dizendo sim –pelo espanto da beleza
pela flama de Tereza
pelo meu filho perdido
meu vasto continente por Vianinha ferido
pelo nosso irmão caído
pelo amor e o que ele nega
pelo que dá e que cega
pelo que virá enfim,
não digo que a vida é bela
tampouco me nego a ela– digo sim
Ferreira Gullar
Fotos capturas:Dido Borges-PE
Texto publicado em 2008 quando dos 25 anos sem Clara.
Neste 2 de abril , data que se lembra os 26 anos da passagem de Clara para outro plano, o blog traz o belo texto de Artur da Távola:
25 ANOS SEM CLARA NUNES
Crônica sobre Clara Nunes
(por Artur da Távola)
Clara Nunes ousou cantar samba e temas afro-brasileiros em fase na qual o gênero viveu período de esquecimento, abandono, desinteresse. O fenômeno deu-se pouco depois do movimento conhecido como tropicalismo, quando, por causa da ampliação do processo de internacionalização, a indústria do disco buscou um som próximo do mercado internacional, foi invadida pelo rock; intelectualizou-se. Os anos finais da década de sessenta, marcam: a emersão de Roberto Carlos que se afasta dos ritmos nacionais; o sucesso da tropicália que embora brasileiríssima no conteúdo popular de suas manifestações, estranhamente afastou-se de nossos ritmos. Foi fase de preponderância do discurso literário.
A expansão das multinacionais do disco, com produtos de consumo internacional; a internacionalização dos fenômenos sociais e existenciais mercê da entrada em funcionamento do satélite artificial; o sucesso do rock como espetáculo de multidões, a somar não apenas música porém inúmeros outros elementos peculiares do então nascente espetáculo de multimídia. Tais fenômenos ampliam-se a partir de fins da década de sessenta, agudizam-se na de setenta e de certa forma se diluem na de oitenta, obtendo, em contrapartida, maior participação no metabolismo geral do consumo de música. Clara Nunes surge de dentro desse quadro adverso para o samba. E vem à tona luminosa, iluminada e bela.Estava o Brasil sob fera ditadura militar. A música e a arte foram as formas possíveis de expressão do protesto, embora sob crescente censura. Os meios de comunicação ajudaram a resistência democrática, ao apoiar manifestações artísticas de rebeldia, em todas as direções. Nada obstante a sua importância, tais manifestações, quando no campo da música popular, raramente apareciam dentro dos ritmos brasileiros típicos. Parece que a predominância do discurso impunha a libertação dos rigores métricos derivados da obediência ao ritmo. Os novos tempos traziam sopros de internacionalização e como era importante observar o protesto, deixou-se de observar a falta de ritmo brasileiro na maioria das manifestações.
Fiel ao samba permaneceu muito pouca gente dentre os que valentemente utilizaram-se do protesto musical como forma de discurso político possível. Chico Buarque de Hollanda, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro e alguns outros dentre os compositores deferidos pela elite e, é claro, o povo em suas manifestações. Para este o samba jamais deixou de existir e resistir. Passou a ser “político”, igualmente, um tipo de discurso de liberdade existencial, de defesa do meio ambiente, de defesa de princípios pacíficos e anti-militaristas. Sem rtimo de samba, porém.Clara Nunes enfrenta essa situação. Sua forma de protestar vem através de uma resistência cultural tanto na manutenção do ritmo do samba como na afirmação de valores afro-brasileiros. Para surpresa dos estrategistas do mercado, ela deu certo em plena era de ascenção do rock. Começava a fase da maturidade da artista, quando morreu. O Brasil sentiu profundamente a perda de sua notável representante.Quando Clara clareou, começos da década de setenta, refugiava-se o samba, na sempre heróica resistência negra, através dos pagodes, das rodas de samba, do partido alto, das escolas de samba ou de cantoras importantes mas marginais do mercado como as grandes Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra, Elza Soares, esta, com notável senso rítmico, contudo marcada pelo be bop (nada contra) na interpretação.
A figura de comunicação de Clara Nunes trazia ao povo brasileiro uma personagem simbólica de algumas de suas características: a mestiçagem, o cabelo crespo, a sensualidade expressa na feminilidade, a boca atraente, saudável, pronta para o riso, o corpo sólido e forte, o olhar repleto de graça e bondade, já que malícia, picardia, ironias e deboches não eram peculiares a seu rosto e às suas expressões faciais. Mistura de mulher ao gosto conservador com a graça ingênua e irresistível da feminilidade interiorana. Flor de brasilidade.Tais características físicas, apresentavam-se em moça sem qualquer arrogância, feliz pelo sucesso; havendo partido da atividade de operária tecelã para a vitória em arte musical, a única, ao lado do desporto, capaz de trazer pessoas de origem humilde a formas de subida de status, ademais negadas à maioria do povo por um processo social discriminatório e injusto, feito, todo ele, para privilegiar classes dominantes, oligarquias e elites econômicas. Dona de tais características peculiares, ademais alma sadia, enorme coração e sentimento popular, eis o tempero necessário para a plena aceitação de seu povo.Estrela de seu povo, assim luziu, linda, Clara Nunes.O povo percebia na figura de comunicação de Clara Nunes uma forma de identificação. Era alguém como qualquer outra e que conseguira o sucesso mas uma vez conseguido, jamais se tornara "um ou uma deles". Mantivera características de simplicidade, cordura e limpeza d'alma indispensáveis à aceitação dos vitoriosos. Mais: sua arte trazia o canto do povo e não o das elites.
O povo identifica com clareza os artistas que o representam. Os meios de comunicação, dominados pela intelectualidade ou pela ideologia da classe média, em geral destacam, apenas, artistas afinados com esses dois universos (intelectualidade e classe média). Eles acabam por funcionar como poder, distribuindo títulos de qualidade e determinando quem é "bom", quem é o "melhor" etc. Nem sempre, porém, ou quase nunca, o povo se guia por tais ditados. Ele possui formas próprias de identificação que resistem às imposições ou disposições do poder cultural. Assim ocorreu com Clara Nunes. Era no máximo "aceita" pelo poder cultural. Este, jamais a deferiu como artista maior, acabando por render-se quando as evidências de seu sucesso e a profundidade de sua aceitação, impuseram-lhe a personalidade artística. Clara emergiu do povo para as elites, o que acentua a sua força pois em geral artistas não deferidos pelos meios de comunicação custam muito mais a aparecer e mesmo quando refulgem nem sempre conseguem durar na preferência popular. Ela conseguiu. Por si mesma.
Mercê dos dons, da missão e das mensagens com as quais o Mistério a dotou. Como cantora, Clara Nunes possuía voz de soprano lírico dramático. Não era impostada por estudo e técnica. Espontânea, natural, com índices razoáveis de intensidade e extensão para o canto popular mas, sobretudo, ressaltava-se-lhe o timbre de teor morno e sedutor. Com seu amadurecimento vocal, os registros médios e os pianíssimos ficaram muito belos como sonoridade. Havia um halo de energia positiva no que emitia e isso se transmitia para a populaçãoA feminilidade saltava-lhe através das formas discretas mas expressivas e sensuais com as quais movia o corpo ao ritmo das músicas, ao cantar. A sensualidade de Clara Nunes jamais foi explícita, extrovertida ou artificialmente acentuada. Fluía naturalmente, a partir de sua moderação. Estava na respiração, no olhar, na feminilidade natural. Incorporou, ademais, Clara, a seu canto, outro elemento provindo das camadas populares e peculiares aos setores oprimidos e marginalizados da sociedade brasileira: os pontos de umbanda, a espiritualidade, a roupa branca. Em fase de valorização de idéias e comportamentos oriundos do materialismo, ela ousou trazer a religiosidade profunda dos segmentos negros da sociedade brasileira, fundindo-os no produto final e mesclado das várias formas afro-brasileiras que fez questão de divulgar. Tais elementos, objetivos e subjetivos, talvez expliquem parte dos mecanismos de comunicação inclusos na figura e na arte de Clara Nunes.
Alguma coisa de funda e comovente toca a sensibilidade de quem a escuta. Há muito de fêmea e de guerreira de flores a escapar de seu canto. Há algo de ingenuidade e meninice. Há a simplicidade das regiões do interior do País. Há negro e branco. Em suma, trata-se de artista capaz de sintetizar inumeráveis profundidades em seu modo de ser e de se expressar. Emblema polissêmico de um povo e de um país. Imortal, portanto.

