Blog Clara Nunes

15 julho 2011

Lembranças de Joyce...

 Foto(Joyce)


Texto da cantora Joyce

Mais sessão nostalgia! Ando nostálgica que só, ou o que me move é a vontade de mostrar meu enorme acervo em preto e branco?!


Aqui estou com a querida Clara Nunes (outra grande cantora, e pessoa adorável, que não chegou a gravar nada meu, não deu tempo...) Esta foto é de 1980, no show de lançamento do 'Feminina', realizado no teatro que até hoje leva seu nome, e que pertencia a ela e ao marido (e meu futuro parceiro musical) Paulo César Pinheiro. Atrás de nós, um executivo da nossa então gravadora, a EMI-Odeon, além de plateia e convidados.


Jamais alguém poderia imaginar que Clara, tão linda e cheia de vida, tivesse apenas mais três anos pela frente. Mas na verdade, nem Elis, que nos deixou em 1982, teria sua ida tão prematura adivinhada. Foi um duro momento para o Brasil a perda de artistas tão amadas, e uma quase em seguida da outra. Era como se a música brasileira, como a conhecíamos até então, começasse a perder sinais vitais. Vinicius partiu em 1980. Elis em 82, Clara em 83, Nara em 89. Elizeth, com gloriosos 70 anos, em 1990. Tom, nosso maestro soberano, em 1994. O coração musical brasileiro do século XX começa a bater mais devagar.


Então chegaram as novas gerações. Para elas vai este samba que recém-gravei no meu CD "Rio", e que é dedicado à juventude morena que revisita o samba a partir da Lapa, mas já não se deixa contaminar por ideologias xiitas de "preservação" cultural, e se abre para o futuro sem medo.










04 julho 2011

Enredo 2012- Clara Nunes na Paraíso do Tuiuti


A Paraíso do Tuiuti divulgou, em primeira mão ao SRZD-Carnaval, a logo do enredo para o próximo Carnaval, quando a escola vai falar sobre Clara Nunes. O título do enredo será "A tal mineira".

Jack vai abordar as obras da homenageada, além de apresentar seu repertório e suas histórias de vida, sempre com enfoque em suas músicas.

Confira a sinopse do enredo da Paraíso do Tuiuti:
PARAÍSO DO TUIUTI

Por Fábio Silva

Dei um aperto de saudade no meu tamborim. Se nessa vida tudo passa, ela não passou. Minha musa, minha lira, minha doce inspiração, minha morena enfeitada de rosas e rendas. Abre o pano do passado. Mostre que seu encanto é uma coisa ntural, pois seu sorriso de moça tem um mistério que bate no coração da gente e tem o dom de encantar.

Vocês querem saber quem ela é? Ela é a tal mineira...

No Cedro Pequenino, tecido interior das Gerais, a noite emprestou as estrelas bordadas de prata. O céu prateado deixou o sol vir dourar os cabelos da aurora num lindo alvorecer. Raiou. Resplandeceu. Iluminou. As violas enfeitadas de fitas da Folia de Reis entoam cantos de alegria e liberdade para anunciar que a estrela-guia vai romper. Alguém no povo vai nascer.


Deixa clarear, seu Mané Serrador, que dona Amélia está sentindo a luz de um santo! Trovador errante do reisado. Talhador da esperança que aparece desse canto bonito vindo da alvorada. Faça de nossa bandeira, seu divino manto! De nossa coroa reluzente, todo ouro sobre o azul na procissão do samba!


O nosso tempo de chorar vai se acabar. A minha gente não vai mais andar falando de lado e olhando pro chão. Iluminando os caminhos tão sem vida, o anjo moreno há de chegar aos corações.


O povo até pensou que já era feliz. Pra todo mundo pareceu que um ser de luz nasceu.

Clara mensageira da música. Ela não é de brincadeira. É continuação do poder da criação. Seu canto tem força de oração. Missão que desafia o poder da ciência para combater o mal. Para que o pranto se encerre.

Para que todas as pessoas se tornassem boas e tivessem paz, soltou seu canto da garganta e se transformou num sabiá. Parede de barro não iria prendê-la. Então, voou o sabiá e foi cantar pelos sete cantos a esperança de um mundo novo. Foi viver para cantar, e cantar para viver, sua sina verde-amarela como a bananeira.
Sabiou sua voz de ouro na maravilha da aquarela que surgiu com a natureza sorrindo, tingindo. O céu abraçou a terra e deu vitalidade às flores. Cantou como é grande e bonita a natureza no florescer dos jardins a esbanjar poesia. Bamboleou em seu balaio os frutos da terra.Rainha mãe do mato. Irmã da bandeira que, no resplendor da densa mata, se perdeu e se encontrou. Foi como flecha no mato bravio. Seu canto correu veredas e buritizais, do sertão à mata virgem, com o vento que rola nas palmas. Sua sede dos rios, beira-riachos, também nos fez ouvir o mar em revolta que canta na areia. Maré cheia que só serenou quando ela pisou na beira da praia.
Mãe gentil de todo o povo desta terra que, quando pode cantar, canta de dor. Foi índio guerreiro, quilombola de Palmares e Inconfidente mineiro contra a tirania do açoite. Entoou o canto das três raças que ecoou pelo Brasil mestiço, santuário da fé.
Pediu benção à Mãe África. Mãe preta que nos amamentou no som que a todo povo embala. Batuques vindos do tempo da senzala. De quando o negro chegava fechado em gaiola, trazido por navios negreiros, do solo africano para o torrão brasileiro.
Amarrou os chocalhos na canela no fuzuê do jogo de Angola. Se embolou no tambor de Luanda, no maculelê, no lundu, no jongo e no caxambu. No maracatu, fez louvação à rainha festa para os reis negros Ilu Ayê.Personificou o misticismo sob as bênçãos do Bonfim. Trouxe coisas da Bahia nas canções que cantou com seus penduricalhos e balangandãs. No rufar dos tambores nos deu de seu axé. Ressoaram sua fé ao pai maior em pontos de umbanda de Oxalá e nos rituais de candomblé.


Foi deusa dos orixás. Mineira-sereia da coroa de areia, da areia de ouro, que tocou o agogô de afoxé. Dançou Ijexá saravado no gongá do povo de Zambi. Senhora das candeias, sua música é magia de um banho de manjericão vindo de lá da Aruanda de Sindorerê. Curimba de filha de Ogum com Iansã.
Ouviu a encantaria dos batuques que vieram de longe, soprado do alto dos morros. Ê favela... És o berço do samba. Quanto tempo importante ela passou por aí. Mangueira, celeiro de bambas. Serrinha, império do samba...
Deusa do samba. Do samba verdadeiro, sem cambalacho. Samba-que-samba no bole-que-bole. Que rebola no balacobaco dos bambambães. Samba rasgado. Samba dolente de sambista que vive eternamente no coração da gente.
Quando sambou, o frio sentiu seu calor e o samba se esquentou. Quebrou o salto da sandália no clube do samba. Chorou de alegria nos chorinhos. Sorriu de nostalgia nas marchas-rancho. Entre palhaços e pierrôs, sempre foi a preferida.
Imortalizou sambas de enredo de tantos pavilhões, de tantas cores. E nunca vimos coisa mais bela quando ela pisava a passarela, sob as asas da águia altaneira, desfilando na avenida de azul e branco. Não há e nem pode haver visão igual. Majestosa dona do carnaval.
Seu grito raro, sua voz potente, é um farol guiado ao alento do trabalhador. Revela a leveza de um povo sofrido, de rara beleza, que vive cantando. Povo de profunda grandeza em sua força de expressão.
O amor intransigente pelo canto cantado dos versos mais puros, valentes e seguros, dos filhos do mundo. Dos sem eira nem beira. Dos que o sapato já furou e a roupa já rasgou. Dos que falam pouco e acertado, mas se fazem compreender. Do sertanejo e seus segredos de quem não teve o prazer de aprender a ler. Dos retirantes viajados num pau-de-arara que só traziam a coragem e a cara.
Cantou o pescador sem medo. Os pregoeiros, as feiras e as humildes vendinhas nos cantos das ruas. O sanfoneiro da gota serena que, num forró da muléstia, fazia floreio pra gente dançar o coco rodado.
As quituteiras com seus bolos de milho, broas, cocadas, rapaduras e pés-de-moleque. Suas panelas de barro que, guisando uma galinha à cabidela, nos convidam para um peixe com coco regado a muita pinga danada vinda do alambique. Iguarias de fazer qualquer cristão afrouxar a correia.
Valorizou a simplicidade generosa de uma gente tão honesta que, sempre em um clima de festa nas suas casinhas modestas, lembravam os tempos de criança da cidadezinha onde nasceu.
Mineira guerreira que cantou o guerreiro.
Ao ir embora deste mundo de ilusão, foi morar no infinito pra virar constelação. Repousar nas maravilhas diferentes. Par além do luar onde moram as estrelas. Quem te viu sorrir não há de te ver chorar. Mas és imortal. Teu canto ecoa noite e dia. É voz geral.
Está vendo só o jeito que tudo ficou por causa de você? As coisas mais simples que você tocou acenderam o coração do povo. Sua memória é preservada ma singeleza acolhedora de Caetanópolis, no seio fraterno de Mariquita. E o povo continua na rua cantando. Como fiéis, feito uma reza, um ritual, te homenageando e te escolhendo como a preferida. São todos seus filhos neste mundo, ouvindo e entoando seus ensinamentos. Por causa de você, clara claridade em nossas almas, o amor será eterno novamente.

Jack Vasconcelos

Carnavalesco













01 julho 2011

Jornal Renascença- bairro onde Clara trabalhou em BH

Caçula dos sete filhos do casal Manuel Ferreira de Araújo e Amélia Gonçalves Nunes, Clara Nunes nasceu no interior de Minas Gerais, no distrito de Cedro - à época pertencente ao município de Paraopeba e depois esse distrito virou cidade e foi emancipado com o nome de Caetanópolis, onde viveu até os 16 anos...(continua):



http://pierresite.blogspot.com/

16 junho 2011

Escola de samba homenageia Clara em 2012

Jack Vasconcelos revela que foco do enredo sobre Clara Nunes será a obra musical e o legado cultural




Mantendo a linha de enredos autorais e culturais, o Paraíso do Tuiuti levará para a Marquês de Sapucaí em 2012 o legado deixado por uma das maiores intérpretes da música popular brasileira, a mineira e portelense Clara Nunes. Com nome já definido 'A tal mineira', o carnavalesco Jack Vasconcelos contou ao CARNAVALESCO como pretende desenvolver o tema.

Apesar de admitir que homenagens fogem um pouco à seu estilo de fazer carnaval, Jack Vasconcelos admitiu que a ideia de falar sobre Clara Nunes partiu dele, e foi prontamente aceita pelo presidente da escola, Renato Thor.
Quando fechei com o Tuiuti, o Thor me pediu para seguir a linha que a escola adotou nos últimos anos: um enredo cultural e, se possível, uma homenagem. Conversamos sobre a importância de escolher um bom tema. Um bom enredo gera sempre um bom samba. Estava lendo o livro da Clara, que comprei mas ainda não havia tido tempo para ler, e acabei me interessando mais ainda. Resolvi então, levar até o Thor esta ideia e ele aceitou na hora, ficou muito feliz, foi até o carro e pegou um cd dela. É uma artista que ouço desde pequeno e é muito importante para a cultura brasileira – disse Jack.