14 março 2009

Assista o DVD

Para quem ainda não adquiriu o DVD Clara Nunes,
lançado recentemente eis a oportunidade de assistir na net .
Vem do site Jovem Pan Online. São os vídeos gravados
para o programa Fantástico (Globo) e que agora estão disponíveis
apenas para apreciação no site.
É um show de clipes na página homenagem à Clara.
Não deixe de ver:

08 março 2009

Clara no Japão

Caiu no youtube um vídeo raríssimo e imperdível!
É Clara num especial da TV NHK, no Japão cantando "Fuzuê"de Romildo e Toninho. Clara joga capoeira com Alfredo Bessa no berimbau.
Um momento do show de Clara onde ela dançava, cantava com perfeição.
Este programa na tv japonesa foi gravado em agosto de 1982 numa viajem de 25 dias ao Japão para 18 apresentações em 10 cidades.
Não deixe de assistir no vídeo blog:

Arquivo Record

Assista o Arquivo Record: www.claranunesvideo.blogspot.com/

03 março 2009

Desenho

João Pinheiro tem 27 anos e sobrevive em São Paulo, em meio a pilhas de papel, livros, revistas, CDs, canetas, tintas e pincéis. Aqui você pode encontrar tanto seus trabalhos pessoais, quanto comerciais.Associado SIB (Sociedade dos Ilustradores do Brasil) atua na área de artes visuais, desde 2005, realizando trabalhos para diversas mídias.
Vale a pena conferir outros desenhos!
Parabéns João!