Com entrega de sinopse marcada para o dia 1º de julho, a partir das 19h, no clube São Cristóvão Imperial, Jack Vasconcelos revelou a intenção de apenas mostrar a obra de Clara Nunes e o legado cultural deixado pela mineira.
A ideia é falar sobre a obra e não vida pessoal dela. Não entendo quando falam sobre a vida pessoal das pessoas em homenagens. Não interessa o signo, quantas vezes casou, se ela gosta de comer macarrão. O importante é o legado deixado. Vou focar na obra musical. Pouca gente sabe, mas ela era uma grande pesquisadora musical.

Nos últimos cinco carnavais, a agremiação de São Cristóvão teve homenagens nos seus enredos em três deles. Caetano Veloso em 2011, Eneida de Moraes em 2009 e Cartola em 2008 foram os temas da Azul e Amarelo. Já em 2000, quando venceu o Grupo de Acesso A e garantiu direito de desfilar no Grupo Especial no ano seguinte, o homenageado do enredo foi D. Pedro II.


http://www.oterminal.com.br/carnavalesco/401/Jack%20Vasconcelos%20revela%20que%20foco%20do%20enredo%20sobre%20Clara%20Nunes%20ser%C3%A1%20a%20obra%20musical%20e%20o%20legado%20cultural.html

14 junho 2011

Clara Nunes-enredo de 2012

Vida de Clara Nunes será contada pela Paraíso do Tuiuti em 2012


Luana Freitas
Carnaval



A Paraíso do Tuiuti, que luta para tentar retornar ao Grupo Especial, vai contar a história de Clara Nunes em 2012. O diretor de Carnaval da azul e amarelo, Paulo Brandão, disse ao SRZD-Carnaval que o enredo vai abordar a origem e a trajetória da cantora, "em pararelo com sua história musical".


"A tal mineira" será o título do enredo da escola de São Cristóvão.

"Nós visitamos a cidade que ela nasceu, Caetanópolis, em Minas Gerais, por três dias. Já estávamos mantendo uma conversa com o prefeito e depois fomos lá para aprofundar", contou.

Ainda segundo Paulo, a equipe se reunirá nesta semana para delinear o tema e discutir detalhes que serão abordados no desfile.
http://www1.sidneyrezende.com/noticia/134187+vida+de+clara+nunes+sera+contada+pela+paraiso+do+tuiuti+em+2012

26 maio 2011

Vem aí o sexto ano de festival!


6º Festival Cultural Clara Nunes


Caetanópolis – MG


Projeto: Adriana Andrade
Secretaria da Cultura
Adminstração:
Romário Ferreira



A idéia



Trabalhar com cultura, sempre foi um desafio no Brasil. Mas, quando encontramos pessoas que falam a mesma língua, e que acreditam no sonho de que a cultura é a saída para todos, aí se obtém grandes resultados.
A idéia de um festival que reunisse várias vertentes de cultura era um sonho. E ao trabalhar na Secretaria Municipal de Cultura de Caetanópolis, vimos como é rica a nossa terra de tantos talentos, vindo então, a vontade de criar um evento que reunisse todos esses valores. Um evento que fosse gratuito para que todas as camadas pudessem ter acesso.

Nasceu assim, o Festival Cultural Clara Nunes. (Adriana Andrade)









20 maio 2011

Clara - a guerreira

Escrito por Angela Pinho

A guerreira

Nos 40 anos que a vida lhe deu, lutou contra a orfandade precoce; pela emancipação da mulher; resgatou autores esquecidos; revelou novos. Corajosa, afirmou nossas raízes africanas.

A música que Paulo César Pinheiro fez para ela diz: mineira guerreira que é filha de Ogum com Iansã. Ogum, orixá guerreiro; Iansã, senhora do vento e da tempestade. Clara Nunes foi lutadora como as divindades que cultuava. "Sinto Deus no momento de cantar", dizia aquela que também chamavam de "um ser de luz".

Nasceu em 2 de agosto de 1942 em Paraopeba, hoje Caetanópolis, vizinha da terra de outro mineiro ilustre: Guimarães Rosa. O pai, Mané Serrador, era violeiro das Folias de Reis. Quando morreu, a mãe logo o seguiu: "Um caso típico de morrer de amor. Eu também seria capaz", disse mais tarde Clara, órfã aos dois anos. Aos 14, começa a trabalhar como tecelã. À noite, faz o Curso Normal, iria ser professora.

Na música, também se inicia bem cedo. Aos dez anos, ganha o primeiro prêmio: um vestido azul. Aos domingos, canta na missa ladainhas em latim. Em 1960, vence concurso na Rádio Inconfidência. Mas ainda não passa de vocalista de conjuntos.


Três anos depois, ganha programa próprio na TV Itacolomi: Clara Nunes Apresenta. Mostrava artistas de renome nacional. Logo gravaria o primeiro lp. A Voz Adorável de Clara Nunes trazia boleros rasgados. "Eu cantava Besame Mucho com um castelhano muito fajuto."



Bem-vinda ao samba

Clara já combinava de forma harmoniosa beleza com personalidade forte. "Não tenho medo de nada. Eu sou mulher. Eu sou tudo muito. Sou feminista pela emancipação da mulher. Mas - pelo amor de Deus! - a feminilidade vamos manter."

Larga a fama em Minas, vai para o Rio e muda também de rota musical. Você Passa e Eu Acho Graça, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial, marca sua entrada no samba. Sem volta. Clara resgata compositores esquecidos e revela novos. Entra na década de 1970 com grandes sucessos. Ê Baiana (Baiana boa /Gosta do samba / Gosta da roda / E diz que é bamba); Clarice, presente de Caetano (Que mistério tem Clarice / Pra guardar-se assim tão firme, no coração?); Conto de Areia (O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia).


É arrebatada por duas grandes paixões: candomblé e Portela. Em 1974, vai a Cannes e ganha uma flor do cantor romântico Charles Aznavour. No ano seguinte, lança Claridade e desmente a máxima de que "mulher não vende disco": com mais de 400 mil cópias, o lp é campeão de vendas.


Casa com o compositor e poeta Paulo César Pinheiro, criador de muitas das canções que imortaliza. Canto das Três Raças, por exemplo: E de guerra em paz / De paz em guerra / Todo o povo dessa terra / Quando pode cantar / Canta de dor.
Sina verde-amarela

No começo da década de 1980, Clara recebe homenagem de Chico Buarque: Morena de Angola. Dois anos depois, grava Nação, título da composição de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio: A minha sina é verde-amarela feito a bananeira. "Esse disco talvez seja mais político e, por isso mesmo, por eu dizer todas as minhas verdades, esteja mais límpida e coerente", conta ela.


Não sabe que seria o último lançamento. Não temia o futuro: "Não tenho medo de morrer e muito menos de envelhecer. Quero ficar uma velha da pesada. Rosto corado de ruge, participando de tudo, com batom e muitas pulseiras." Em 1983, procura uma clínica para uma cirurgia de varizes. Reage mal à anestesia. Depois de 28 dias em coma, a guerreira perde a última batalha.


Mais de 50 mil pessoas vão se despedir no velório, na sede da Portela - hoje Rua Clara Nunes, morada do samba.

Lançamento da coletânea 2011-

Conto de Areia

Artista: Clara Nunes

Gravadora: Emi Music

Categoria: MPB / Cantores e (As)

Grandes Sucessos é uma primeira formada de CDs contendo a seleção mais atualizada de hits de 24 grandes artistas de todos os estilos e fases da história. Os sucessos remasterizados com a mais alta tecnologia refletem o cuidado artesanal do material gráfico que inclui capas e títulos diferenciados com todas as letras no encarte.

Clara Nunes


Como muitas das grandes vozes ao redor do mundo, Clara começou a cantar através de ladainhas em no coro da igreja em Caetanópolis, sua cidade natal. Aos 16 anos, mudou-se para Belo Horizonte com dois de seus irmãos. Cresceu ouvindo Carmem Costa, Ângela Maria, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira. Participou de vários programas de rádio antes de ser contratada em 1960 pela Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Em 63, apresentou o programa "Clara Nunes Apresenta", no ar por um ano e meio. No ano de 1965 foi para o Rio, e por essa época, se apresentou em vários programas de televisão, entre eles no de Chacrinha. No ano seguinte, foi contratada por uma grande gravadora, pela qual lançou seu primeiro LP, "A Voz Adorável de Clara Nunes". Desde então começou um trabalho de pesquisa dos ritmos populares brasileiros, que a levou a tornar-se a principal porta-voz de nossa música, chegando a representar o Brasil em diversos encontros de música folclórica na África e Europa, já convertida ao Candomblé. Morreu em 1983, causando uma comoção coletiva poucas vezes repetida no Brasil


Faixas do CD:

1. Conto de Areia

2. A Deusa dos Orixás

3. Coisa da Antiga

4. o Mar Serenou

5. Canto das Tres Raças

6. Feira de Mangaio

7. Peixe com Coco

8. Menino Deus

9. Portela na Avenida

10. Lama

11. Nação

12. Tristeza Pé No Chão

13. Meu Sapato Já Furou

14. Na Linha do Mar

15. Candongueiro

16. Guerreira



 

04 maio 2011

Homenagem




                                 Rogéryo Du Maranhão Canta Clara Claridade


As pessoas especiais não morrem, se transformam em luz". Clara virou a luz da lua, do sol que nos ilumina. Seus gestos, seu riso podemos ver e sentir a cada noite linda de luar.

Lembrar de Clara é misturar pranto e riso. Pranto de dor e saudade. Riso das lembranças de sua alegria e felicidade que sempre foi intensa.

Clara deixou para nós a marca de uma personalidade única, inesquecível e uma alegria como lição á ser lembrada por todos nós.






02 maio 2011

20 abril 2011

Feliz páscoa!


Com este bonito trabalho do web designer Pagano, deixamos nossa mensagem de uma Feliz Páscoa!

06 abril 2011

Algumas raridades...

Fotos: Catherine Beltrão ( poetisa)
No site da poetisa:
...O ano de 68, já cursando a PUC, foi muito conturbado politicamente falando. Participei da marcha dos 100 mil na Cinelândia, com Vladimir Palmeira discursando para os estudantes. Uma tarde, quando estava estudando na biblioteca,
tive que sair às pressas, sob a mira de metralhadoras dos soldados, que tinham invadido a universidade.
Ainda assim, tive ânimo e peito para participar do 1º Festival Universitário. Tendo reatado o namoro com o Ronaldo, inscrevemos duas músicas no Festival, uma delas - Deixa essa tristeza andar - tendo sido cantada pela Clara Nunes! A madrinha quem foi? Nada mais nada menos que Bibi Ferreira
(Clara Nunes divulga seu trabalho no programa
de Aérton Perlingeiro, na Tupi do Rio de Janeiro).
No Rio, o programa, também estreou em 1957, mas foi comandado
pelo apresentador Aérton Perlingeiro, que, assim como o casal
paulista Airton e Lolita Rodrigues, também comia de
verdade na frente das câmeras e convidava, para o rega-bofe, atores,
cantores, monstros sagrados do cinema e do teatro ou
artistas que aspiravam ao sucesso.