02 março 2009

Confirmado

Foto arquivo: Folha
Está confirmado mais uma edição do Festival Cultural Clara Nunes na cidade de Caetanópolis-MG, terra natal de Clara Nunes. Este ano , o 4º Festival vai de 7 a 16 de agosto, mês que se comemora o aniversário de Clara (12 de agosto).
O Blog Voz de Ouro publicará a programação oficial assim que a Prefeitua Municipal anunciar as atrações desse evento que já se tornou no calendário da cidade e região uma opção de lazer cultural imperdível.
Para este ano uma rica programação de shows está sendo aguardada.

26 fevereiro 2009

Homenagem em Uberlandia-MG

(foto do Blog Deusa dos Orixás)
A escola Acadêmicos do Samba -Uberlândia-MG também
lembrou a trajetória de Clara Nunes A cantora deixou uma herança cultural, motivo da escolha do
enredo para 2009 .
Fundada desde 1981, a Escola traz em sua história quatro conquistas consecutivas: 1986, 1987, 1888 e 1989. Em 2001, a escola Acadêmicos também venceu. As cores da escola são preto, amarelo e azul.
SAMBA ENREDO: O Encanto Dançar Na Saga de Clara
Compositor: Gilmar Batista
Eparrê Iansã da licença
A Acadêmicos do samba vai passar
Dançando nas sagas de Clara
Fazendo a massa delirar
É tão lindo ver a minha escola exaltando os orixás
Senhor Ogum Paraopeba nos deu um tesouro
Clara Nunes a guerreira estandarte de ouro,
O mar serenou quando ela pisou na areia e com
Devoção e fé foi na mãe África buscar o seu ache
Na voz do ABC brilhou
Virou a grande estrela de Belo,
Um programa de rádio na inconfidência ganhou, Clara clareou
Chegando ao Rio de Janeiro pelo samba
Se apaixonou, sabiá sabiou foi o primeiro grande show
E ai vieram tantos carnavais com poesias imortais Um festival de fantasias Clara a grande musa do samba, Virou enredo da Portela e jurou eterno amor e esse amor virou Enredo e o Brasil inteiro se emocionou Os tamborins se silenciaram Um canto de lamento na Portela ecoou No candomblé os atabaques anunciaram A nossa guerreira nos deixou E pra extravasar a emoção Minhas baianas vêm cantando esse refrão Vou-me embora, vou-me embora E aqui fico mais não Clara guerreira virou estrela E hoje é constelação

19 fevereiro 2009

Portela vence concurso de sambas memoráveis

"Contos de Areia"
O samba-enredo da Portela - 1984 recebeu 320 mil votos dos internautas no concurso dos sambas inesquecíveis no site da Globo. A missão era dificílima: dez sambas memoráveis na disputa.
Com 48,5% dos votos, Contos de Areia, um samba de dois compositores: Dedé da Portela e Norival Reis. O enredo é uma exaltação à própria escola, aos seus fundadores, aos portelenses ilustres, como a cantora Clara Nunes. O enredo faz também uma louvação à Bahia, onde toda essa batucada começou. A votação final dos sambas ficou assim:
Portela: Contos de Areia (1984) - 48,57% Mocidade: Sonhar não custa nada ou quase nada (1992) - 30,30% Beija-Flor: Ratos e urubus, larguem a minha fantasia (1989) - 17,89% Mangueira: 100 anos de liberdade, realidade e ilusão (1988) - 0,61% Império Serrano: Aquarela Brasileira (1964) - 0,52% Imperatriz Leopoldinense: Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós (1989) 0,51% Salgueiro: Peguei um Ita no Norte (1993) - 0,48% Em Cima da Hora: Os sertões (1976) - 0,36% União da Ilha: Domingo (1977) - 0,27% Vila Isabel: Kizomba, festa da raça (1988) - 0,26% Estácio de Sá: A Festa do Círio de Nazaré (1974) - 0,23% Link Globo Vídeos: Ouça o samba inesquecível dos internautas: Contos de Areia, da Portela