Clara guerreira - 28 anos

Clara: uma diva da MPB Há 28 anos, no dia 2 de abril de 1983,
morria Clara Nunes, a Guerreira. Uma das melhores intérpretes da música popular brasileira, Clara deixou saudades e uma obra significativa.
Leia um pouco sobre essa grande cantora.
CLIQUE ABAIXO PARA CONTINUAR LENDO E PARA OUVIR SUAS MÚSICAS :

http://veja.abril.com.br/blog/passarela/figuracas/clara-guerreira/

01 abril 2011

02 de abril,é hora de lembrar de Clara!

28 anos sem a guerreira - mineira:
Clara Nunes!
Dia 02 de abril é dia de lembrar e viver Clara!
Dia 02 de abril de 1983 a música popular brasileira perdeu uma
de suas grandes intérpretes, a mineira Clara Nunes. Clara foi uma pesquisadora da cultura popular, ligada a raízes africanas,
portelense e principalmente dona de uma voz de ouro.
Para lembrar esta data e homenagear esta grande cantora, a Rádio UFSCar preparou o “Rádio UFSCar Especial – Clara Nunes”, contando a história da vida e ouvindo as músicas imortalizadas na voz Clara.
Está presente também, neste especial, fragmentos de entrevistas que a cantora concedeu às TVs da época, ou seja, Clara contando sua própria história, imperdível! Para aqueles que apreciam a boa música popular brasileira, fica o convite para ouvir o Rádio UFSCar Especial “Clara Nunes”, sábado dia 02 de abril às 14 horas, com reprise no domingo às 11 horas. Fique ligado!

http://www.radio.ufscar.br/?p=9479

23 março 2011

Festival de Curitiba-Teatro

Festival de Curitiba
Espetáculo Clara
8,9 e 10 de abril de 2011
Horário: 21h
Local: Teatro Paulo Autran
Elenco: Grasi Schroeder, Marinho Rezendo, Loara Gonçalves, Henrique Silva, Jaqueline Duarte, Mai Pires, Denise Fait, Pedro Vecchi, Nariman Handar, Leda Ribas, Pedro Henrique Nascimento, Andressa Xisto, Mel Maia, Fernanda Bahl, Karina Hasten, Ariadne Putti, Deusuita Xisto, Aliny Bortolon, Taciane Vieira, Jorge Rangel Filho
Ingressos: na bilheteria do Festival R$20,00 inteira e R$10,00 a meia entrada

16 março 2011

Filme Clara Nunes -Produção iniciada

Clara Nunes será homenageada no cinema
“O mar serenou quando ela pisou na areia. Quem samba na beira do mar é sereia”, a para sempre sereia brasileira, Clara Nunes, nos deixou no dia 2 de abril de 1983. Seu samba, sua cor, sua religiosidade, tudo isso ficou saudosamente incrustado na mente e corações dos brasileiros. Matar a saudade dessa grande expoente da cultura afro-brasileira ficará um pouco mais fácil, pois Cristiana Grumbach, diretora do documentário As Cartas Psicografadas de Chico Xavier, encabeça um novo trabalho, o de homenagear Clara, com a idealização de Juliana Tolentino, atriz e produtora de cinema.
Um filme híbrido entre documentário e ficção, foi a solução que a diretora arranjou para a idéia de Juliana. “Quando a ela (Juliana) veio até mim e propôs fazermos um filme sobre a Clara, eu topei na hora”, comenta Cristiana. “Não queria fazer uma biografia no sentido clássico, por isso, resolvemos fazer essa mistura de linguagens”, completa.
A musicalidade da cantora é o ponto alto do filme. “Mostraremos a trajetória musical de Clara. De sua saída de Minas Gerais até alcançar o seu sucesso por esforço próprio. Foi a primeira mulher brasileira a vender 100 mil cópias de discos”, ressalta Cristiana.
Juliana Tolentino, idealizadora do projeto, tem uma relação bem íntima com a cantora. “Sou de Paraopeba, cidade da Clara. Desta forma, sempre quis retratar a vida dela no cinema”, revela Juliana, que, também interpretará a cantora no filme. “Vamos mostrar a Clara como uma das maiores expoentes da cultura nacional. Suas fases musicais e, principalmente o samba”, comenta. “Será um prazer imenso interpreta-la”, emociona-se a atriz.
De acordo com Cristiana, o processo de produção do longa-metragem está em fase final, e, as filmagens começam ainda neste semestre. “Estamos na fase final de organização da papelada. Temos a autorização verbal do Paulo César Pinheiro, viúvo e detentor dos direitos musicais e de imagem dela. Mas ainda falta formalizarmos”, adianta a diretora. “Assim que formalizarmos, vamos começar a filmar. A primeira locação será em Minas”, revela Cristiana.
Juliana esteve em Caetanópolis, cidade natal de Clara, e conversou com a família da Clara. “A família está muito feliz com esse projeto”, comenta.
O lançamento do filme está previsto para o primeiro semestre de 2012. “São várias fases de produção. Até o lançamento teremos muito trabalho”, finaliza Cristiana.
No interior mineiro, Clara nasceu em Caetanópolis, onde viveu até os seus 16 anos. Filha mais nova de sete irmãos, ela recebeu o dom musical de seu pai, o violeiro Mane Serrador, que participou durante muito tempo da Folia de Reis local. Mudou-se para Belo Horizonte, onde conheceu o violonista Jadir Ambrósio, que, admirado com a voz de Clara, a levou ao programa de rádio Degraus da Fama. Vencedora do concurso A Voz de Ouro ABC, Clara Francisca, mudou de nome, como também, para o Rio de Janeiro. Lá, apresentou-se nos programas televisivos de José Messias, Chacrinha, Almoço Com as Estrelas e Programa de Jair do Taumaturgo, antes de aderir ao samba.
Pesquisadora da cultura popular e folclore brasileiro, ela chegou a excursionar por alguns países africanos, levando um pouco do Brasil àqueles países. Converteu-se à Umbanda, fato que marcou sua música, e, gravou diversos sambas-enredo da Portela, sua escola de samba de coração.
No começo deste mês, Clara foi homenageada pela Portela com um busto exposto na quadra da escola.
http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/noticia.php?id=325336

02 março 2011

Clara - Carnaval

Osmar do Cavaco e Clara em 1974
Foto:Compositores da Portela
A escola de samba Portela, amada por Clara Nunes em ritmo de carnaval.
Rever estas imagens de Clara é sempre agradável lembrança.
Bom carnaval prá todos!
Clara recebendo disco de ouro no Portelão.
Foto cedida por Sandra-RJ.
Foto: GresPortela

07 fevereiro 2011

Busto de Clara na Portela

Sheron Menezes rainha da bateria e Nilo Figueiredo,Vice-presidente da Portela

A Portela realizou no último sábado mais uma edição da feijoada da família portelense só que essa que essa teve um sabor pra de especial: Foi inaugurado o busto da cantora Clara Nunes na entrada da quadra ao lado das imagens dos também baluartes e imortais da Portela Natal e Paulo da Portela . O evento que era aguardado com muita ansiedade por vários admiradores e fãs da cantora reuniu numa tarde ensolarada aproximadamente 20 mil pessoas que cantaram e dançaram ao som da Velha-Guarda da Portela grandes sucessos de Clara. O presidente da Portela Nilo Mendes Figueiredo abriu a cerimônia falando da importância de Clara Nunes para a nação portelense. – Ela foi muito importante para história da Portela- Merece esta homenagem- Disse o dirigente. O caso de amor entre Clara e a Portela era grande, mas ficou ainda mais forte quando no Carnaval de 1975 a cantora fez história como uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida. ‘Macunaíma, herói da nossa gente’, de autoria de Norival Reis e David Antônio Corrêa, foi interpretado por ela, pelo próprio David Corrêa, por Candeia e pelo puxador oficial da Portela, Silvinho do Pandeiro. Um desfile Inesquecível que marcou época. Clara Nunes, que faleceu em 1983, dá o nome da rua onde fica a quadra da escola, que é conhecida como Portelão , que fica no bairro de Madureira,zona norte do Rio de Janeiro. A Guerreira como era conhecida Clara Nunes, foi um dos mais importantes símbolos da Portela cantando a escola em verso e prosa, divulgando a agremiação por todos os lugares do mundo. Amigos , representantes da cidade natal de Clara Caetanópolis , compositores,personalidades da escola foram agraciados com a medalha Clara Nunes, entre eles, Wilson Moreira , Tia Surica, Carlos Reis(1º destaque da escola), Grupo Exporta Samba,Vagner Fernandes (Autor da biografia de Clara Nunes), Marquinhos de Oswaldo Cruz, Verinha da Portela entre outros. O projeto teve a parceria do Instituto Mais Memória, do escultor e professor Oseías Casanova Ferreira, com a Fundição de Ademar Alcântara e a Coordenação do Projeto de Nilo Mendes Figueiredo Junior, vice-presidente da Portela. Uma tarde que jamais vai sair da memória de quem pode presenciar este fato histórico.

Clara da Portela

CLARA NUNES É ETERNIZADA NA PORTELA Por Profº Izaias– 6 de fevereiro de 2011 Por Izaias Nascimento e César Romero. Blog Mais Memória

Numa tarde inesquecível a ícone do samba CLARA NUNES foi eternizada na quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, ao ser inaugurado o busto da cantora no Hall das Homenagens ao lado do fundador Paulo da Portela e de Natal baluarte e presidente inesquecível da agremiação.
Aproximadamente 20.000 pessoas prestigiaram a grande festa numa tarde emocionante que ficará marcada na história da Portela.
Por volta das 15h00 o Presidente Nilo Figueiredo, ladeado pelas ilustres visitantes: Ministro Lupi, Professor Celso Pansera da FAETEC, Noca da Portela e Toninho Nascimento compositores de Clara Nunes, Wilsom das Neves músico de Clara Nunes, Grupo Exporta Samba que atuou com Clara Nunes no Teatro Opinião, Escultor Oséias Casanova Ferreira, Tia Surica, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Roberto Caldeira, direção do Instituto Mais Memória Professor Izaias Nascimento e Jornalista César Romero, Prefeito Romário da cidade natal Clara Nunes Caetanópolis – Sr. Romário Vicente Ferreira, familiares e amigos da cidade natal, imprensa e de muitos fãs e sambistas.
Após discurso do Presidente Nilo Figueiredo onde enalteceu CLARA NUNES pela brilhante carreira e relação histórica com a Portela, do Ministro Lupi falando também pela Presidente Dilma Roussef, onde citou a importância de Clara Nunes para a cultura nacional, foi inagurado o Busto, com a emocionante interpretação a capela do compositor Toninho Nascimento autor do samba Conto de Areia, cantado em coro por todos os presentes. A emoção tomou conta do Hall das Homenagens e não foi raro ver diversas pessoas chorando, emocionadas com o evento.
A festa seguiu na quadra, com a tradicional apresentação da Velha Guarda comandanda por Serginho Procópio, Guaraci e Tia Surica.
Em seguida foram chamados ao palco para homenagearem CLARA NUNES, cantando sambas históricos da cantora os seguintes intérpretes: Toninho Nascimento, Conjunto Esporta Samba, Stênio Barcellos do Conjunto Nossa Samba (falou de seus 16 anos de carreira acompanhando Clara Nunes) e Wilsom Moreira. Foto Blog Sidnei Resende – Geissa Evaristo.
Logo após, assistiram a uma apresentação no telão de fotos de CLARA NUNES e uma homenagem aos compositores.
Receberam a Medalha CLARA NUNES os seguintes agraciados: Presidente Nilo Figueiredo, Vagner Fernandes (autor livro biográfico Clara Nunes), Stênio Barcellos (Conjunto Nosso Samba), Wilsom das Neves (músico), Conjunto Exporta Samba, compositores Noca da Portela, Toninho Nascimento e Wilsom Moreira, Roberto Caldeira (assessor da artista), o produtor cultural Jorge Coutinho, parceiros do projeto Celso Pansera, Oscar Berro e Rossilênio Lopes, Prefeito de Caetanópolis Romário Vicente Ferreira, Márcio Guima(sobrinho de Clara Nunes) Professor Alberto Pereira Lopes, Verinha eterna Relações Públicas da Portela, Marquinhos de Oswaldo Cruz, destaque da Escola Carlos Dias e Tia Surica pela Velha Guarda da Portela. Foto Blog Sidnei Resende – Geissa Evaristo.
A família recebeu a camisa do Botafogo de Futebol e Regatas enviada pelo Presidente Maurício Assumpção com o nome de CLARA NUNES, visto que era uma notória botafoguense.
A festa continuou com lembranças de grandes sambas de Clara Nunes.
INSTITUTO MAIS MEMÓRIA RESPEITO À HISTÓRIA – RESPEITO AO BRASIL.

Vídeo da inauguração

Sandra-RJ

Fotos da inauguração

Quadra lotada sob forte calor
Carlos Reis e Sheron Menezes
Marcio Guima(sobrinho de Clara) e o prefeito de Caetanópolis Romário Ferreira
Toninho Nascimento, compositor de "Conto de Areia"

06 fevereiro 2011

Feijoada da Portela emociona a todos

Portela inaugura busto de Clara Nunes em tarde emocionante
Geissa Evaristo Carnavalesco 06/02/2011 00h49
Neste sábado, a Portela realizou mais edição da sua tradicional feijoada, porém, o dia teve um sabor especial: a inauguração do busto da cantora Clara Nunes na entrada da quadra ao lado das imagens dos também imortais portelenses: Paulo da Portela e Natal. O evento, que costuma reunir uma multidão nas tardes do primeiro sábado de cada mês, recebeu aproximadamente 20 mil pessoas.Clara Nunes, que faleceu em 1983, dá nome à rua onde fica a quadra da escola, em Madureira, e foi um dos mais importantes símbolos da Portela cantando a escola em verso e prosa, divulgando a agremiação por todos os lugares do mundo. Amigos e personalidades da escola próximos à cantora foram agraciados com a medalha Clara Nunes, entre eles, o músico Wilson das Neves, Monarco e Tia Surica.- Hoje fui homenageada porque vesti a Clara Nunes assim que ela chegou na escola. A medalha que ela recebeu foi mais que merecida, porque ela foi uma pessoa, que além de ser portelense, falou muito da Portela. Foi uma tarde muito emocionante e ela nunca será esquecida em nossa mente assim como o dia de hoje - disse Tia Surica.- Clara era uma portelense fiel, por isso ficou no nosso coração, deixou uma saudade muito grande - declarou Monarco, que chamou de ‘gol de placa’ a homenagem feita pela escola.
Foi no Carnaval de 1975 que a cantora fez história como uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida. ‘Macunaíma, heroi da nossa gente’, de autoria de Norival Reis e David Antônio Corrêa, foi interpretado por ela, pelo próprio David Corrêa, por Candeia e pelo puxador oficial da Portela, Silvinho do Pandeiro. - Ela foi uma guerreira do samba. E adorava brincar carnaval, não fazia exigências, sambava no chão, do lado da gente - relembrou Monarco.O projeto teve a parceria do Instituto Mais Memória, do escultor e professor Oseías Casanova Ferreira, com a Fundição de Ademar Alcântara e a Coordenação do Projeto de Nilo Mendes Figueiredo Junior, vice-presidente da Portela.
Adriana Lessa e Lucilene Caetano na feijoada da Portela no Rio
Elas participaram de homenagem à Clara Nunes.
Adriana Lessa e Lucilene Caetano estiveram na tradicional feijoada da Portela, neste sábado, 5, no Rio. A atriz, que é rainha de bateria da Imperador do Ipiranga, em São Paulo, prestigiou também a inauguração de um busto em homenagem à Clara Nunes. Depois da solenidade, Adriana foi para o meio da quadra mostrar samba no pé. http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1646068-9798,00-ADRIANA+LESSA+E+LUCILENE+CAETANO+VAO+A+FEIJOADA+DA+PORTELA+NO+RIO.html
Guerreiros e Guerreira
Luis Carlos Magalhães LC Magalhães 04/02/2011 17h05
Falta muito pouco, mais uma vez. Alguns dias a mais e chega o carnaval.Tantas e tantas vezes faltou pouco, depois o dia chegou e nada aconteceu. Não conseguimos vencer.Houve uma vez que vencemos. Cantamos Clara, Paulo e Natal. Clara foi Iansã, Paulo Oranian e Natal foi Oxóssi.Não erramos nada. A Mangueira é a escola do povo. E quando ela canta um filho do povo e pega na veia, sabemos bem o resultado. Mangueira venceu a nossa vitória, e não dá para esquecer.E vida que segue, quantas vezes fizemos isso com ela ao longo de tantos desses anos?Mas ali faltou muito pouco.Paulo, Natal e Clara.
Agora Clara está de volta para casa. Ao ser inaugurado, seu busto estará ao lado de Paulo e de Natal; juntos como naquele ano distante.Quando chegar o carnaval a Mangueira mais uma vez cantará um filho seu, um filho do povo.A nós, caberá cantar o mar; azul como somos... imenso como somos... 11Cantaremos também o céu; azul como somos... maior do que somos.E vocês estarão lá, com suas bandeiras, suas faixas.Parece um sinal: os três ali na entrada principal...A última vez que a vimos já faz quase 30 anos. Quase 50 mil pessoas, no Portelão, dizendo aquele adeus tão dolorido. Todo mundo sem saber direito, se perguntando, o que havia acontecido.E você virou então para nós "Portela na Avenida". Virou "Sabiá": "que falta fez sua alegria!".
Parece, Guerreiros, que a Guerreira voltou com uma missão. Como aqueles guerreiros das arquibancadas que vocês são. Como aqueles guerreiros da web que estão a seu lado.Trazer a luz! Luz, pois é ela que nos falta. Para identificarmos nossos erros, fortalecer nossos caminhos à vitória e a guarda e defesa de nossas tradições.Não paramos de cantá-la, nunca, Guerreira. E não vamos parar nunca.Em cada "esquenta", cada feijoada, em cada roda de samba de nossa cidade. Parecendo invocar sua alegria, sua presença, seu sorriso pequeno... tão grande.Os Guerreiros, todos, acreditam sempre, a cada ano. Mesmo quando é tão difícil acreditar.Vai ser bonito, Guerreira. Ver você, Paulo e Natal juntos em nossa casa.Tomara que os Guerreiros façam a bandeira mais bonita de todas.
Como aquele manto azul da padroeira do Brasil.Paulo, a racionalidade, a visão de longe, de cima; Natal a paixão, a entrega, o arrebatamento a qualquer preço.Você... a nossa alegria. Uma alegria que já não temos tanta. Que bom que você voltou.Para tornar a entrada de nossa casa mais radiosa; iluminá-la mais ainda.Para que nos mantenhamos assim como somos, para sempre...Quem sabe para tornar nosso caminho, nossa busca mais corajosa...Ou nos trazer alegria de volta...E-mail para contatos mais longos: lcciata2@hotmail.com

04 fevereiro 2011

Grande homenagem na Portela

Foto divulgação
Clara Nunes terá busto inaugurado na quadra da Portela, com show e feijoada em Madureira

POR SARA PAIXÃO

Rio - Um amor além da vida. Assim pode ser definida a relação entre Clara Nunes e a Portela. A cantora, que morreu em 1983, dá nome à rua onde fica a quadra da escola, em Madureira e, a partir de amanhã, ganha um busto na entrada, junto às estátuas dos imortais Paulo da Portela e Natal.

“Clara era uma portelense fiel, por isso ficou no nosso coração, deixou uma saudade muito grande”, declara Monarco, que chama de ‘gol de placa’ a homenagem feita pela escola. Foi no Carnaval de 1975 que a cantora fez história como uma das primeiras mulheres a puxar o samba-enredo na Avenida. ‘Macunaíma, herói da nossa gente’, de autoria de Norival Reis e David Antônio Corrêa, foi interpretado por ela, pelo próprio David Corrêa, por Candeia e pelo puxador oficial da Portela, Silvinho do Pandeiro. “Ela foi uma guerreira do samba. E adorava brincar Carnaval, não fazia exigências, sambava no chão, do lado da gente”, relembra Monarco. Ao lado da Velha Guarda da Portela, ele vai se apresentar no show, que ainda terá Marquinhos de Oswaldo Cruz, entre outros. Durante a Feijoada da Família Portelense, amigos próximo da cantora, como o músico Wilson das Neves, serão agraciados com a Medalha Clara Nunes. Serviço FEIJOADA DA FAMÍLIA PORTELENSE. Quadra. Rua Clara Nunes 81, Madureira (2489-6440). Amanhã, a partir das 13h. Entrada R$ 10. Prato da Feijoada: R$ 15. Livre.

O Dia online

CLARA NUNES – ETERNA GUERREIRA DA PORTELA

Por Izaias Nascimento

O Instituto Mais Memória apresenta uma série de depoimentos de CLARA NUNES, onde constatamos a extraordinária pessoa e profissional antenada com seu público. São palavras que geram um sentimento de saudade, mas que nos faz refletir o quão magnífica foi a cantora que o país tanto ama.

SUA MÚSICA

“-Eu sou uma cantora popular que canto as músicas do meu país. Tudo o que for autêntico, eu estou aí. Samba-canção, samba, modinha, valsa, não existe nada que eu não goste. Sou meio bobona com a Música Popular Brasileira, com os compositores. Gosto de tantos… É uma gente maravilhosa que sabe dizer música e letra ao mesmo tempo, de tal maneira que prende a gente a noite inteira, só cantando, só escutando.“

MISSÃO

“Eu tenho a grande missão de cantar. Eu acho que todas as pessoas têm uma missão; a gente está aqui nesse mundo, ninguém está passeando ou passando férias, está todo mundo aqui cumprindo um compromisso já assumido em outras vidas, eu entendo assim.”

RELIGIÃO

Contribuo com a religião gravando-a em minhas músicas, isso ajuda a parte espiritual. Uso branco por que gosto e os colares são minhas guias.”

POVO

“Eu acho que o que há de verdadeiro, o que há de mais puro, o que há de mais sincero e mais espontâneo, que é a força realmente, é o povo. Então, não adianta você querer ir de encontro ao povo, você tem que trazer o povo até você. Então para mim, Clara Nunes, o povo é tudo. Eu hoje sou uma pessoa muito diferente, muito mais consciente e mais feliz.”

VIDA

“Ainda estou na metade do meu caminho, mas sei que vou até o fim”.

Saudades da legião de fãs. Muitos estarão no Portelão na inauguração do Busto, tão esperado e que certamente levará muita alegria aos portelenses e brasileiros em geral.

INSTITUTO MAIS MEMÓRIA

RESPEITO À HISTÓRIA – RESPEITO AO BRASIL